Com uma vasta carreira na televisão, Felipe Simas conquistou o público por meio de papéis marcantes em novelas da TV Globo, como Malhação: Sonhos (2014), Totalmente Demais (2015) e Salve-se Quem Puder (2020). Em 2025, ele integra o elenco da novela Dona de Mim e da série Tremembé, da Amazon Prime Video. Irmão dos também atores Rodrigo Simas e Bruno Gissoni, Felipe encara agora o desafio de interpretar o locutor de rodeios Asa Branca na cinebiografia Asa Branca – A Voz da Arena.
Dirigido por Guga Sander, o filme acompanha a trajetória do artista Asa Branca, explorando tanto sua carreira quanto os conflitos de sua vida pessoal. A narrativa percorre momentos decisivos de sua história, desde o acidente nos rodeios até sua reinvenção como locutor, apresentando uma nova abordagem para o universo das arenas.
O Cine Set conversou com o protagonista do longa, que detalha seu processo de criação para interpretar essa figura icônica e reflete sobre os aprendizados que o filme trouxe para sua carreira.
Cine Set – O público conhece o Asa Branca profissional, como locutor de rodeios, mas a cinebiografia propõe revelar um lado mais humano dele. Como foi, para você, construir esse lado do personagem?
Felipe Simas – O nosso Asa Branca é reconhecido pelo público, principalmente, pelas relações que ele estabelece com as pessoas ao redor. A nossa preparação foi muito baseada no que o roteiro propunha o tempo todo: essa dinâmica de relação do Asa com personagens como o Jibóia, o Miltinho, o JP, o Vandão e a Sandra.
A gente reconhece quem é o Asa Branca pelas relações que ele constrói e, claro, pela relação intensa que ele tem com o rodeio como um todo, encarado quase como um grande show. Essa paixão, esse desejo de transformar a arena em espetáculo, faz parte da essência dele.
Cine Set – Ao interpretar uma figura pública, existe o risco de cair no caricato ou no estereótipo. Como foi o seu trabalho corporal e vocal para fugir desse caminho?
Felipe Simas – Acho que, para fazer um trabalho de composição de um personagem biográfico, você precisa de muito tempo quando a intenção é se aproximar da figura real. A gente não tinha todo esse tempo. Então, a nossa busca foi capturar a energia do Asa Branca, mais do que reproduzir a figura dele.
Eu não tenho a altura do Asa Branca, minha voz é diferente da dele, mas achei interessante buscar essa energia quase imparável, indomável, como um touro bravo que existe dentro do Asa Branca, e trazer isso para fora. Quando você faz esse caminho, o trabalho não fica só nas características físicas, mas principalmente nas inspirações do personagem. Para viver o Asa Branca, eu não me inspiro apenas nele, mas nas referências que o inspiraram, para deixar isso registrado no corpo.
O meu desejo nunca é mimetizar. Pelo contrário, é criar o sentimento que aquela pessoa estava vivendo naquele momento. E acho que conseguimos alcançar essa energia do Asa Branca como um todo — não apenas na minha atuação, mas também no roteiro e na direção.
Cine Set – Quais vivências e aprendizados você leva desse trabalho em Asa Branca – A Voz da Arena?
Felipe Simas – Foi um trabalho muito intenso. Eu estou acostumado ao ritmo acelerado das novelas, com muitas cenas gravadas por dia, mas no cinema o desafio foi outro: tínhamos pouco tempo para realizar o filme.
Isso exigiu muita intensidade, concentração e foco coletivo. As energias precisavam estar muito alinhadas, e acredito que conseguimos isso. Cada pessoa focou na sua função, mas todos estavam unidos pelo mesmo objetivo: contar essa história.
O que eu levo desse projeto, além da experiência profissional, é a mensagem do filme. Para realizar um sonho, são necessários muitos corações. Ninguém realiza um sonho sozinho.












