O documentário “Itacoatiaras”, novo longa do cineasta amazonense Sérgio Andrade em parceria com a artista visual carioca Patricia Goùvea, inicia 2026 com o lançamento de seu trailer oficial e novas participações em festivais internacionais. A produção encerrou 2025 com presença em importantes mostras e segue ampliando sua circulação no circuito audiovisual. O filme investiga territórios marcados pela memória e pelas transformações ambientais, conectando paisagens e histórias por meio de uma abordagem sensorial. A obra marca uma nova etapa na carreira de Andrade e também a estreia de Goùvea no cinema. O trailer do documentário já está disponível:
O longa teve sua première mundial no Panorámica – Stockholm Latin American Film Festival, na Suécia, e passou por dois dos mais importantes eventos do cinema brasileiro: o Festival do Rio e a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Também integrou a programação do Festival Cine de Goya, na Argentina, e do Visões do Mar: Festival Internacional de Documentários, em Niterói. O filme ainda ganhou exibição por tempo limitado na plataforma Itaú Cultural Play. A trajetória do documentário ao longo de 2025 consolidou sua presença em mostras dedicadas ao cinema autoral e ao documentário contemporâneo.
Em 2026, a produção segue acumulando novas seleções. “Itacoatiaras” será exibido na 15ª edição do Festival de Fotografia de Tiradentes, realizado entre 11 e 15 de março, cujo tema deste ano é “Sonhar, imaginar e especular futuros”. Além disso, o longa foi selecionado para a Seção Competitiva Oficial do Ecozine, festival internacional de cinema ambiental que ocorre em Zaragoza, na Espanha, entre 9 e 17 de abril. As participações reforçam o diálogo do filme com debates sobre meio ambiente e memória. A circulação internacional amplia o alcance do documentário e sua inserção em discussões globais sobre natureza e território.
A obra estabelece uma investigação entre dois territórios separados por milhares de quilômetros: Itacoatiara, no Amazonas, e Itacoatiara, em Niterói. Unidas por um mesmo nome ancestral, as paisagens revelam histórias de povos originários, processos de colonização e impactos da especulação imobiliária e da degradação ambiental. Ao mesmo tempo, o filme apresenta esses espaços como territórios de resistência e memória. A narrativa também propõe reflexões sobre identidade e emergência climática. O olhar para o futuro surge por meio das crianças que crescem em meio às transformações sociais e ambientais.
“Itacoatiaras” é o primeiro documentário em longa-metragem dirigido por Sérgio Andrade, conhecido por obras como A Floresta de Jonathas, Antes o Tempo Não Acabava e A Terra Negra dos Kawa. Para Patricia Goùvea, artista, pesquisadora e fotógrafa, o filme marca sua estreia no cinema após uma carreira consolidada nas artes visuais. A produção reúne profissionais do Amazonas e do Rio de Janeiro, com produção executiva de Gabriela Pascal e Henrique Amud. O projeto contou com recursos das leis Aldir Blanc do Amazonas e do Rio de Janeiro e da Lei Paulo Gustavo de Manaus. As filmagens começaram em 2021 e foram retomadas em 2024, registrando eventos climáticos históricos na região amazônica.
com informações de assessoria











