O 11º Festival Pan-Amazônico de Cinema – Amazônia FiDoc anunciou os filmes selecionados para as mostras competitivas da edição 2026. A curadoria reúne produções de diferentes regiões da Amazônia Legal brasileira e de países da Pan-Amazônia. A seleção reforça o papel do evento como vitrine do audiovisual produzido no território amazônico. Ao longo dos anos, o festival tem ampliado sua presença no circuito nacional. A diversidade de formatos e narrativas é um dos destaques desta edição. A lista completa de selecionados será exibida durante o evento.
O festival será realizado entre 28 de abril e 6 de maio de 2026, com programação em Belém e em cidades ribeirinhas da região. As atividades incluem exibições gratuitas, debates, oficinas e encontros entre realizadores e público. Nesta edição, mais de 1.200 filmes foram inscritos, entre curtas e longas de ficção, documentário e animação. A organização destaca o crescimento no número de inscrições. O evento mantém o foco na descentralização do acesso ao cinema. A programação completa será divulgada nos próximos dias.
A edição de 2026 conta com patrocínio da Petrobras, via Lei Rouanet, Ministério da Cultura e Governo Federal. O festival também recebe apoio do Governo do Pará, Sesc-Pará, Fórum dos Festivais e Prefeitura de Belém. A realização é da Z Filmes e do Instituto Culta da Amazônia. A estrutura envolve parcerias institucionais e culturais. O objetivo é garantir a continuidade e ampliação do evento. O financiamento reforça a importância do festival no cenário audiovisual.
O Amazônia FiDoc ocorre em um contexto de maior atenção internacional à região amazônica. O tema ganha destaque após debates globais recentes sobre clima e sustentabilidade. Esse cenário também impulsiona o reconhecimento do cinema amazônico. Produções da região vêm acumulando prêmios em festivais nacionais e internacionais. Entre os destaques estão “Noites Alienígenas”, “O Barulho da Noite”, “Mestras” e o curta “Boiuna”. As obras evidenciam a força criativa local. O festival dialoga diretamente com esse momento.
Os filmes selecionados concorrem ao Troféu Amazônia FiDoc e a prêmios que somam R$ 30 mil. Os valores serão distribuídos entre categorias de melhor curta e melhor longa. A disputa contempla produções da Amazônia Legal e da Pan-Amazônia. Os vencedores serão definidos por um júri especializado do setor audiovisual. A premiação busca incentivar a produção regional. O reconhecimento inclui visibilidade e circulação das obras. O anúncio dos vencedores ocorrerá ao fim do festival.
Criado em 2009, o Amazônia FiDoc tem como foco ampliar a visibilidade do cinema amazônico. O festival também atua na formação de público e no fortalecimento de redes de realizadores. Ao longo de sua trajetória, já reuniu cerca de 60 mil espectadores. Mais de 700 filmes foram exibidos em edições anteriores. O evento também promove oficinas e atividades formativas gratuitas. A proposta é democratizar o acesso ao audiovisual fora dos grandes centros. A organização destaca a continuidade desse compromisso na edição 2026.
