O cinema amazonense terá representante no Festival do Rio: “O Barco e o Rio” está selecionado para a Première Brasil entre os curtas-metragens nacionais. O evento inicia nesta quinta-feira (5) e segue até 15 agosto com a programação gratuita e online através da plataforma Innsaei.TV.  Serão exibidos os 45 filmes selecionados para a edição do ano passado quando o festival foi cancelado por conta da pandemia.

“O Barco e o Rio” iniciou sua trajetória de sucessos em festivais brasileiros ao vencer cinco categorias em Gramado – Melhor Filme do Júri e do Júri Popular, Melhor Direção com Bernardo Abinader, Direção de Fotografia com Valentina Ricardo e Direção de Arte com Francisco Ricardo.

A produção ainda levou quatro Trófeus Mapinguari no Cinemazônia – Melhor Produção Amazônica em Curta e Média-Metragem, Melhor Ficção, Direção e Atriz. No Cine Ceará, a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine) concedeu o prêmio do júri da entidade para o curta, além de, na lista anual da entidade, tê-lo inserido no TOP 10 dos melhores de 2020. Em julho deste ano, o curta amazonense ainda recebeu uma menção honrosa no Festival Internacional de Cinema de Huesca, na Espanha.

O curta traz a história de duas irmãs antagônicas que herdam o barco da família. A mais velha e conservadora, Vera (Isabela Catão), vê no patrimônio a vida dela, passando os dias transportando mercadorias e passageiros. Já Josi (Carolinne Nunes) não gosta das restrições da irmã; possui cabeça aberta, mas vê a vida mudar devido a uma gravidez inesperada. A dinâmica da relação é o ponto de conflito do filme.

Outra atração com presença local será “Atordoado, Eu Permaneço Atento“, do amazonense Henrique Amud e de Lucas H. Rossi dos Santos. O documentário também participou do Festival de Gramado 2020, onde saiu premiado com Melhor Trilha Musical para Hakaima Sadamitsu e M. Takara.

A produção traz como personagem o jornalista Dermi Azevedo, que nunca parou de lutar pelos direitos humanos. Agora, três décadas após o fim da ditadura, ele assiste ao retorno das práticas daquela época.

O FESTIVAL DO RIO

Para esta edição especial de exibição dos filmes selecionados para 2020, terá esta Première Brasil com 20 longas – 12 de ficção e oito documentários – e 25 curtas. Cada longa terá uma sessão presencial e ficará disponível na plataforma a partir do dia seguinte; e os curtas estarão reunidos em programas, também com sessões únicas e a oferta online já no mesmo dia. O acesso é gratuito, no cinema – com lugares limitados – e na plataforma.

“Realizar um evento híbrido, presencial e virtual, com a seleção que fizemos dos filmes inscritos no ano passado, é uma forma de valorizar os profissionais envolvidos e dar uma plataforma de divulgação para os títulos. Será uma semana inteira dedicada exclusivamente à Première Brasil”, comenta Ilda Santiago, Diretora-Executiva e de Programação do Festival. “As medidas para combate à pandemia da Covid-19 nos impediram de realizar o festival em 2020, e também suspenderam parcialmente a produção e o lançamento dos filmes brasileiros. Agora é o momento de reocuparmos os espaços da cidade e as telas dos cinemas e o Festival do Rio, mais uma vez, vai abraçar esta retomada”.

Em setembro, o Festival do Rio vai além das salas de cinema, oferecendo filmes especialmente escolhidos para ações em algumas Lonas e Arenas Culturais da Prefeitura do Rio de Janeiro. A estratégia do Festival do Rio é estar presente na vida do público de cinema e da cidade ao longo de todo o ano. No primeiro semestre de 2021, o Festival do Rio ganhou mostras especiais. Em abril, no Canal Brasil (filmes de ficção brasileiros) e em maio/junho, no Canal Curta / Curta OM (documentários brasileiros). Em julho, foi a vez da programação especial de filmes inéditos internacionais em parceria com o Telecine, uma ação online em formato inovador.

CONFIRA OS FILMES DA Première Brasil 2020

Longas de ficção:
A Morte Habita à Noite, de Eduardo Moroto – 94 minutos
Um Animal Amarelo, de Felipe Bragança – 115 minutos
Casa de Antiguidades, de João Paulo Miranda Maria – 93 minutos
Curral, de Marcelo Brennand – 86 minutos
Desterro, de Maria Clara Escobar – 123 minutos
Doutor Gama, de Jefferson De – 80 minutos
King Kong En Asunción, de Camilo Cavalcante – 90 minutos
Longe do Paraíso, de Orlando Senna – 106 minutos
Meu nome é Bagdá, de Caru Alves de Souza – 99 minutos
O Silêncio da Chuva, de Daniel Filho – 96 minutos
Pajeú, de Pedro Diógenes – 74 minutos
Valentina, de Cássio Pereira dos Santos – 95 minutos

Longas Documentários:
#eagoraoque, de Jean-Claude Bernardet e Rubens Rewald – 71 minutos
Chico Rei Entre Nós, de Joyce Prado – 94 minutos
Depois da Primavera, de Isabel Joffily e Pedro Rossi – 86 minutos
Limiar, de Coraci Ruiz – 75 minutos
Luz Acesa, de Guilherme Coelho – 69 minutos
Para onde voam as feiticeiras, de Eliane Caffé, Carla Caffé e Beto Amaral – 90 minutos
Quadro negro, de Bruno F. Duarte e Silvana Bahia – 62 minutos
Vil má, de Gustavo Vinagre – 90 minutos

Curtas-metragem:
4 Bilhões de Infinitos, de Marco Antônio Pereira – 14 minutos
A Morte Branca do Feiticeiro Negro, de Rodrigo Ribeiro – 10 minutos
Amanhã, de Aline Flores e Alexandre Cristófaro – 18 minutos
Atordoado, Eu Permaneço Atento, de Henrique Amud e Lucas H. Rossi dos Santos – 15 minutos
Blackout, de Rossandra Leone – 19 minutos
Célio’s Circle, de Diego Lisboa – 10 minutos
Ela que mora no andar de cima, de Amarildo Martins – 14 minutos
Enraizadas, de Gabriele Roza e Juliana Nascimento – 14 minutos
Fotos Privadas, de Marcelo Grabowsky – 12 minutos
Gilson, de Vitória Di Bonesso – 5 minutos
Lacrimosa, de Matheus Heinz – 11 minutos
Mãtãnãg, A Encantada, de Shawara Maxakali e Charles Bicalho – 14 minutos
O Barco e O Rio, de Bernardo Ale Abinader – 17 minutos
O Ciclope, de Guilherme Cenzi e Pedro Achilles – 9 minutos
O Prazer de Matar Insetos, de Leonardo Martinelli – 10 minutos
Portugal Pequeno, de Victor Quintanilha – 19 minutos
Rafameia, de Mariah Teixeira e Nanda Félix – 24 minutos
Rasga Mortalha, de Thiago Martins de Melo – 14 minutos
República, de Grace Passô – 15 minutos
Rosário, de Igor Travassos e Juliana Soares – 18 minutos
Terra Dormente, de Antônio Farias – 21 minutos
Um Filme de Quarentena, de Miguel Chaves e Jessica Linhares – 11 minutos
Vitória, de Ricardo Alves Jr – 14 minutos
Você Tem Olhos Tristes, de Diogo Leite – 19 minutos
Yaõkwa – Imagem e memória, de Vincent Carelli e Rita Carelli – 21 minutos

com apoio de informações de assessoria

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