- Guerra dos Mundos – 98 pontos
- The Electric State – 70 pontos
- Branca de Neve – 63 pontos
- Perrengue Fashion – 46 pontos
- Anaconda – 25 pontos*
*presente em maior número de listas
AMAURY FILHO
- Invocação do Mal 4: O Último Ritual
- Perrengue Fashion
- Um Completo Desconhecido
- Springsteen – Salve-me do Desconhecido
- Anaconda
- Nosferatu
- Predador: Terras Selvagens
- O Brutalista
- Morra, Amor
- Miley Cyrus: Something Beautiful
Por algum motivo, Miley Cyrus achou que poderia usar vestidos de grife, enquanto desfila e faz carão pra câmera, e chamar isso de filme. Morra, Amor, O Brutalista e os filmes de Bob Dylan e Springsteen são exercícios deploráveis de desespero por um Oscar. Predador e Nosferatu me fizeram dormir, literalmente. Anaconda tira umas risadas, mas nunca passa disso. Estaria mentindo se dissesse que Perrengue Fashion não faz o mesmo, ainda assim, é um show descarado de xenofobia e desinformação em pleno 2025. Invocação do Mal desiste do terror e parte para a palitagem à la Taylor Swift. Dinheiro jogado no lixo.
CAIO PIMENTA
- Setembro 5
- Perrengue Fashion
- Capitão América – Admirável Mundo Novo
- MMA – Meu Melhor Amigo
- A Verdadeira Dor
- Por Inteiro
- Branca de Neve
- Elio
- Eu sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado
- Maria Callas
“Setembro 5” consegue mostrar a maior quantidade de atrocidades cometidas por jornalistas na história do cinema sem questionar nem ter uma visão crítica sobre tudo aquilo. É apenas o registro seco, técnico, quase frio, colocando aquelas figuras como meros profissionais fazendo o seu melhor dentro daquelas condições. Já pensou o escândalo que seria se “Perrengue Fashion” fosse ambientado no Nordeste com todos os estereótipos atribuídos historicamente à região? Pena o complexo vira-lata amazônico travar qualquer protesto mais forte contra a comédia de Ingrid Guimarães. “Admirável Mundo Novo” deveria fazer a Marvel passar uns bons anos afastada dos cinemas para repensar tudo, enquanto “MMA” é a grande egotrip de 2025. “A Verdadeira Dor” é o surto do Oscar da temporada passada, “Por Inteiro” mostra a crise dos filmes de romance, “Elio” é a crise da Pixar, “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” não deveria ter voltado e “Maria Callas” é o bait que não deu certo.
Danilo Areosa
- Hurry Up Tomorrow: Além dos Holofotes
- Guerra dos Mundos
- Rosário
- Apanhador de Almas
- A Balada de um Jogador
- O Brutalista
- Nickel Boys
- Ameaça do Ar
- Drácula: Uma História de Amor
- O Brilho do Diamante Secreto
Menções:; Karate Kid Legendas, Perrengue Fashion, Goat, Mulher do Jardim, Capitão América: Admirável Mundo Novo.
Se juntarem os quatro primeiros da lista, não dá meio filme devido o roteiro constrangedor e medíocre que cada um traz. O vulgo Abel Makkonen Tesfaye, conhecido profissionalmente como The Weeknd, conseguiu fazer a bomba do ano com Hurry Up Tomorrow – Além dos Holofotes, enquanto H.G Wells chorou de ódio em outro plano celestial com a nova versão picareta de Guerra dos Mundos. Apesar de todo o hype em torno de A Balada de um Jogador, O Brilho do Diamante Secreto, O Brutalista e Nickel Boys (os dois últimos concorreram a melhor filme no Oscar deste ano) o que se vê em tela é um cinema pretensioso e vazio das ideias. Mel Gibson entregou o seu pior trabalho na direção com o thriller chatíssimo Ameaça no Ar e Luc Besson fez o Drácula mais bunda mole da sétima arte.
