O Prêmio Grande Otelo 2026 terá tempero nortista: dois importantes nomes do audiovisual amazonense e um prestigiado curta paraense estão entre os indicados do evento da Academia Brasileira de Cinema.

A cerimônia acontecerá no dia 4 de agosto no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, às 20h15, com transmissão ao vivo para todo o país pelo Youtube da Academia e pelo Canal Brasil.

ADANILO – MELHOR ATOR COADJUVANTE

Pela primeira vez na carreira, Adanilo está na disputa do Prêmio Grande Otelo 2026. O amazonense concorre a Melhor Ator Coadjuvante por “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro.

Adanilo interpreta Ludemir, um homem que cruza o caminho da protagonista Tereza (Denise Weinberg) durante a viagem dela pela Amazônia. Ao todo, “O Último Azul” obteve 12 indicações ao Prêmio Grande Otelo 2026.

A indicação se soma ao grande momento da carreira de Adanilo: o ator integrou o elenco de “O Aroma da Pitanga” ao lado de Wagner Moura e, agora, grava o longa de “O Barco e o Rio“. Nos cinemas, o amazonense já havia recebido uma menção honrosa pelo trabalho em “Noites Alienígenas” no Festival de Gramado 2022.

“É uma premiação que celebra as pessoas que trabalham diariamente, que lutam para construir um Brasil melhor por meio da arte e do audiovisual. Por isso, fico muito honrado e feliz de estar ao lado de tanta gente incrível que admiro e de receber uma indicação tão bonita. Ainda mais em um ano que foi tão marcante para o audiovisual brasileiro. Acho que essa premiação acaba amarrando e simbolizando tudo o que foi 2025 para o cinema nacional, um período muito especial para quem faz e acredita no nosso audiovisual”, disse Adanilo ao Cine Set.

HEVERSON BATISTA – MELHOR SOM

Nome fundamental do audiovisual amazonense dos últimos anos, Heverson Batista está indicado ao Prêmio Grande Otelo 2026. Ao lado de Liliana Villaseñor, María Alejandra Rojar, Arturo Salazar RB e Vincent Sincretti, ele concorre na categoria de Melhor Som por “O Último Azul”.

Técnico de som formado pela Fundação Rede Amazônica, Batata trabalhou em premiados curtas amazonenses nos últimos anos, entre eles, “Revoada”, “O Barco e o Rio”, “Enterrado no Quintal“, além de “Bandidos na TV”, série da Netflix.

‘BOIUNA’ – MELHOR CURTA DE FICÇÃO

O cinema da Região Norte do Brasil está representado no Prêmio Grande Otelo 2026: “Boiuna”, de Adriana de Faria, disputa a categoria de Melhor Curta-Metragem de Ficção.

A produção paraense apresenta a história de Mara (Jhanyffer Santos), uma adolescente que se muda com a mãe da capital Belém para o interior. Neste novo local, cercado pela floresta e por mistérios locais, ela se depara com lendas e experiências que colocam em xeque sua relação com a natureza e as outras garotas da região. Como pano de fundo da trama, a lenda da cobra-grande, decorrente do próprio nome da obra – palavra de origem do tupi-guarani “mboi” (cobra) + “una” (preta), Boiuna é uma enorme serpente negra, de proporções gigantescas, que habita os rios e igarapés da Amazônia.

“Boiuna” faz uma trajetória consistente nos principais festivais do Brasil: em Gramado, recebeu 3 Kikitos – Melhor Direção, Melhor Atriz e Melhor Fotografia. No Olhar do Norte 2025, o curta dominou e venceu 5 categorias – Melhor Filme do Júri Oficial, Melhor Atuação com Jhanyffer Santos, Melhor Direção de Fotografia com Thiago Pelaes, Melhor Som com Lucas Coelho na Mostra Amazônia e o Prêmio Itaú Cultural Play.