O Matapi – Mercado Audiovisual das Amazônias iniciou sua sétima edição, na terça-feira (26/11), com nomes que fazem a diferença na cultura visual e sonora nacional. Na mesa de “Políticas públicas: os rumos do audiovisual brasileiro”, a secretária do Audiovisual, do Ministério da Cultura (MinC), Joelma Gonzaga, compartilhou sua experiência sobre o que tem vivenciado em todo o país e destacou que o Matapi fortalece a cena nortista, valorizando o olhar dos amazônidas e promovendo a expansão de oportunidades.
“É um importantíssimo pensamento de construção do audiovisual para a região. Nesses encontros que estão acontecendo aqui, onde vem um especialista do país inteiro para debater as políticas do audiovisual. Tem mercado também, tem estratégias de negócio. Ele está alicerçado, e muito, digamos assim, ele está muito conectado com os debates contemporâneos do audiovisual. Então, eu acho que o espaço como o Matapi, ele fomenta o debate. Qualifica o debate e amplifica um debate sobre o que é fazer audiovisual nas regiões”, enfatizou a secretária.
Formada em Artes, com foco no cinema e no audiovisual, Joelma tem uma sólida carreira como produtora executiva e criativa, com filmes premiados e exibidos nos principais festivais do mundo, como Cannes, Locarno e Festival do Rio.
Ela falou de sua experiência há 1 ano e 10 meses no Ministério da Cultura e de como estão sendo feitas as políticas públicas em torno do fortalecimento do cenário cultural nesta retomada do Ministério. Ela destacou que neste período foi feita uma busca de dados e boas práticas para valorizar, inclusive, os 30 anos de existência da Secretaria de Audiovisual.
A partir dessa valorização e reconstrução da pasta, foi iniciado o Plano de Diretrizes e Metas do Audiovisual Brasileiro, que será um mapa de navegação dos próximos 10 anos do audiovisual e participar de eventos como o Matapi acaba sendo um laboratório para a construção de Plano, pois a proximidade com as diferentes regiões do país enriquecem as políticas.
“Esse plano vai ter objetivos, metas, indicadores colhidos a partir de um grande diagnóstico do que é o audiovisual brasileiro, quais são as lacunas, quais são as benesses, o que precisa ser melhorado, o que deu certo na última década. Ele é o grande farol para a construção da política do audiovisual do país. É a partir dele que o Comitê Gestor do Fundo vai se debruçar para desenhar a linha de investimento, é a partir dele que estados e municípios também vão poder olhar para pensar a sua política federativa”, explicou Joelma.
Como o Matapi colabora
Para a secretária, mercados como o Matapi trazem a discussão necessária para as práticas a partir da própria realidade – uma das vertentes do evento. Ela diz entender que o Norte está em um cenário de forte crescimento e que precisa ser ampliado.
“Fazer algo pessoal aqui implica muitas outras coisas, como o custo amazônico, voos, como tem para outras regiões do país. Só que eu acredito que, por outro lado. Tem também uma coisa aqui nessa região que é muito própria, é muito bela, eu falo de respeitar e fomentar as vocações locais […] Eu acho que é um momento que ainda precisa de mais incursionamento, de crescimento, assim como outras regiões do país, acho que a gente está atento, olhando para isso, querendo fomentar o visual da região”, finalizou Joelma.
O Matapi acontece até sexta-feira (29/11), no Palacete Provincial, no Centro de Manaus, com painéis, mesas, minicursos, rodadas de negócios e pitchings.
FOTOS: Aline Fidelix/Matapi














