O Pará será representado na mostra competitiva de curtas brasileiros do 53º Festival de Cinema de Gramado com o filme “Boiuna”, da diretora Adriana de Faria. A produção, que envolveu mais de 60 profissionais do Norte e Nordeste, foi filmada em Benevides, Benfica e na Ilha do Combu, na Região Metropolitana de Belém.
“Boiuna” mergulha no imaginário amazônico e na vivência ribeirinha para narrar a história de Mara (Jhanyffer Santos), uma jovem que se muda com a mãe, Jaque (Naieme), para o interior. No novo ambiente, cercado pela floresta e por mistérios locais, ela se depara com lendas e experiências que colocam em xeque sua relação com a natureza e as outras garotas da região. O filme, realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo e apoio de empresas privadas, propõe uma reflexão sobre as violências enfrentadas por meninas e mulheres, atravessando também o universo das encantarias.
Segundo o jornal O Liberal, o projeto levou cerca de sete anos para ser concluído e percorreu importantes etapas de desenvolvimento, como o Laboratório Curta Cinema, onde foi premiado como Melhor Projeto Nacional em 2021. Com 20 minutos de duração, “Boiuna” foi selecionado entre dezenas de inscritos e integra uma programação que reúne produções de oito estados brasileiros.
A curadoria destacou o vigor e a pluralidade do cinema nacional, com curtas que exploram diferentes territórios e linguagens. O Festival de Cinema de Gramado acontece de 9 a 17 de agosto e é um dos mais tradicionais do país.
LISTA COMPLETA DOS CURTAS SELECIONADOS PARA O FESTIVAL DE GRAMADO 2025:
– “Aconteceu a Luz da Lua” (RS), de Crystom Afronário
– “Boiuna” (PA), de Adriana de Faria
– “Cabeça de Boi” (SP), de Lucas Zacarias
– “FrutaFizz” (SP), de Kauan Okuma Bueno
– “Jacaré” (BA), de Victor Quintanilha
– “Jeguatá Xirê” (RS), de Alan Alves-Brito, Ana Moura e Marcelo Freire
– “O Mapa Em Que Estão Meus Pés” (AL), de Luciano Pedro Jr.
– “Na Volta Eu Te Encontro” (BA), de Urânia Munzanzu
– “As Musas” (PE), de Rosa Fernan
– “Quando Eu For Grande” (PR), de Mano Cappu
– “Réquiem Para Moïse” (RJ), de Caio Barretto Briso e Susanna Lira
– “Samba Infinito” (RJ), de Leonardo Martinelli










