Um dos mais importantes eventos de difusão cultural do Brasil no exterior, o Festival de Cinema Brasileiro na Rússia chega à sua 16ª edição em 2025. O evento percorre quatro grandes cidades — Nizhny Novgorod (13 a 16 de novembro), Kaliningrado (20 a 23 de novembro), São Petersburgo (27 a 30 de novembro) e Moscou (2 a 7 de dezembro) — exibindo seis longas contemporâneos que celebram o excelente momento da produção nacional. A mostra é uma realização da Linhas Produções Culturais com apoio da Embaixada do Brasil em Moscou, patrocínio da APEXBrasil e apoio da PhosAgro Fertilizantes.

O grande destaque do festival é Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, vencedor do Oscar 2025 de Melhor Filme Internacional. A adaptação do livro de Marcelo Rubens Paiva acompanha Eunice Paiva, mulher que precisa reconstruir a vida da família após o desaparecimento do marido durante a ditadura militar. O filme abre as sessões em Moscou e São Petersburgo, marcando o ponto alto da programação.

Outro título aguardado é o documentário Milton Bituca Nascimento, de Flávia Moraes, que revisita a turnê de despedida de um dos maiores nomes da MPB para mergulhar na espiritualidade e na universalidade de sua música. Já Retrato de um Certo Oriente, de Marcelo Gomes, adapta o romance de Milton Hatoum e narra a saga de imigrantes libaneses que partem rumo à Amazônia no pós-guerra, em uma história de amor, memória e preconceito.

A programação também apresenta Pasárgada, estreia na direção de Dira Paes, que interpreta uma bióloga isolada na Mata Atlântica e em busca de reconexão com suas origens e desejos. Em Mangueira em Dois Tempos, Ana Maria Magalhães revisita as crianças retratadas em seu documentário dos anos 1990, refletindo sobre as transformações da favela e do samba carioca. Fechando o evento, Querido Mundo, de Miguel Falabella, une destinos improváveis após o desabamento de uma ponte no Rio de Janeiro.

Para o embaixador do Brasil em Moscou, Sérgio Rodrigues dos Santos, o festival fortalece a admiração do público russo pela diversidade do cinema brasileiro. Já Fernanda Bulhões, diretora da Linhas Produções Culturais, celebra o momento histórico do audiovisual nacional: “Com o Oscar e as premiações internacionais, 2025 ficará marcado como um ano de conquistas e reconhecimento mundial para o cinema do Brasil.”

com informações de assessoria