Dirigido por Diego Bauer e Ricardo Manjaro, “Obeso Mórbido” chega à internet, disponibilizado gratuitamente, nesta quarta-feira (8) no canal do Vimeo da Artrupe Produções Artísticas. Ao todo, o filme passou por sete festivais, dentre eles alguns dos de maior prestígio no mercado nacional: 22ª Mostra de Tiradentes, 26º Festival de Vitória, 23º Cine PE, 19º Goiânia Mostra Curtas, 10ª Semana de Cinema (Rio de Janeiro), Maranhão na Tela 2018 – Prêmio de Melhor Ator para Diego Bauer e II Mostra Internacional de São Luís – Melhor Som para Lucas Coelho e Heverson Batista.

“Obeso Mórbido” mostra o processo emagrecimento de Diego Bauer. Ao longo de quase dois anos, ele perdeu mais de 40kg ao fazer reeducação alimentar e adotar uma rotina de exercícios físicos. Com 15 minutos de duração, a produção amazonense mostra como a questão do peso se tornou uma obsessão para ele, trazendo também abordagens quanto ao culto do corpo, redes sociais e incomunicabilidade.

“Enquanto a gente realizava o filme, sempre estava na nossa cabeça a ideia de um filme pensado pro público. É pra ser fácil de assistir, pra que o público tenha uma relação mais fácil e direta. Fizemos o filme pensando nisso. Então esse momento gera muita expectativa, pois acredito que o assunto é muito mais amplo do que uma mudança de peso, mas a maneira como nos relacionamos com os nossos corpos, como isso vira uma moeda de troca nas redes sociais, e como na verdade todo mundo tem insegurança com o próprio corpo”, finaliza Bauer.

CONFIRA ABAIXO O FILME:


Obeso Mórbido (Morbid Obese) from Artrupe on Vimeo.

‘3×4’: na simplicidade, a imensidão dos sentimentos

“3×4” marca ótima estreia de Juliana Tizatto na direção e roteiro a partir de grandes atuações de Andira Angeli e Isabela Catão.

‘Tarde Dentro da Tarde’: um rio de lugares comuns

Já que o rio sempre teve especial destaque nos filmes de Rafael Ramos, Tarde Dentro da Tarde talvez seja apenas um caso de leve maré baixa.

‘Jamary’: fantasia amazônica perdida em sucessão de problemas

Do básico do plano-contraplano a uma história sem rumo, Jamary, de Begê Muniz, se mostra uma grande confusão.

“A Terra das Estrelas Distantes”: a eterna busca do que é ser amazônida

“A Terra das Estrelas Distantes” parece querer nos lembrar, que a verdade do nosso passado também permanece escondida de nós mesmos.

‘Flores Secas’: melodrama de Arnaldo Barreto cai na maior armadilha dos curtas-metragens

Com tantos personagens e pretensões temáticas, Flores Secas, de Arnaldo Barreto, não consegue dar conta de praticamente nada que aspira.

Crítica | ‘As Versões que você fez de mim’, de Roger Barbosa

“As versões que você fez de mim” tenta ser intimista e reflexivo, mas a construção do protagonista se distancia desses dois aspectos.

‘Antes de Hoje’: curta carece de densidade ao abordar juventude marcada pela pandemia

Curta de James Bentes, ‘Antes de Ontem’ peca com superficialidade e sem contundência para tratar de jovens na pandemia.

‘Sete Cores da Amazônia’: longa amazonense experimenta altos e baixos extremos

Dirigido por Ana Lígia Pimentel, “Sete Cores da Amazônia” se atrapalha em trama urbana, enquanto cresce ao partir para a floresta.

‘Obeso Mórbido’: conto cru sobre obsessão, corpo e identidade

Obeso Mórbido é um forte conto sobre um indivíduo e suas lutas obsessivas e o vazio interminável do homem e seus (des)prazeres.

‘Márcia Antonelli – Das Palavras à Sobrevivência’: cinema de luta, memória e identidade

Mariellen Kuma entrega um curta metragem que usa as palavras para dar o tom ao seu cinema e mostrar como a jornada, quando reconhecida, entrelaça afetos.