Fábio Reis
- Guerra dos Mundos
- Branca de Neve
- Anaconda
- Guerreiras do K-Pop
- Honey, Don’t
- Superman
- Mickey 17
- Waltzing with Brando
- O Sobrevivente
- A Balada de um Jogador
Neste ano, Edward Berger teve um sonho muito louco e fez um filme sobre isso. “O Sobrevivente” é uma ação desenfreada e genérica. Marlon Brando ganhou um filme “chapa branca” sobre ele. “Mickey 17” é monótono e óbvio, além de ser uma espécie de “Eu, Eu Mesmo e Irene” em ficção científica; não deu muito certo. O solene e reverente Superman ficou nas mãos de um dos mais irreverentes diretores, e o resultado foi… o Shazzam, digo, um filme bem intencionado, mas bobo, genérico e com falta de foco. “Honey, Don ́t” é um thriller esquecível. “Guerreiras do K-Pop” tem um final que trai sua própria mensagem. “Anaconda” é um delírio coletivo e Selton Mello merecia coisa melhor. “Branca de Neve” mostra que o que faltou à Disney em noção sobre representatividade, sobejou no CGI. “Guerra dos Mundos” é um acidente em forma de filme.
Ivanildo Pereira
- The Electric State
- A Guerra dos Mundos
- Código Alarum
- Amor Bandido
- Caçadores do Fim do Mundo
- Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado
- Silvio Santos Vem Aí
- Star Trek: Seção 31
- Ameaça no Ar
- Presença
Nenhum ano está completo sem a lista da vergonha. Aqui tem filmes de ação toscos, terror que provoca tédio ao invés de medo (Presença), remake sem vergonha (Eu Sei…), a franquia Star Trek passando vergonha no streaming, Mark Wahlberg carequinha em Ameaça no Ar e Leandro Hassum topetudo como o Homem do Baú. E nas primeiras posições, a nova versão de um clássico sci-fi gravado na pandemia e que virou 1h30 de gente olhando para o computador; e a produção concebida por algoritmo mais cara e também mais desprovida de mérito artístico que já foi feita pela Netflix. Isso, até 2025… Quem sabe eles não se superam neste novo ano?
Leonardo Barbosa
- A Vingança de Popeye
- A Guerra dos Mundos
- Rua do Medo: Rainha do Baile
- O Ritual
- Perrengue Fashion
- Brick
- Eu Sei o Que Vocês Fizeram no Verão Passado
- The Electric State
- Mountainhead
- Jurassic World: Recomeço
Irritação é a palavra que define essa lista. Filmes com intenções duvidosas desde a sua raiz, pois não assumem o real caráter de sua natureza; apenas fingem nutrir um falso senso de cuidado por uma história ou universo, mas são abalroados pelo frenético desejo do propósito. A dizer, é difícil digerir humanos tolos superando dinossauros implacáveis numa história bisonha, Ingrid Guimarães bancando a engraçadinha na Amazônia em um filme constrangedor (sendo generoso), uma adaptação tenebrosa de um clássico sci-fi “feita nas coxas”, e o Popeye slasher que é… um terror.
Lucas Pistilli
- Anora
- A Cozinha
- Led Zeppelin: O Nascimento da Lenda
- Eddington
- Honey, Não!
- Os Roses: Até Que a Morte os Separe
- A Vida de Chuck
- Cúpula do Caos
- Nosferatu 2
- Maria Callas
Vamos polemizar: por mais boa vontade que eu tenha com o cinema de Sean Baker (“Tangerine” é uma obra-prima), “Anora” foi o delírio coletivo do ano pra mim e muito me surpreende que tenha levado os prêmios que ganhou (incluindo o infame Oscar de Melhor Atriz, que deveria ter sido de Demi Moore). Para além dele, tivemos um documentário pouco inspirado sobre uma das maiores bandas da história e vários diretores grandes (como Ari Aster e Robert Eggers) entregando filmes menores e um tanto enfadonhos.
Lucas Souza
- ATENA
- A Mulher da Cabine 10
- Truque de Mestre: O 3º Ato
- Corra Que a Polícia Vem Aí!
- Caso Eloá: Refém ao Vivo
- Cazuza: Boas Novas
- Sonhos de Trem
- Echo Valley
- Presente Maldito
- A Própria Carne
De filmes denúncia sobre violência doméstica e abusos contra o sexo feminino que mais parece vangloriar esses atos, passando por remake de comédia besteirol sem fazer rir e uma tentativa muito falha de idealizar um terror claustrofóbico, que mais consegue ser um filme que dá voltas e voltas sem dizer nada. 2025 na mesma potência que tem filmes cerebrais, tem bombas enormes.
