CAIO PIMENTA – HACKS: 3ª TEMPORADA

A terceira temporada de “Hacks” mantinha a qualidade da ótima série da HBO. A dobradinha Jean Smart e Hannah Einbinder estava ainda mais afiada, os coadjuvantes seguiam bem divertidos e os diálogos continuavam a tirar uma onda do showbusiness norte-americano. Os minutos finais, entretanto, ofereceram uma tensão no melhor estilo dos ganchos de “Os Sopranos” e “Game of Thrones” em um jogo de gato e rato entre as protagonistas – isso sem esquecer o humor e a inteligência. Em um ano tão monótono da série, “Hacks” sobrou.  

DANILO AREOSA – X-MEN 97

“X-Men 97” foi uma belíssima reintrodução a nova geração sobre o complexo universo mutante de Chris Claremont criado pela série original produzida nos anos 90. E se já gostava da animação quando passava na finada TV Colosso, a nova versão consegue aprimorar ainda mais o que já era bom anteriormente. Em sua primeira temporada, temos um verdadeiro (e ótimo) novelão de entretenimento, só que muito mais denso que a versão original. O principal diferencial é o toque mais maduro, algo perceptível nos dilemas dos personagens que ganham textura dramática a partir do roteiro politizado no debate sobre ideologia e outras temáticas sociais, deixando de lado o tom fantasioso da série clássica. Em tempos que a Marvel tem feito produções preguiçosas no mundo cinematográfico, é bom ver a animação dos mutantes mais queridos dos quadrinhos oferecendo uma diversão de qualidade, além de textos e diálogos profundos.

IVANILDO PEREIRA – RIPLEY

Confesso que em 2024 assisti a menos séries do que em anos anteriores. Porém, do que vi, mais me chamou a atenção a beleza, a frieza e o ritmo metódico – alguns poderiam dizer, quase psicótico – de Ripley, a produção de Steven Zaillian que adapta o clássico da literatura de suspense de Patricia Highsmith num pesadelo noir impressionista e em preto e branco. E de quebra, a minissérie ainda trouxe mais um belo trabalho de Andrew Scott no papel principal.

LEONARDO VELOSO – THE BOYS: 4ª TEMPORADA

Depois dos eventos da 3º temporada, muitos ainda se perguntavam da próxima temporada da série, afinal, grandes personagens partiram e que deixaram saudades. A sátira baseada nos quadrinhos de Garth Ennis provou que ainda tem muito sangue para derramar, com uma temporada emocionante. Com cenas que continuam nos surpreendendo seja pela sua criatividade ou até mesmo insanidade. A série teve grandes mistérios e com um destaque para a excelente atuação de Erin Moriarty no season finale.

LUCAS PISTILLI – DUNA: A PROFECIA

Estreando em novembro, Duna: A Profecia, a meu ver, ficou num limbo estranho: o inverno do hemisfério norte tende a puxar o público para especiais natalinos e filmes que vão disputar os grandes prêmios do início do ano. Quem se arriscou na série encontrou intrigas de palácio de primeira categoria (ótimas para órfãos de Game of Thrones) e com a dose certa de ficção científica. Que venha a segunda temporada.

MARCOS FARIA – Taskmaster — 18ª temporada (UK)

Sendo péssimo em assistir séries, não me resta outra opção a não ser escolher este saboroso game show britânico, onde cinco comediantes competem para realizar tarefas que variam entre o estúpido e o absurdo. Com episódios generosamente disponibilizados no YouTube, Taskmaster tem sido minha fonte de entretenimento mais prazerosa já há alguns anos.

PÂMELA EURÍDICE – RIPLEY

“Ripley” é aquele tipo de produção que oferece uma experiência imersiva e ao mesmo tempo permeada de reflexões. A fotografia deslumbrante de Robert Elswit com o uso dramático e plástico do preto e branco, os planos que contam a história sem necessitar de palavras, parecendo verdadeiras obras de arte caravaggianas, além da atuação arrebatadora de Andrew Scott que nos engabela como qualquer um que cruza o caminho do seu personagem. Completa tudo isso o cenário idílico da Itália e o passeio que “Ripley” nos leva da Costa Amalfitana até as ruas aquáticas de Veneza.