Bem… Não demorou muito, não é? Depois de dois interessantes episódios iniciais, este terceiro de Expresso do Amanhã já começa a expor um pouco mais das limitações do seriado e do enfoque planejado pelos produtores desta adaptação. Neste episódio, já temos uma exploração maior do mistério da temporada, alguns desenvolvimentos e certa preparação de terreno para o que virá. Pena que quase nada é lá muito interessante, ao menos por enquanto.

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Primeiro, a trama principal… O mistério em torno do assassinato do passageiro Sean Wise, e a investigação do nosso herói Layton, continuam. Descobre-se neste episódio que Wise estava envolvido no tráfico de uma droga a bordo do trem, por isso o detetive “fundista” sai investigando, falando com intermediários até chegar ao grande traficante – interpretado pelo sempre competente Shaun Toub. Pena que o percurso dele é meio padrão, típico de um seriado investigativo – justamente o que eu temia que fosse acontecer e deixei claro na resenha dos episódios anteriores. A investigação neste episódio segue mais ou menos o mesmo percurso que seguiria em qualquer outra série, fosse ela ambientada no cenário pós-apocalíptico de um trem em movimento, ou não. E a conclusão, por ora, envolvendo Layton e a personagem Josie (Katie McGuiness) ainda não tem o peso necessário, porque o espectador ainda não recebeu razões suficientes para se importar com eles.

FRIEZA EXCESSIVA

Quanto aos outros desenvolvimentos… O episódio fornece algumas novas pistas sobre o funcionamento da hierarquia dentro do trem, e a “noite de luta” é um elemento apropriado – embora meio óbvio – para manter as pessoas a bordo, a grande massa principalmente, alienada e sob controle. Do ponto de vista de trama, o desenvolvimento mais interessante aqui é a noção, defendida por alguns passageiros da primeira classe, de desengatar os vagões do fundo após o desastre com o vagão contendo o gado vista no episódio anterior. Por enquanto, a administradora Melanie recusa a ideia… Mas, com certeza, ela não vai ser esquecida tão rápido.

E embora não seja legal ficar mencionando o filme de 2013 a cada resenha desta temporada, é um pouco difícil não comparar a série com ele… Do ponto de vista visual, incomoda um pouco ver os cenários do trem tão iluminados e até mesmo um pouco amplos – simplesmente não se provoca o mesmo efeito claustrofóbico e de urgência que o longa tinha, e nesse episódio em especial, essas sensações fazem falta. O ambiente da série é bem menos desconfortável e estranho que o do filme, e isso parece roubar a narrativa de algumas características primordiais.

De resto, este terceiro episódio, embora não chegue a ser ruim, é frio e um pouco chato, justamente quando deveria estar esquentando mais a narrativa. Ainda assim, ele aponta algumas ideias interessantes a serem desenvolvidas pelos próximos episódios. Mas o entusiasmo despertado pelo início da série já dá uma esfriada considerável depois deste…

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