Parecia um sonho distante, mas agora é realidade: o Brasil tem um Oscar.
“Ainda Estou Aqui” é o grande vencedor de Melhor Filme Internacional, marcando uma conquista histórica que ficará para sempre na memória.
Neste vídeo, o mais importante da história do canal, vou explicar os motivos que levaram a esse resultado fantástico.
https://youtu.be/ndVWPmMeH08
MOTIVO 1: QUALIDADE BRILHANTE DO FILME
A principal razão para a vitória de “Ainda Estou Aqui” não poderia ser outra senão a qualidade excepcional do filme.
O drama sobre o desaparecimento de Rubens Paiva conquista o espectador rapidamente. É impossível não se identificar ou torcer por aquela família apaixonada e feliz, composta por pessoas com quem gostaríamos de conviver. O elenco, em uma sinergia única, é liderado por grandes atores como Selton Mello e Fernanda Torres.
Mas tudo isso se quebra com o autoritarismo e a violência de um regime militar que traz escuridão e rouba parte da alegria de todos.
Através de um grande roteiro, Walter Salles nos conduz por uma jornada de décadas, em uma obra que, mesmo nas maiores adversidades, insiste em sorrir e resistir.
MOTIVO 2: SENTIMENTO POLÍTICO CONVERGENTE
Politicamente, “Ainda Estou Aqui” se conecta com um sentimento compartilhado por muitos diante do obscurantismo trazido pela era Trump.
A saga de Eunice Paiva e sua família, enfrentando o horror da ditadura brasileira, serve como uma inspiração para quem está assustado com os rumos do planeta, especialmente com o autoritarismo e as mãos pesadas de líderes como o ex-presidente republicano, especialmente sobre aqueles que se opõem ao poder.
Isso ajuda a explicar como o filme superou todas as expectativas, chegando à categoria de Melhor Filme no Oscar 2025.
MOTIVO 3: TEMÁTICA CONHECIDA DA ACADEMIA
“Ainda Estou Aqui” aborda um tema que a Academia já conhece bem, especialmente quando se trata da América do Sul.
A Argentina já venceu duas vezes na categoria com “A História Oficial” e “O Segredo dos Seus Olhos”, ambos retratando a violenta repressão das ditaduras no país.
O Brasil também já havia sido indicado anteriormente com “O Que é Isso, Companheiro?”, nos anos 1990. O longa de Bruno Barreto retratava o sequestro do embaixador norte-americano por grupos armados como o MR-8 e a Ação Libertadora Nacional, nos anos 1960.
motivo 4: campanha brilhante focada em fernanda torres
Uma parte dessa vitória histórica também está diretamente ligada à Fernanda Torres. Ela foi a grande cara de “Ainda Estou Aqui” durante toda a campanha.
Desde o Festival de Veneza até os últimos eventos, a atriz se dedicou freneticamente à divulgação do filme, participando de talk shows, programas de TV e tudo o que fosse necessário. Sua vitória no Globo de Ouro foi o primeiro passo para Hollywood conhecê-la e se encantar com seu talento.
Neste sentido, a Sony Pictures Classics desempenhou um papel fundamental. Foi a maior campanha de divulgação já vista para um filme brasileiro. A distribuidora investiu em debates, sessões especiais e obteve o apoio de grandes nomes do cinema mundial. Uma verdadeira lição de que, se você quer ter chances, é preciso investir.
MOTIVO 5: A QUEDA DE EMILIA PÉREZ
Claro que a queda de “Emilia Pérez” também teve um peso significativo nesse resultado. Tirando toda a torcida de lado, a produção francesa, indicada em 12 categorias, incluindo Melhor Filme, Direção, Atriz Principal e Coadjuvante, além de Roteiro Adaptado, chegou como a favorita certa para a vitória.
No entanto, o escândalo envolvendo Karla Sofia Gascón, devido aos seus tweets preconceituosos, expôs críticas pesadas da comunidade mexicana e LGBTQIAPN+.
A Netflix até tentou segurar a situação, mas não conseguiu evitar que o musical perdesse uma categoria que parecia garantida.
















