Maior evento do setor da América do Sul, É Tudo Verdade – Festival Internacional de Documentários chega à 30ª edição em 2025 e acontece em São Paulo e no Rio de Janeiro a partir deste fim de semana. Neste ano, a programação apresenta três produções feitas na Amazônia Legal brasileira de três Estados.

Confira abaixo detalhes sobre os filmes:

“Minha Terra Estrangeira”, colaboração entre o coletivo Lakapoy, João Moreira Salles e Louise Botkay e produzido pela VideoFilmes, acompanha pai — Almir Suruí, líder indígena candidato a deputado federal por Rondônia — e filha — Txai Suruí, jovem ativista ambiental — durante os 40 dias que antecederam as eleições de 2022.

O coletivo Lakapoy, formado por cineastas indígenas Paiter Suruí e não indígenas — ao qual se soma a realizadora Louise Botkay —, se dedicou a registrar Almir Suruí, enquanto o diretor João Moreira Salles acompanhou Txai Suruí. O resultado é o encontro de duas perspectivas e seus contrastes, tocando em temas como quem representa, como representa e, crucialmente, qual noção de tempo a cronologia da história deve respeitar — a do indígena ou a do branco?

As questões levantadas por “Minha Terra Estrangeira” poderão ainda ser discutidas em duas sessões seguidas de debates, com a presença de João Moreira Salles, Louise Botkay e integrantes do Coletivo Lakapoy, no Rio e em São Paulo.

SESSÕES DE “MINHA TERRA ESTRANGEIRA”:

5/4 – CineSesc – 15:00 (SP) | Sessão seguida de debate
6/4 – Estação Net Botafogo – 16:30 (RJ) | Sessão seguida de debate
8/4 – Estação Net Botafogo – 18:30 (RJ)
8/4 – Cinesesc – 15:00 (SP)

“Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres-Peixe” se passa nas margens do Tapajós, no Pará, a floresta das mulheres peixe espelha a mitologia Munduruku, onde humanos, na origem do mundo, se transformaram em floresta, plantas e animais. No dia-a-dia da aldeia Sawre Muybu, os espíritos da floresta não são apenas forças espirituais ancestrais, mas parte da família.

Com coprodução da Globo Filmes e Globo News, a produção é dirigida pelo trio Aldira Akay, Beka Munduruku e Rilcélia Munduruku a partir do roteiro escrito por Estêvão Ciavatta. Este é o segundo grande evento do documentário: “Mundurukuyü – A Floresta das Mulheres-Peixe” foi selecionado neste ano para o Hot Docs. A 32ª edição acontece entre os dias 24 de abril e 4 de maio, em Toronto, no Canadá.

SESSÕES DE “MUNDURUKUYU – A FLORESTA DAS MULHERES-PEIXE”:

6/4 – CineSesc – 20:30 (SP)
7/4 – Cinemateca Brasileira – Grande Otelo – 17:00 (SP)
10/4 – Estação Net Botafogo – 20:30 (RJ)
11/4 – Estação NET Rio– 21:00 (RJ)

“Um Olhar Inquieto: O Cinema de Jorge Bodanzky” mostra mais uma incursão do lendário diretor de “Iracema – Uma Transa Amazônica” na região.

Ao lado da cineasta amazonense Liliane Maia, ele remete a 1973 quando a convite de uma TV alemã, Jorge Bodanzky documentou a construção da Universidade de Humboldt, no Mato Grosso, em plena ditadura. Num sobrevoo pelo entorno, em meio à floresta cerrada, uma imagem intrigante: uma grande maloca com indígenas tentando atingir o avião com flechas.

É este o ponto de partida para o cineasta revisitar, sem roteiro e meio século depois, sua relação histórica com a Amazônia e a história por trás dessa imagem, numa abordagem espontânea e intimista. 

SESSÕES DE “UM OLHAR INQUIETO: O CINEMA DE JORGE BODANZKY”:

5/4 – CineSesc – 20:30 (SP)
6/4 – Cinemateca Brasileira – Grande Otelo – 17:00 (SP)
8/4 – Estação Net Botafogo – 20:30 (RJ)
9/4 – Estação NET Rio– 21:00 (RJ)