- Amy Madigan, por A Hora do Mal – 151 pontos
- Tânia Maria, por O Agente Secreto – 102 pontos
- Benicio del Toro, por Uma Batalha Após a Outra – 97 pontos
- Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental – 91 pontos
- Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental – 82 pontos
Amaury Filho
- Benicio del Toro, por Uma Batalha Após a Outra
- Ariana Grande, por Wicked: For Good
- Mari Yamamoto, por Família de Aluguel
- Tânia Mara, por O Agente Secreto
- Akira Emoto, por Família de Aluguel
- Sissy Spacek, por Morra, Amor
- Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
- Yura Borisov, por Anora
- Zoe Saldaña, por Emília Pérez
- Pierfrancesco Favino, por Maria
Pierfrancesco Favino faz um bom trabalho em “Maria”, mesmo Larraín ainda não aprendendo a como dirigir o filme inteiro e não só sua protagonista. Zoe Saldaña era realmente a melhor candidata àquele Oscar. Sissy Spacek é subaproveitada, mas não passa despercebida. Família de Aluguel tem coadjuvantes melhores que seu protagonista. Tânia Mara brilha, enquanto Grande e del Toro roubam a cena.
Caio Pimenta
- Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra
- Amy Madigan, por A Hora do Mal
- Ricardo Teodoro, por Baby
- Tânia Maria, por O Agente Secreto
- Zoe Saldaña, por Emilia Pérez
- Yura Borisov, por Anora
- Naomi Ackie – por Mickey 17 e Sorry, Baby
- Stellan Skarsgard, por Valor Sentimental
- Rodger Rogério, por Oeste Outra Vez
- Michael Stuhlbarg, por Depois da Caçada
“Uma Batalha Após a Outra” possui 2h30. Teyana some de tela lá pelos 40 minutos iniciais. E é o suficiente para a imagem dela se manter na cabeça dos personagens e nossa até o fim. Amy Madigan é um assombro e Zach Cregger sabe muito bem extrair cada segundo dela. Que gigantes são Teodoro e Rodger em cena! Tânia Maria é o coração do filmaço de Kleber Mendonça Filho. “Emilia Pérez” pode ter todos os defeitos do mundo, mas, Zoe Saldaña está tão bem que ninguém ousou criticar o Oscar dela. Borisov é o gigante gentil que diz tudo através do olhar. Ano excelente de Ackie como duas atuações intensas. Só pela cena do presente para o neto Skarsgard estaria no TOP 10 de qualquer jeito. Por fim, Stuhlbarg e Guadagnino formam uma dupla imbatível. E lá vai ele entrando na cozinha…
Danilo Areosa
- Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
- Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
- Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental
- Zoe Saldaña, por Emilia Perez
- Wunmi Mosaku, por Pecadores
- Benicio Del Toro, por Uma Batalha Após a Outra
- Amy Madigan, por A Hora do Mal
- Adam Sandler, por Jay Kelly
- Kieran Culkin, por A Verdadeira Dor
- Tania Maria, por O Agente Secreto
Menções Honrosas: Teyana Taylor, Uma Batalha Após a Outra; Delroy Lindo, Pecadores; Nicholas Hoult, A Ordem; Monica Barbaro, Um Perfeito Desconhecido; William H.Macy, Sonhos de Trem; Trine Dyrholm, Garota da Agulha; Rodger Rogério, Oeste Outra Vez; Ricardo Teodoro, Baby.
Stellan Skarsgård e Sean Penn, ambos sublimes, estiveram em outro patamar em 2026 e por isso são medalhas de ouro e prata dessa categoria. Apesar de desconhecidos do grande público, Inga Ibsdotter Lilleaas e Wunmi Mosaku mostraram um pouco da sua grandeza em seus respectivos papéis. Zoe Saldaña e Kieran Culkin, as vezes esquecidos, sempre retornam para reforçarem seus talentos. Adam Sandler, Amy Madigan e Benicio Del Toro daquele “jeitinho mineirinho” que só eles têm, roubam algumas cenas em seus trabalhos. Por fim, aos 78 anos, Tania Maria como Dona Sebastiana esteve impecável em O Agente Secreto.
