- Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto — 197 pontos
- Ryan Coogler, por Pecadores — 182 pontos
- Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra — 162 pontos
- Sean Baker, por Anora — 92 pontos
- Joachim Trier, por Valor Sentimental — 90 pontos
Amaury Filho
- Kleber Mendonça Filho, de O Agente Secreto
- Sean Baker, de Anora
- Halina Rejin, de Babygirl
- Paul Thomas Anderson, de Uma Batalha Após a Outra
- Hikari. de Família de Aluguel
- Yorgos Lanthimos, de Bugonia
- Dean DuBois, de Como Treinar seu Dragão
- Jacques Audiard, de Emília Pérez
- Edward Berger, de Conclave
- Anna Muylaert, de A Melhor Mãe do Mundo
Kleber me conquistou em “O Agente Secreto”, talvez porque ele tenha contado uma história que não seja sobre ele. Sean Baker faz jus ao seu Oscar, enquanto PTA ganhará por overdue. Halina Rejin evolui do mediano “Bodies, Bodies, Bodies” e Hikari faz uma ótima estreia em Hollywood.
Caio Pimenta
- Sean Baker, de Anora
- Kleber Mendonça Filho, de O Agente Secreto
- Ryan Coogler, de Pecadores
- Marcelo Caetano, de Baby
- Érico Rassi, de Oeste Outra Vez
- Joachim Trier, de Valor Sentimental
- Eva Victor, de Sorry, Baby
- Jafar Panahi, de Foi Apenas um Acidente
- Zach Cregger, de A Hora do Mal
-
Kelly Reichardt, de The Mastermind
Sean Baker consegue fazer um dos filmes mais ricos dos últimos anos pela capacidade de transitar entre gêneros, confiar nos pequenos gestos e um controle absoluto na condução das cenas e do ritmo – não à toa foi o montador de Anora. Kleber Mendonça Filho realiza seu filme mais ambicioso desde O Som ao Redor e acerta ao arriscar com várias subtramas para retratar um país sufocante para aqueles que resistem até o final. Cada um ao seu modo, Ryan Coogler e Zach Cregger fizeram um grande ano para o terror, enquanto Érico Rassi e Joachim Trier mudam de patamar no mundo do cinema com dois filmaços. Eva Victor é a grata revelação de 2025, Panahi mantém a alta média de sempre e Reichardt subverte os filmes de assalto.
Danilo Areosa
- Kleber Mendonça Filho, de O Agente Secreto
- Paul Thomas Anderson, de Uma Batalha Após a Outra
- Joachim Trier, de Valor Sentimental
- Erico Rassi, de Oeste Outra Vez
- Jafar Panahi, de Foi Apenas um Acidente
- Sean Baker, de Anora
- Ryan Coogler, de Pecadores
- Marianna Brennand, de Manas
- Zach Cregger, de A Hora do Mal
- Andrea Arnold, de Bird
Menções Honrosas:, Darren Aronofsky, Ladrões; Gustavo Mascaro, O Último Azul; Dag Johan Haugerud, Dreams; Marcelo Caetano, Baby; Gints Zilbalodis, Flow; Eva Victor, Sorry, Baby; Fernando Coimbra, Os Enforcados
2026 foi um grande ano para direção. Minha vontade era dar empate técnico de vencedor aos três primeiros dessa lista, que criaram às suas maneiras, três filmes marcantes. Andrea Arnold, Sean Baker e Erico Rassi trouxeram uma visão humana a um segmento da sociedade geralmente marginalizado. Panahi e Brennand fizeram um cinema social crítico e contundente para problemas que urgem atenção. Por fim, Zach Cregger provocou tantos sentimentos díspares entre si em A Hora do Mal: riso, medo, tensão e mistério com uma grande fluidez.
