O novo filme de Gabriel Bravo de Lima, “Na Dança que Cansa Voavas”, é carregado de poesia. O curta sobre o amor em três capítulos equilibra a leveza das descobertas e a dor de amor com o peso dramático dos textos consagrados que conduzem a história.
“Na Dança que Cansa Voavas” transpõe obras que vão de Maya Angelou e Adélia Prado a Paulo Coelho (!), passando por Caetano Veloso, mas não cai na armadilha de depender totalmente delas. Aqui, os versos são o complemento para o que está preso nos olhares e nos corpos das personagens.
A cumplicidade nos pequenos gestos parece gritar neste belo filme, seja em frames extremamente íntimos dentro de uma casa ou na rua como testemunha da existência. Por mais que “Na Dança que Cansa Voavas” seja embalado pelo texto , é a imagem que tem a palavra final.
Gabriel faz um filme de fluxo que é pequeno apenas em sua duração. E, quando Gal grita “Ressuscita-me”, saímos um pouco mais vivos.











