Amaury Filho – ‘TREMEMBÉ’
Sucesso de público, Tremembé é muito mais que a glamourização de presidiários; é um singelo aceno a uma população que os transformou em celebridades.
Caio Pimenta – ‘O ENSAIO’
Nada define melhor “O Ensaio” do que desconcertante. Afinal, onde termina a ficção e começa o documentário? Uma comédia sobre acidentes de avião? Nathan Fielder dobra a aposta no método que desenvolve sobre simulações em cima de simulações para tentar solucionar problemas reais. O último episódio da segunda temporada é o ápice deste processo em um momento surreal e assustador. Brilhante.
Danilo Areosa – ‘O ESTÚDIO’
É das mãos de Seth Rogen, uma das mais divertidas comédias desta década em relação a indústria hollywoodiana. O timing cômico de “O Estúdio” se encaixa perfeitamente com os elementos da sátira sobre o mundo cinematográfico, as engrenagens, os vícios e os egos deste universo. Além do olhar ácido, há também toda uma dramaturgia especial em discutir o cinema de arte versus o cinema comercial. “O Estúdio” é isso: um grande bibelô sobre a indústria americana que nunca cansa de divertir o público em seus 10 episódios.
Fábio Reis – THE PITT
É difícil encontrar palavras para descrever o sentimento que “The Pitt” deixa no espectador. O realismo das situações, dos efeitos práticos, e das atuações nos deixam embasbacados com tamanha precisão na ambientação de uma ala de emergência médica em todo o seu caos cotidiano. Além disso, enche meu coração de alegria quase nostálgica ver uma sucessora espiritual de “ER – Plantão Médico”, uma das melhores séries já feitas na história da TV e uma das séries favoritas de minha saudosa tia materna, que me deixou precocemente em 2015. Ver Noah Wyle em ação mais uma vez na pele de um competente médico não deixa de ser uma forma de me reconectar com essa memória afetiva. É o melhor spin-off não-oficial de “ER” que eu sabia que precisava.
Ivanildo Pereira – PLURIBUS
Num ano em que muitas séries novas se destacaram, a minha favorita foi Pluribus: Quem acompanha o Cine Set sabe o quanto admiro Vince Gilligan, e aqui ele conseguiu de novo. O criador de Breaking Bad e Better Call Saul – as minhas duas séries favoritas de todos os tempos – voltou aos seus dias de roteirista em Arquivo X e criou uma atração única sobre uma mulher lutando contra a humanidade que enfim alcançou a felicidade graças a um vírus alienígena. A cada novo episódio Pluribus me convenceu da sua premissa, me surpreendeu, me fez rir e me deixou embasbacado pela sua criatividade visual e nos roteiros. É justamente o tipo de história diferente e original que faz falta hoje, e por isso precisa ser valorizada. Outras grandes séries de 2025: The Studio (Apple TV), The Pitt (HBO Max), Task: Unidade Especial (HBO Max), Adolescência (Netflix).
Leonardo Barbosa – ANDOR – 2ª Temporada
Após uma primeira temporada louvável, Andor se torna indiscutível em sua segunda e impressionante temporada final. Entre Regimes e Rebeliões, ao reforçar seu tom político e sombrio, a obra avança na construção de uma revolução pontilhada e costurada de maneira tênue; o Universo Star Wars ganha seu contorno mais maduro. Há de se advir tanta proeza disso, pois, a história da série (passada em um tempo tão devastador dessa galáxia) amplifica e até valoriza mais as jornadas de personagens que viriam a aparecer mais adiante.
Lucas Pistilli – PLURIBUS
Vince Gilligan fez de novo: o mago da televisão estadunidense deixou o crime organizado de lado e voltou às suas origens de ficção científica para entregar a melhor série de 2025. “Pluribus” é incrível não só porque faz perguntas contundentes sobre o que nos faz humanos, mas porque faz isso com um humor ácido e irreverente, subvertendo as expectativas da audiência a cada virada.
Lucas Souza – ALIEN: EARTH
Alien: Earth se consolida como a melhor série do ano ao reinventar a mitologia da franquia a partir do horror doméstico e existencial. Noah Hawley desloca o terror do espaço para o lar, transformando o corpo, a maternidade e a convivência em territórios de invasão. Com atmosfera sufocante e inteligência temática, a série prova que Alien ainda é capaz de provocar medo, reflexão e impacto estético.
MARCOS FARIA – Slow horses
Estive numa trip Guerra Fria ano passado, em parte graças a um malfadado caso com uma alemã que veio do lado de lá do muro; daí a curiosidade por histórias de espionagem do Velho Mundo. Nesse sentido, o trunfo de Slow Horses não é apenas atualizar a paranoia da Guerra Fria à la John Le Carré para um mundo onde o muro já caiu por terra há tempos. É que a espionagem em si é frequentemente um saco para os agentes irrequietos no limbo da Slough House. O trabalho do espião é um tédio assim como o do espectador — com a diferença do adicional de periculosidade.
Mariana Goulão – O ESTÚDIO
Uma escolha que se impõe pela inteligência do texto, pela ironia afiada sobre os bastidores da indústria e pela forma como transforma o próprio cinema em objeto de crítica, um deleite pra quem se interessa sobre o assunto.
Pâmela Eurídice – THE PITT
Tivemos muitas séries interessantes esse ano (ou será que eu vi mais produções seriadas?), mas, para mim, nada supera o drama da equipe médica do pronto socorro. E o que faz The Pitt ser diferente de tantas outras séries médicas já feitas? Posso elencar alguns motivos: discussões atuais, o drama dos médicos não ultrapassa os problemas hospitalares/ profissionais, a denúncia do colapso do sistema de saúde norte-americano e, é claro, Noah Wyle — e o Dr Langdon, porque a gente precisa de figuras duvidosas que são bons profissionais.
Vitor Polessi – VOCÊ
Em sua última temporada, Você dá uma conclusão interessante para toda a história do “cativante” psicopata Joe. Com uma dose de cinismo e ironia, a temporada final mostra Joe mais vulnerável e sem estar com o controle da situação. A série mais uma vez aborda romantização do criminoso bem como mais uma vez dá camadas para explorar relações abusivas e doentias. Além disso, vai a fundo na psique de Joe, um monstro que acha que é o mocinho e a sua perspectiva distorcida de heroísmo é o grande diferencial dessa série. O final ainda acena uma realidade atual e cínica.
