Fábio Reis
- Emily Blunt, por Coração de Lutador
- Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
- Robério Diógenes, por O Agente Secreto
- Billy Crudup, por Jay Kelly
- Tatum Matthews, por A Garota Artificial
- Riley Keough, por Jay Kelly
- Andrew Garfield, por Depois da Caçada
- Shannon Gorman, por Família de Aluguel
- Jacob Elordi, por Frankenstein
- Katherine LaNasa, por The Pitt
LaNasa, apesar de sua presença ofuscada por todo o elenco, está sempre ali, esbanjando o carisma e maturidade daquela doce “tia” protetora com quem você sempre pode contar. Elordi continua surpreendendo com sua versatilidade. Temos duas meninas- prodígio esse ano: Gorman e Matthews. Garfield em uma performance bem diferenciada e sutilmente sinistra. Com seu pouco tempo de tela, Keough e Crudup dão tudo de si. Diógenes é absurdamente natural em seu cinismo. Sean Penn quase irreconhecível mostra por que é Sean Penn. Emily Blunt consegue ser uma força paradoxal e intensa mais do que o próprio protagonista. Menção Honrosa: Ariana Grande em Wicked – Parte 2 continua cativando com sua delicadeza e mostrando que era a melhor pessoa pro papel.
Ivanildo Pereira
- Amy Madigan, por A Hora do Mal
- Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental
- Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
- Hailee Steinfeld, por Pecadores
- William H. Macy, por Sonhos de Trem
- Billy Crudup, por Jay Kelly
- Benicio del Toro, por Uma Batalha Após a Outra
- Ralph Fiennes, por Extermínio: A Evolução
- Sally Hawkins, por Faça Ela Voltar
- Ana de Armas, por Eden
Grandes desempenhos de coadjuvantes roubaram a cena em alguns filmes de 2025. Alguns não precisaram de mais do que poucas cenas para fazer isso, como os casos de Fiennes, Macy e del Toro. Hawkins entregou mais uma ótima performance, e Ana de Armas sequestrou para si o seu filme. Crudup foi a melhor coisa de Jay Kelly, mesmo só aparecendo em uma cena, e Steinfeld esteve hipnotizante. Penn fez um vilão hilário, Lilleaas teve um olhar e uma presença muito humanas em cena, e Madigan fica na memória e faz da sua personagem um novo ícone imediato do terror no cinema. Vale a pena conferir todos esses filmes e prestar atenção nesses desempenhos.
Leonardo Barbosa
- Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental
- Tânia Mara, por O Agente Secreto
- Amy Madigan, por A Hora do Mal
- Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
- Benicio del Toro, por Uma Batalha Após a Outra
- Jacob Elordi, por Frankenstein
- Miles Caton, por Pecadores
- Kaiony Venâncio, por O Agente Secreto
- Wunmi Mosaku, por Pecadores
- Pedro Dantas, por Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa
A Agnes, de Inga Ibsdotter Lilleaas, é contida e sóbria, mas em seu olhar e dentro de si guarda um grau de doçura irrepreensível, servindo como contraponto aos lados tempestuosos do pai e da irmã. Tânia Mara como Sebastiana é tão espirituosa com seu jeito irônico e parece alheia a tantos desafios, porém seu coração e alma são o sossego dos personagens. Tia Gladys de tão marcante já entra para o imaginário de figuras do terror recente, onde a presença de Madigan em cena é admirável e assombrosa. Skarsgard vive um diretor renomado que sofre com os dilemas frágeis de sua relação com as filhas, e seu Gustav Borg é complexo e carrega uma dor silenciosa muito aparente. O Sensei de Del Toro surge como apoiador ao personagem de DiCaprio, sua participação se revela mais especial do que se pensa, onde as ações realmente se estendem. O Monstro vivido por Elordi é repleto de dúvidas e tristeza em ternos olhares, e sua contemplação só não são maiores que sua fúria ao entender sua distorcida natureza. Miles Caton e seu Sammie traduz o nosso olhar em meio àqueles cenários, pois o seu destaque se faz da grande motivação de existir mas também de viver. Kaiony Venâncio tem breve lugar no filme, no entanto sua participação é reveladora e consiste de uma grandeza furiosa em tela, tornando-o imprevisível e ameaçador. Mosaku assume a postura forte para intensificar o entorno dos personagens principais, com suas cenas ganhando a atenção que seu talento merece. Por fim, Pedro Dantas com seu Zé Lelé traz a graça e a malandragem conhecidas do personagem nos quadrinhos e dando o seu rosto de maneira bem-vinda.