Fábio Reis
- Sean Baker, de Anora
- Noah Baumbach, de Jay Kelly
- Franklin Ritch, de A Garota Artificial
- Mohammad Rasoulof, de A Semente do Fruto Sagrado
- Magnus von Horn, de A Garota da Agulha
- Guillermo del Toro, de Frankenstein
- Gabriel Mascaro, de O Último Azul
- Marianna Brennand Fortes, de Manas
- Jafar Panahi, de Foi Apenas Um Acidente
- Paul Thomas Anderson, de Uma Batalha Após a Outra
PTA mostra que também sabe fazer thrillers sufocantes. Jafar trabalha com um naturalismo incrível sua saga sobre a confusão do ser humano. Marianna e Mascaro representam bem o Norte com seus problemas familiares e sociais através de sua delicadeza e sensibilidade. Del Toro mais uma vez aponta a monstruosidade do ser humano, com toques de intelectualidade. “A Garota da Agulha” e “A Semente do Fruto Sagrado” não seriam as potências que são sem diretores competentes. Que honra ter conhecido Franklin Ritch! Ele mostra que, com uma boa ideia, o baixo orçamento não precisa ser um problema. Baumbach tá inspirado em uma nostalgia sentimental que cativa os cinéfilos. Sean Baker, você mereceu cada Oscar com sua potente desconstrução tragicômica e caótica de Uma Linda Mulher que eu não sabia que precisava.
Ivanildo Pereira
1. Kleber Mendonça Filho, de O Agente Secreto
2. Joachim Trier, de Valor Sentimental
3. Ryan Coogler, de Pecadores
4. Paul Thomas Anderson, de Uma Batalha Após a Outra
5. Mariana Brennand, de Manas
6. Dag Johan Haugerud, de Dreams
7. Jafar Panahi, de Foi Apenas um Acidente
8. Erico Rassi, de Oeste Outra Vez
9. Clint Bentley, de Sonhos de Trem
10. Rian Johnson, de Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
Menção honrosa: Richard Linklater, de Nouvelle Vague e Blue Moon.
Os melhores diretores do ano aliaram conhecimento técnico às suas características únicas, que resultaram em obras delicadas, como Dreams, Oeste Outra Vez ou Sonhos de Trem, ou provocadoras, como Foi Apenas um Acidente ou Pecadores. Anderson e Trier foram gigantes novamente, Johnson usou toda a sua perícia para seduzir o espectador, e tem três brasileiros na minha lista – que direção especial a de Brennand! No topo, Mendonça Filho recria um mundo e nos faz mergulhar numa história que só ele poderia realmente contar.
Leonardo Barbosa
- Ryan Coogler, de Pecadores
- Paul Thomas Anderson, de Uma Batalha Após a Outra
- Joachim Trier, de Valor Sentimental
- Kleber Mendonça Filho, de O Agente Secreto
- Jafar Panahi, de Foi Apenas um Acidente
- Park Chan-wook, de A Única Saída
- Erico Rassi, de Oeste Outra Vez
- Marianna Brennand, de Manas
- Guillermo del Toro, de Frankenstein
- Gabriel Mascaro, de O Último Azul
Coogler entrega um impecável trabalho que mescla gêneros e pela ousadia e teor assumidos, apresenta seu melhor filme como diretor. PTA em mais um toque caprichoso seu na direção, mostra o porquê é um dos melhores de sua geração. Trier em escalada criativa, faz um filme consciente de sua sensibilidade, e assume um ponto irretornável na sua ótima filmografia. Kleber tem em ‘O Agente’ um de seus mais ambiciosos exercícios de arte, e o faz com tamanha fome e desejo de imprimí-lo que o resultado é excelente. Panahí volta com seu cinema-denúncia iraniano, em tons mais diretos, ele atende às complexidades de forma dinâmica sem deixar de obedecer ao próprio conceito. Park Chan Wook tem nessa empreitada o tão velho sarcasmo sulcoreano conhecido e de forma mais acentuada, mas sem perder o equilíbrio em toda a sua duração. Erico Rassi atribui-se de um velho oeste brasileiro único, onde a presença masculina opera e sem os devidos processos da alma resolvidos. Brennand faz de Manas um testemunho forte sobre o denunciar e o combater de mulheres frente à crueldade implacável. Del Toro traz em Frankenstein um íntimo retrato sobre um Monstro a desvelar-se no mundo, um atestado de descoberta e existência. Gabriel Mascaro usa os rios da Amazônia como boat movie para conscientizar sobre uma distopia assustadoramente atual, além de evidenciar uma parte pouco mostrada do país.
