Depois de três anos, o cinema do Amazonas retorna para a disputa das mostras competitivas do Festival de Gramado. “Castanho” será o representante do Estado na disputa pelos prêmios de curtas-metragens nacionais. O evento no Rio Grande do Sul está marcado para acontecer entre os dias 9 e 17 de agosto.

A produção também marca a volta de Adanilo a Gramado: em 2022, ele recebeu uma menção honrosa do júri oficial de longas-metragens pelo desempenho em “Noites Alienígenas”. Agora, o amazonense reconhecido nacionalmente pela novela “Renascer” chega como diretor em uma produção que marca a estreia dele no setor.

Gravado em novembro de 2021 na Comunidade Cachoeira do Castanho, localidade do município de Iranduba, Região Metropolitana de Manaus, situada a 24 km da capital amazonense, o curta com duração de 19 minutos traz a atriz argentina Sofia Sahakian como protagonista, interpretando uma mulher latino-americana que chega à comunidade de Cachoeiro Castanho. Lá, ela conhece uma família vivida pelos atores amazonenses Rosa Malagueta e Israel Castro. A entrada dela naquele contexto modifica todas as relações ali e a ela própria.

A equipe técnica conta com Robert Coelho na direção de fotografia, Francisco Ricardo na direção de arte, Ítalo Almeida na produção, Heverson Batista no som direto, Isabela Catão na preparação de elenco, Eduardo Resing na montagem. “Castanho” foi o filme de abertura do Olhar do Norte 2023 e também esteve na programação do 34º Curta Kinoforum, Festival do Rio e Guarnicê no Maranhão.

O Amazonas tem uma história recente de destaque no Festival de Gramado: em 2020, o amazonense “O Barco e o Rio”, de Bernardo Ale Abinader, não apenas quebrou este hiato como trouxe para Manaus cinco Kikitos na categoria de curtas-metragens nacionais – Melhor Filme do Júri Oficial e Popular, Direção, Direção de Fotografia com Valentina Ricardo e Direção de Arte com Francisco Ricardo. No ano seguinte, a animação também do Amazonas, “Stone Heart”, de Humberto Rodrigues, disputou a mesma competição.

Antes disso, o saudoso artista plástico amazonense Óscar Ramos vencera um Kikito de Direção de Arte em 1990 com o filme “O Escorpião Escarlate”, de Ivan Cardoso, enquanto o curta paraense “Ribeirinhos do Asfalto” conquistou dois prêmios no Festival de Gramado 2011: Melhor Atriz para Dira Paes e Melhor Direção de Arte para o cenógrafo Ruy Santa Helena.