Camila Henriques traz todos os detalhes dos dois primeiros dias do Festival de Cannes representando o Cine Set. Tem a homenagem a Meryl Streep, a exibição do clássico “Os Sete Samurais”, de Akira Kurosawa, e “The Second Act”, sátira francesa de abertura do festival.

Cannes parou para ver Meryl Streep: a três vezes ganhadora do Oscar falou sobre a carreira e parceiros de trabalho em uma conversa com estudantes, público geral e a imprensa internacional.

Streep falou desde a parceria com Mike Nichols em “Silkwood” e “Angels in America”, lembrou de quando venceu Melhor Atriz em Cannes com “Um Grito no Escuro” e que foi dormir às 3h falando “The Second Act”, filme de abertura do festival.

Mais alguns pontos altos do rendez-vous com Meryl Streep:

“Kramer Vs Kramer”: ela admitiu que esqueceu a estatueta do Oscar, o primeiro da carreira, no banheiro (encontraram depois, calma). Ela comentou sobre o processo de adaptação do filme, com o desenvolvimento maior da personagem da mãe. Meryl falou ainda da criação do discurso (escrito por ela) na famosa cena do tribunal.

Sobre cantar em vários de seus filmes, Meryl diz que teve aulas quando mais jovem, inclusive de ópera, mas que gostava mesmo era de rock.

Sobre a famosa cena do trem em “A Escolha de Sofia”, Meryl fala da importância do ponto de vista da criança nos dois takes que foram feitos.

Sobre os mil sotaques que já fez ao longo da carreira, Meryl disse: “Se eu tivesse feito apenas mulheres de Nova Jersey, eu não estaria aqui hoje” – (ela é de Nova Jersey).

Sobre “As Pontes de Madison”: “Fantástico trabalhar com Clint. Um grande autor. Ele fez esse filme em 5 semanas, e terminava o dia sempre cedo, rápido, porque queria jogar golfe”.

“A coisa mais difícil para um homem é entender a perspectiva de uma mulher em um filme. Era algo pessoal. Nem sempre foi sobre dinheiro. Eles simplesmente não entendiam. O primeiro filme que um homem disse que entendia a minha personagem foi “O Diabo Veste Prada'”.