Lucas Aflitos
- Tânia Maria, por O Agente Secreto
- Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra
- Rodger Rogério, por Oeste Outra Vez
- Amy Madigan, por A Hora do Mal
- Delroy Lindo, por Pecadores
- Gilda Nomacce, por Prédio Vazio
- Ricardo Teodoro, por Baby
- Emily Watson, por Pequenas Coisas Como Estas
- Carolyn Michelle Smith, por Toque Familiar
- Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental
MENÇÃO HONROSA: Yura Borisov (Anora); Teca Pereira (Kasa Branca); Josh O´Connor (A História do Som); Steve Tucci (Conclave) e Nina Hoss (Hedda).
Doçura, encanto, zelo, história, maldade, violência simbólica e explícita se complementam nos destaques dos coadjuvantes do ano. Com destaque total para a já icônica Dona Sebastiana, magistralmente interpretada por Tânia Maria.
Lucas Pistilli
- Benicio del Toro, por Uma Batalha Após a Outra
- Adam Sandler, por Jay Kelly
- Isabella Rossellini, por Conclave
- Hailee Steinfeld, por Pecadores
- Guy Pearce, por O Brutalista
- Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental
- Kieran Culkin, por A Verdadeira Dor
- Tânia Maria, por O Agente Secreto
- Ayo Edebiri, por Depois da Caçada
- Harris Dickinson, por Babygirl
Pessoalmente, essa foi a lista mais difícil de fazer por abundância de opções: tivemos ótimos coadjuvantes esse ano! Entre os melhores, destaco Guy Pearce and Ayo Edibiri, que deram vida a pessoas para lá de moralmente questionáveis, e as emocionantes performances de Inga Ibsdotter Lilleaas e Kieran Culkin. No entanto, o trono aqui realmente fica com o Sansei de Benicio del Toro – um papel tão irresistível que quase rouba os holofotes de Leonardo DiCaprio em “Uma Batalha Após a Outra”.
Lucas Souza
- Amy Madigan, por A Hora do Mal
- Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra
- Sissy Spacek, por Morra, Amor
- Wunmi Mosaku, por Pecadores
- Ayo Edebiri, por Depois da Caçada
- Gabriel Leone, por O Agente Secreto
- Jacob Elordi, por Frankenstein
- Ralph Fiennes, por Extermínio – A Evolução
- Sora Wong, por Faça Ela Voltar
- Malena Villa, por O Pranto do Mar
Coadjuvantes marcantes o suficiente para serem as maiores potências de seus filmes, que ditam muitas dinâmicas mesmo fora de tela. Grandes nomes da indústria que por mais que estejam em “papéis secundários”, seus papéis são primários nas narrativas.
Marcos Faria
- Rodger Rogério, por Oeste Outra Vez
- Oona Chaplin, por Avatar – Fogo e Cinzas
- Lucas Hedges, por Sorry, Baby
- Gilda Nomacce, por Prédio Vazio
- Yura Borisov, por Anora
- Benicio del Toro, por Uma Batalha Após a Outra
- Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
- Alejandro Claveaux, por Ruas da Glória
- Karren Karagulian, por Anora
- Michael Cera, por O Esquema Fenício
Não sou o maior fã de “Uma Batalha Após a Outra”, filme cujo arcabouço político oscila entre o caricato e o ultrapassado (e seguirei insistindo que toda a subplot do militar que se envolve com a pessoa que deveria combater foi feita com muito mais habilidade no novo “Avatar”). Isso dito, não dá para negar que seu elenco é inspiradíssimo. Assim sendo, é preciso dar o braço a torcer: o chatonildo do Sean Penn nos entrega uma performance física absolutamente inesquecível. Mas o coadjuvante do ano só pode ser um: Rodger Rogério, hilário, triste, patético, tudo ao mesmo tempo em “Oeste Outra Vez”.
