O cinema brasileiro estará na mostra competitiva do Urso de Ouro do Festival de Berlim 2025 com “O Último Azul”. A produção dirigida por Gabriel Mascaro (“Boi Neon” e “Divino Amor“) foi gravada em Manacapuru, Novo Airão e Manaus entre maio e julho de 2023 e faz a estreia mundial na Alemanha no evento previsto para ocorrer entre os dias 13 e 23 de fevereiro.
“O Último Azul” traz um Brasil distópico quando em meio à busca pela recuperação econômica, o governo institui colônias compulsórias, confinando os idosos para que possam desfrutar seus últimos anos de vida. Teresa (77), residente em uma cidade industrializada na Amazônia, surpreende-se ao ser incluída no programa quando a idade mínima é alterada. Com poucos dias restantes, Teresa decide desafiar seu destino, embarcando numa jornada pelos rios e afluentes da Amazônia para realizar um último desejo.
Denise Weinberg lidera o elenco que ainda conta com Rodrigo Santoro e Adanilo. O roteiro fica por conta de Gabriel Mascaro e Tiberio Azul com a direção de fotografia de Guilherme Garza. Importantes nomes do audiovisual amazonense participaram tanto na frente quanto nos bastidores, entre eles, Valentina Ricardo, Karol Medeiros e Diego Bauer.
BRASIL EM BERLIM
“O Último Azul” não será o único filme brasileiro no Festival de Berlim. O suspense erótico “Ato Noturno”, dos diretores brasileiros Marcio Reolon e Filipe Matzembacher, concorre na Mostra Panorama. Esta é a terceira participação do duo no evento, que recebeu seu longa de estreia “Beira-Mar” na mostra Fórum, em 2015, e “Tinta Bruta”, em 2018, também na Panorama, onde levou dois prêmios: o Teddy Award de Melhor Filme, o mais importante prêmio destinado ao cinema queer do mundo, e o C.I.C.A.E. de Melhor Filme da mostra Panorama.
Protagonizado pelo ator revelação Gabriel Faryas, “Ato Noturno” é um suspense erótico que entrelaça desejo e performance em uma narrativa tensa e sensual sobre identidade e a constante gangorra entre o instinto de se render a ela e a pressão social para negá-la.
Já na seção Generation temos “A Natureza das Coisas Invisíveis”, da diretora estreante Rafaela Camelo. O longa é protagonizado pela pequena Glória (Laura Brandão), uma menina de 10 anos obrigada a passar as férias no hospital onde sua mãe (Larissa Mauro) trabalha como enfermeira. Lá, ela conhece Sofia (Serena), que acredita que a piora na saúde de sua bisavó está relacionada à internação no hospital. Apesar das diferenças, uma forte amizade surge entre as duas, trazendo conforto para enfrentarem juntas os desafios e dores desse momento.
Enquanto exploram o hospital e compartilham seus desejos de sair dali, Glória começa a lidar com sentimentos que parecem não ser inteiramente seus, desde que passou por um transplante de coração quando menor. Entre encontros e reflexões, a amizade das meninas é o fio condutor de uma jornada agridoce de crescimento, com contornos de realismo fantástico que envolvem o mistério dos sentimentos de Glória.














