A 15ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema chega a São Paulo entre os dias 28 de maio e 10 de junho reunindo 104 filmes de 27 países em uma programação marcada por questões ambientais, políticas e sociais. Considerado o principal festival audiovisual socioambiental da América do Sul, o evento ocupa o Reserva Cultural, o Centro Cultural São Paulo e outros 28 espaços do Circuito Spcine, além de disponibilizar parte da seleção gratuitamente nas plataformas Itaú Cultural Play e Spcine Play.

Um dos grandes destaques da programação brasileira é “Arquivo Vivo”, novo documentário de Vincent Carelli, exibido em première mundial. Conhecido por obras fundamentais como “Corumbiara” e “Martírio”, o cineasta revisita os 40 anos do projeto Vídeo nas Aldeias, recuperando registros históricos realizados junto a comunidades indígenas e devolvendo essas imagens às novas gerações. O longa integra a competição Territórios e Memórias, dedicada a produções brasileiras voltadas para questões sociais e ambientais.

Outro nome de peso confirmado na Mostra Ecofalante é Lucrecia Martel. A diretora de “O Pântano” e “A Menina Santa” apresenta “Nossa Terra”, seu primeiro documentário, exibido dentro da programação dedicada às discussões sobre colonialismo e povos originários. O filme aborda o roubo histórico de terras da comunidade indígena Chuschagasta e sua resistência, recebendo elogios internacionais após passar pelos festivais de Veneza, Londres e Locarno.

A edição de 2026 também reúne produções ligadas a nomes conhecidos do cinema mundial. Leonardo DiCaprio aparece como produtor executivo de “O Grande Lago Salgado”, documentário sobre os impactos ambientais do desaparecimento de um lago nos Estados Unidos. Já Ang Lee participa da produção de “À Deriva: 76 Dias Perdido no Mar”. A programação ainda traz títulos inéditos exibidos em festivais como Sundance, Berlim, Veneza e Tribeca.

Além das exibições, a Mostra Ecofalante promove debates sobre emergência climática, Palestina, feminismos, saúde mental e democracia, reunindo pesquisadores, cineastas e ativistas. A edição presta homenagem à produtora Zita Carvalhosa e reforça o papel do cinema como ferramenta de reflexão política, memória e transformação social.

com informações de assessoria