Depois da ida de Isabela Catão para o Festival de Cannes 2024, o audiovisual amazonense tem uma nova vaquinha para engajar: o videomaker e designer gráfico Nathã Lucas está com uma campanha de financiamento coletivo aberta para ajudá-lo a estudar na tradicional Escuela Internacional de Cine y Televisión (EICTV), em Cuba. Morando em Manaus, ele irá se mudar até o dia 2 de setembro, data em que começam as aulas no curso de Direção de Ficção. 

Campanha do Nathã Lucas para ida à Cuba (Clique Aqui)

Nathã foi um dos 13 brasileiros a serem selecionados para ingresso na EICTV neste segundo semestre. A escola fundada em 1986 por nomes como o jornalista e escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez, o poeta e realizador argentino Fernando Birri e o teórico e realizador cubano Julio García Espinosa teve processo seletivo em Manaus realizado em abril deste ano. 

Em conversa com o Cine Set, o videomaker de 23 anos explicou que a campanha virtual servirá para custear a passagem aérea para Cuba. “A ideia é adquirir um trecho com logística mais simples, no caso, sair de Manaus rumo ao Panamá e pegar um voo para Havana. É a maior urgência no momento”, disse. 

CURSOS EM MANAUS E PAIXÃO PELO CINEMA 

Fã dos diretores Richard Linklater, David Lynch e Kleber Mendonça Filho, o amazonense diz ser apaixonado por cinema desde os 13 anos de idade e traz “A Vida Secreta de Walter Mitty”, dirigido por Ben Stiller, como um filme marcante da vida. A paixão por filmes começou a se transformar em interesse no audiovisual quando, ainda adolescente, participou de um curso de fotografia com Thaís Tabosa e Rodrigo Tomzhinsky.  

Depois, ainda fez um curso no Casarão de Ideias com Walter Fernandes Jr e mais um curso de fotografia com César Nogueira, da Artrupe Produções – estes dois últimos com importante participação no cinema amazonense.  

“Fazer parte destas turmas abriu minha mente porque eu não tinha nenhuma perspectiva em relação ao audiovisual local”, disse. Já aos 18 anos, Nathã começou a trabalhar em publicidade. “Mas o meu interesse sempre foi o cinema”, confessou. 

NERVOSISMO CONTROLADO 

Prestes a mergulhar em curso com três anos de duração fora do Brasil, Nathã admite nervosismo, mas, considera que todo o longo processo seletivo marcado por entrevistas serviu para ajudá-lo nesta etapa. “Minha experiência traz muito prática, mas, ainda não muito de forma, especialmente, na questão artística, o que pretendo desenvolver na escola”, declarou. 

A EICTV recebe estudantes de toda América Latina e ainda de outros continentes. Para Nathã, as diferenças serão minimizadas por uma coisa em comum a todos. “Apesar das diferenças culturais serem um peso grande por conta de todas as particularidades das pessoas, vou encarar isso de frente e considero que pelos meus colegas serem tão apaixonados por cinema como eu irá ajudar no apoio e nas trocas”, completou.