Conhecido pela sua estética gótica singular e sua personalidade extravagante em suas produções, Tim Burton é um dos diretores mais populares dentro da cinefilia. Em uma vasta filmografia, o realizador brindou a sétima arte com obras icônicas como Edward Mãos de Tesoura, Os Fantasmas se Divertem, Batman, dentre muitos outros.Um estilo ao qual se destacou bastante foi nas animações, tanto dirigindo quanto produzindo. Recentemente, afirmou ter planos para um novo projeto de animação, sendo que sua última animação foi Frankenweenie. Para enaltecer essa parte da carreira do artista, segue um ranking das animações produzidas e dirigidas por Tim Burton.
5 º Lugar: 9 A Salvação (2009)
Esquecida e injustiçada, 9: A Salvação veio de um curta-metragem de mesmo nome, realizado por Shane Acker, indicado ao Oscar de melhor curta-metragem animado em 2006. Impressionado com o projeto, Tim resolveu produzir a animação com a condição de Shane dirigir. O filme, ambientado em um mundo pós-apocalíptico, se destaca por sua estética sombria e assustadora, com uma narrativa cheia de simbolismos e metáforas, mas que se desenvolve de forma irregular. Há muitas informações na trama e personagens para abordar em um curto espaço de tempo, deixando a animação confusa e corrida em alguns momentos. No entanto, o filme merecia mais reconhecimento por buscar fugir dos padrões de uma animação convencional, trazendo uma história única, que mesmo tropeçando, tem sua ambição e originalidade.
4º Lugar: Frankenweenie (2012)
Releitura do clássico romance Frankenstein, de Mary Shelley, a animação é um remake de um curta-metragem live action feito pelo próprio Tim Burton, no seu início de carreira, em 1984. O filme tem um cunho muito pessoal do cineasta, refletindo muito a sua época de infância. Tim constrói uma história universal com seus toques de maluquices e bizarrices, sem perder o charme e a emoção. Além disso, a fotografia em preto e branco e a animação na técnica de stop-motion dão todo um toque especial no projeto, trazendo uma estética nostálgica de terror clássico da década de 30, concedendo mais personalidade ao longa. Pode não ser tão marcante como outras animações do diretor, mas ainda carrega muito da sua essência.
3º Lugar: James e o Pêssego Gigante (1996)
Adaptado do conto do renomado escritor Roald Dahl, Tim assume o cargo de produtor enquanto Henry Sellick dirige o filme. Enquanto estava vivo, Dahl recusou diversas ofertas de adaptação da obra James e o Pêssego Gigante, porém, Felicity Dahl, viúva do autor, começou a oferecer os direitos, permitindo que um longa fosse realizado. Misturando atores reais com stop-motion, o filme transborda uma leveza e um afago enorme, com seus personagens carismáticos e uma história comovente sobre amizade e família. Apesar do tom bem gracioso, o longa também tem seus momentos mais sombrios, trazendo aquele toque bem Tim Burton de ser.
2º Lugar: A Noiva Cadáver (2005)
Inspirado em um conto judaico do século XVII, a ideia de A Noiva Cadáver veio enquanto Burton finalizava O Estranho Mundo de Jack. Sendo a primeira animação em Stop-motion dirigida por ele, o filme é uma história trágica e melancólica sobre um amor impossível. Carregado de bom humor e dramaticidade, Burton promove uma narrativa que brinca com a dualidade da vida e a morte, ilustrando a vida como algo apático e sem cor enquanto no mundo dos mortos é tudo colorido e divertido. Além disso, as músicas do longa exaltam toda a excentricidade do projeto, rendendo momentos divertidos e reflexivos. Com uma simples trama de amor, Tim constrói uma história forte e emocionante embalada por uma animação tecnicamente espetacular.
1º Lugar: O Estranho Mundo de Jack (1993)
Embora muitas pessoas achem que Tim Burton é o diretor desse filme, o longa tem a direção de Henry Sellick. Apesar disso, a ideia do filme se originou em um poema escrito por Burton, que anos depois, conseguiu apoio da Disney para produzir o projeto. Mesmo que não tenha o cargo de diretor, o filme é a mais pura essência do realizador. Todos os elementos que são sua marca registrada estão presentes na animação, num conceito bem original de explorar as datas comemorativas como o Natal e o Halloween de forma bem criativa e divertida. É um musical cheio de uma energia pulsante e uma estética ambiciosa, com uma direção de arte excelente e personagens visualmente engenhosos. Com todos esses predicados, O Estranho Mundo de Jack se consagra como uma das animações mais influentes da história e a melhor animação de Tim Burton.