Marcos Faria
- Bugonia
- Vitória
- Depois da Caçada
- A Hora do Mal
- Amores Materialistas
- A Velha Guarda 2
- Lispectorante
- Eu Sei o Que Vocês Fizeram
- Juntos
- A Própria Carne
A maior parte destes filmes é apenas medíocre ou esquecível. Isso se aplica à metade inferior da lista, com “Amores Materialistas” flertando com o time dos filmes insuportáveis e irritantes. É nesse segundo time que “A Hora do Mal” joga, longa completamente enfadonho em sua auto-indulgência espertinha. Mas nada comparado à maligna trindade no topo da lista: Yorgos Lanthimos é uma praga enviada por Deus para punir Seus filhos; “Depois da Caçada” é um exemplar do cinema “cruelzinho de butique”, nas palavras de Marcelo Miranda; e “Vitória” é uma abominação reacionária travestida de apartidária.
Mariana Goulão
- The Electric State
- Dura de Casar
- Guerra dos Mundos
- Alarum
- Star Trek: Seção 31
- GOAT
- Branca de Neve
- Smurfs
- A Mulher no Jardim
- A Mão Que Balança o Berço
Os piores filmes de 2025 revelam um padrão claro: projetos que não conseguem sustentar suas próprias propostas. Entre grandes produções infladas por orçamento e títulos menores sem identidade definida, o ano foi marcado por narrativas frágeis, escolhas criativas inconsistentes e dependência excessiva de fórmulas prontas. Muitos apostam em universos conhecidos, nostalgia ou conceitos chamativos, mas falham em desenvolver personagens, ritmo ou tensão. O resultado é um cinema que ocupa espaço, mas raramente permanece após a sessão.
Pâmela Eurídice
- Branca de Neve
- Nas Terras Perdidas
- O Filho do Carpinteiro
- The Electric State
- Minecraft
- Duplicidade
- O’Dessa
- Guerra dos Mundos
- Tron: Ares
- Quarteto Fantástico
Todos os anos reafirmo que os piores filmes do ano são aqueles que nos decepcionam. Esse edição, no entanto, deixo esse conceito apenas para os três últimos filmes dessa lista; os quais não necessariamente sejam péssimos, eles só são anêmicos, sem expressividade. Dito isso, os cinco filmes iniciais falham em requisitos mínimos para que uma narrativa seja aproveitável e você possa suspender a crença e embarcar neles. Alguém deveria avisar Tyller Perry sobre o quanto suas produções são problemáticas e, por fim, O’Dessa é aquele tipo de musical que não sabe bem o que quer. Uma pena porque a Sadie Sink não canta mal.
Vitor Polessi
- Voo de Alto Risco
- Five Nights at Freddy’s
- Os Pestes
- Minecraft: O Filme
- Emilia Perez
- Branca de Neve
- A Morte do Unicórnio
- The Electric State
- Megan 2.0
- Wicked: For Good
Minha sorte foi que no ano passado consegui ser mais seletivo e vi menos bombas do que de costume, mas mesmo assim assisti filmes tão genéricos, rasos, apáticos e que parecem que foram escritos por Inteligência Artificial. Megan 2.0, Eletric States, Minecraft O Filme e Branca de Neve são exemplos disso, de um cinema preguiçoso e sem criatividade. Emília Perez e Wicked For Good são musicais sem músicas boas ou marcantes. Entretanto o pior filme do ano fica a cargo do novo filme dirigido por Mel Gibson, Voando Alto, que é uma ação vergonha alheira repleta de momentos patéticos e atuações dantescas.
COMO FUNCIONA O SISTEMA DE PONTUAÇÃO DO CINE SET:
Cada um dos críticos do Cine SET elege o seu ‘TOP 10’. Critério leva em conta filmes lançados nos cinemas, streaming ou televisão no Brasil entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2025.
Para cada lista, fizemos a pontuação:
1º lugar – 25 pontos
2º lugar – 18 pontos
3º lugar – 15 pontos
4º lugar – 12 pontos
5º lugar – 10 pontos
6º lugar – 8 pontos
7º lugar – 6 pontos
8º lugar – 4 pontos
9º lugar – 2 pontos
10º lugar – 1 ponto
Depois, tudo é somado e chegamos ao resultado final!
