Mostras Competitivas Amazônia FiDoc 2026
Longas-metragens – Amazônia Legal
- Xingu, nosso rio sagrado (PA) – Direção de Angela Gomes
- A Mulher Sem Chão (PA) – Direção de Auritha Tabajara e Débora McDowell
- Concerto de Quintal (RO) – Direção de Juraci Júnior
- Terra Devastada (MA) – Direção de Frederico da Cruz Machado
- Como Matar um Rio (RO) – Direção de Chicão Santos
- Os Avós (AM) – Direção de Ana Ligia Pimentel
Longas-metragens – Pan-Amazônia
- El Río de los Espíritus (Equador) – Direção de Sani Montahuano, Boloh Miranda, Nase Lino
- Kueka, Memoria Ancestral (Venezuela) – Direção de María de los Ángeles Peña Fonseca
- Cais (Brasil) – Direção de Safira Moreira
- Glória & Liberdade (Brasil) – Direção de Letícia Simões
- Amora (Brasil) – Direção de Ana Petta
- Morichales (Colômbia) – Direção de Chris Gude
- Nimuendajú (Brasil) – Direção de Tania Anaya
- Honestino (Brasil) – Direção de Aurélio Michiles
- Shiringa. Genocidio y Resistencia en la Amazonía (Peru) – Direção de Wilton Martinez
- Érase una vez en los Andes (Peru) – Direção de Rómulo Sulca
- Varado (Guiana Francesa) – Direção de Nicos Argillet e Stephane Correa
- Mama (Equador) – Direção de Ana Cristina Benitez
Curtas-metragens – Amazônia Legal
- Umassuma: Lascas de Memórias (PA) – Direção de Andrei Miralha e Guaracy Britto Junior
- Entre as Nuvens (RR) – Direção de Alex Pizano
- Cordel da Marujada (PA) – Direção de Gabriel Paixão
- Mucura (RO) – Direção de Fabiano Tertuliano Barros
- A Ascensão da Cigarra (RO) – Direção de Ana Clara Ribeiro
- Visagens e Visões (PA) – Direção de Rod Rodrigues
- Dia dos Pais (RO) – Direção de Bernardo Ale Abinader
- Praça Amazonas (PA) – Direção de Ramiro Quaresma
- Cata (MA) – Direção de Lucas Sá
- Noke Koi: A Festa de Um Povo Verdadeiro (AC) – Direção de Sérgio de Carvalho e Alexandre Barros
- Sukande Kasáká | Terra Doente (MT) – Direção de Kamikia Kisedje e Fred Rahal
- Divino, sua alma, sua lente (MT) – Gilson Costa, Clea Torres, Divino Tserewahú
Curtas-metragens – Pan-Amazônia
- Como Nasce Um Rio (Brasil) – Direção de Luma Flôres
- Heridas de Asfalto (Equador) – Direção de Uber Gualinga
- Sara (Peru) – Direção de Ariana Andrade Castro
- Samba Infinito (Brasil) – Direção de Leonardo Martinelli
- Você Lembra (Brasil) – Direção de Victória Morais
- Não são águas passadas (Brasil) – Direção de Viviane Rodrigues e Brunno Constante
- Boiuna (Brasil) – Direção de Adriana de Faria
- Arame Farpado (Brasil) – Direção de Gustavo de Carvalho
- Quilombo (Brasil) – Grileiros de Antinha de Baixo – Direção de Cristiano Silva e Manoel Neto
- Agrotóxicos sem Fronteiras: Um Dilema Global (Bélgica, Brasil, França, Suiça) – Direção de João Amorim
- Quanto Vale o Azul? (Brasil) – Direção de Ricardo Gomes
Filmes selecionados — Mostra “As Amazonas do Cinema”
Longas-metragens
- Amazônia Urbana – Belém entre dois mundos (Brasil) – Direção de Aída Neto, Aline Paes
- A Vida Secreta de Meus Três Homens (Brasil) – Direção de Letícia Simões
- Quatro luas pantaneiras (Brasil) – Direção de Ana Carla Loureiro
- Desejo de Viver/ Mutatis mutandis (Brasil) – Direção de Giorgia Narciso
- Mama (Equador) – Direção de Ana Cristina Benitez
Curtas-metragens
- Replika (Brasil) – Direção de Piratá Waurá e Heloisa Passos
- Rami Rami Kirani (Brasil) – Direção de Lira Mawapai HuniKui e Luciana Tira HuniKui
- Todavía Baila (Brasil) – Direção de Laryssa Gaynett
- Cabeça, ombro, joelho e pé (Brasil) – Direção de Van Van
- Áudios de Casa (Brasil) – Direção de Bianca Rêgo
- Ambivalência (Brasil) – Direção de Natacha Maria Oliveira
- Quem quer? (Brasil) – Direção de Célia Maracajá
- Beira (Brasil) – Direção de Marcela Bonfim
- Da Janela (Brasil) – Direção de Lu Antunes
- Maira Porongyta – o aviso do céu (Brasil) – Direção de Kujãesage Kaiabi
- Tapando Buracos (Brasil) – Direção de Pally e Laura Fragoso
- Madre (Brasil) – Direção de Talita Carvalho e Carol Matias
- A Pele do Ouro (Brasil) – Direção de Marcela Ulhoa