Mariana Goulão
- Amy Madigan, por A Hora do Mal
- Jacob Elordi, por Frankenstein
- Benicio del Toro, por Uma Batalha Após a Outra
- Wunmi Mosaku, por Pecadores
- Tânia Maria, por O Agente Secreto
- Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
- Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental
- Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra
- Ariana Grande, por Wicked: For Good
- Elle Fanning, por Valor Sentimental
Os melhores coadjuvantes de 2025 revelam atuações que não funcionam como apoio, mas como forças de deslocamento dentro da narrativa. São personagens que reorganizam o filme a partir de presenças breves, silenciosas ou explosivas, criando tensão moral, densidade emocional e impacto político. Em comum, essas atuações recusam excesso explicativo e trabalham pelo gesto, pelo olhar e pela fricção com o protagonista, muitas vezes permanecendo na memória mais do que os próprios centros narrativos.
Pâmela Eurídice
- Wunmi Mosaku, por Pecadores
- Inga Ibsdotter Lilleaas, por Valor Sentimental
- Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
- Teyana Taylor, por Uma Batalha Após a Outra
- Mariam Afshari, por Foi Apenas um Acidente
- Tânia Maria, por O Agente Secreto
- Miles Caton, por Pecadores
- Ariana Grande, por Wicked: For Good
- Jacob Elordi, por Frankenstein
- Bill Skarsgård, por Nosferatu
Sou uma apreciadora da família Skarsgard e 2025 me presenteou com várias atuações desse clã sueco, Bill mais uma vez esfregando na nossa cara como é um dos grandes nomes do terror indo de Pennywise a Nosferatu sem que nenhum desses vilões pareçam ser interpretados pela mesma pessoa. Já seu pai, Stellan, traz uma apatia categórica para Valor Sentimental, que encontra abrigo na amabilidade de Inga Ibsdotter Lilleaas e sua tentativa de unir a família. Ainda na esteira de monstros, gosto da vulnerabilidade que Elordi imprime como a cria de Viktor Frankenstein. Algo que Ariana também traz para a Glinda — a qual, para mim, segue sendo a protagonista de Wicked: For Good. Tania Mara e Mariam Afshari são duas presenças avassaladoras nos filmes que participam, tal qual Teyana Taylor que rouba a primeira hora do filme de PTA pra si. Por fim, é difícil acreditar que esse seja o primeiro trabalho de Miles Canton e mais ainda que Wunmi Mosaku não seja uma unanimidade na temporada de premiações. A sua delicadeza e forma afetuosa de lidar com Fumaça manejam o que ocorre no filme — acho que isso vale um texto a parte rsrs.
Vitor Polessi
- Amy Madigan, por A Hora do Mal
- Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
- Sean Penn, por Uma Batalha Após a Outra
- Tânia Maria, por O Agente Secreto
- Glenn Close, por Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
- Adam Sandler, por Jay Kelly
- Wunmi Mosaku, por Pecadores
- Josh O’Connor, por Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
- Oona Chaplin, por Avatar: Fogo e Cinzas
- Lewis Pullman, por Thunderbolts*
Lewis Pullman traz um Bob carismático, gentil e divertido em Thunderbolts*. Em mais um grande trabalho, Glenn Close rouba a cena junto com Josh O’Connor em Vivo ou Morto, um Mistério Knives Out. Quando o Adam Sandler atua de verdade, ele entrega muito e Jay Kelly é a prova disso. Trabalho de captura de movimentos também são trabalhos de atuação e Oona Chaplin merece créditos à sua vilã Varang. Wunmi Mosaku tem uma presença cintilante em Pecadores e Tânia Maria encanta com sua desenvoltura e sinceridade em O Agente Secreto. Sean Penn usa da caricatura para construir um personagem asqueroso e Stellan Skarsgård transmite muita sutileza, amor e confiança. Entretanto, Amy Madigan cria um novo ícone do gênero terror com a pitoresca e assustadora Tia Gladys.
COMO FUNCIONA O SISTEMA DE PONTUAÇÃO DO CINE SET:
Cada um dos críticos do Cine SET elege o seu ‘TOP 10’. Critério leva em conta filmes lançados nos cinemas, streaming ou televisão no Brasil entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2025.
Para cada lista, fizemos a pontuação:
1º lugar – 25 pontos
2º lugar – 18 pontos
3º lugar – 15 pontos
4º lugar – 12 pontos
5º lugar – 10 pontos
6º lugar – 8 pontos
7º lugar – 6 pontos
8º lugar – 4 pontos
9º lugar – 2 pontos
10º lugar – 1 ponto
Depois, tudo é somado e chegamos ao resultado final!
