Leonardo Veloso
1. Paul Thomas Anderson, de Uma Batalha Após a Outra
2. Ryan Coogler, de Pecadores
3. James Cameron, de Avatar: Fogo e Cinzas
4. Zach Cregger, de A Hora do Mal
5. Kleber Mendonça Filho, de O Agente Secreto
6. Joachim Trier, de Valor Sentimental
7. Gabriel Mascaro, de O Último Azul
8. Yorgos Lanthimos, de Bugonia
9. Eva Victor, de Sorry, Baby
10. Maura Delpero, de Vermiglio
Um ano de direções marcantes, tanto para iniciantes como Eva Victor, quanto para os veteranos que continuam mostrando seu talento e consistência em suas produções. Foi o caso de PTA, Lanthimos, Kleber e Trier. Mas quem realmente surpreendeu positivamente foi Coogler, que realizou um suspense em um microcosmo, onde tudo é tão bem arquitetado que saímos do cinema boquiabertos sabendo que acabamos de presenciar algo singular… o que é tão raro esses dias.
Lucas Aflitos
- Ryan Coogler, de Pecadores
- Fernando Coimbra, de Os Enforcados
- Daniel Rezende, de O Filho de Mil Homens
- Kleber Mendonça Filho, de O Agente Secreto
- Paul Thomas Anderson, de Uma Batalha Após a Outra
- Anna Muylaert, de A Melhor Mãe do Mundo
- Edward Berger, de Conclave
- Sean Baker. de Anora
- Fernando Fraiha, de Chico Bento e a Goiabeira Maravilhosa
- Edgardo Pistone, de Adeus Garoto
Para todos os gostos e público, a direção do ano foi uma apanhado de diversidade nos temas e no olhar apurado de seus realizadores. Ryan Coogler no melhor estilo Sankofa de ser; Os Fernandos em estado de graça; KMF e seu resgate memorial é inspirador; a ficção de PTA não é tão absurda quanto a realidade; Berger em mais um trabalho minucioso e muito bem feito; Muylaert e o seu olhar sensível para com as mães solo negras; Baker e sua narrativa com os outsiders do american dream; Rezende em uma adaptação que tinha tudo para dar errado e deu muito certo e a estreia de Pistone na direção me deixou completamente satisfeito.
Lucas Pistilli
- Ryan Coogler, de Pecadores
- Brady Corbet, de O Brutalista
- Kleber Mendonça Filho, de O Agente Secreto
- Paul Thomas Anderson, de Uma Batalha Após a Outra
- Halina Reijn, de Babygirl
- Andrea Arnold, de Bird
- Joachim Trier, de Valor Sentimental
- Edward Berger, de Conclave
- Jafar Panahi, de Foi Apenas um Acidente
- Daniel Minahan, de Apostas & Segredos
2025 foi marcado por diretores que entregaram suas melhores obras até agora (como Brady Corbet, Andrea Arnold e Joachim Trier) e por diretores que retornaram à boa forma após um período de obras menores (como Paul Thomas Anderson e Jafar Panahi). No meio de tudo isso, vale celebrar duas gratas surpresas. A primeira foi ver Ryan Coogler sair do território das franquias e entregar o filme mais original do ano. A segunda foi Daniel Minahan, veterano da televisão, entregar um maduro melodrama queer na telona.
Lucas Souza
- Zach Cregger, de A Hora do Mal
- Danny Boyle, de Extermínio: A Evolução
- Paul Thomas Anderson, de Uma Batalha Após a Outra
- Kleber Mendonça Filho, de O Agente Secreto
- Lynne Ramsay, de Morra, Amor
- Esmir Filho, de Homem com H
- Kelly Reichardt, de The Mastermind
- Fernando Coimbra, de Os Enforcados
- Pedro Martín-Calero, de O Pranto do Mal
- Michael Angelo Covino, de Amores à Parte
Um ano em que as alegorias humanitárias deram vez para o imaginário fantasioso e como comunicar simulacros da realidade em prol de comentários sócio políticos, econômicos e políticos. Seja resgatando a memorabília de um passado truculento que engoliu vidas inteiras, a sobrevivência da humanidade e o resgate do amor, o presente usado como história para a posteridade como um capítulo épico de bruxaria na cidade, ou contos de amor temporais; 2025 foi um dos mais importantes dos últimos anos.
Marcos Faria
- Érico Rassi, de Oeste Outra Vez
- Rachel Szor, Hamdan Ballal, Yuval Abraham e Basel Adra, de Sem Chão
- Robert Zemeckis, de Aqui
- Sean Baker, de Anora
- Dag Johan Haugerud, de Dreams
- James Cameron, de Avatar: Fogo e Cinzas
- Christopher McQuarrie, de Missão: Impossível – Acerto de Contas – Parte 2
- Gints Zilbalodis, de Flow
- Wes Anderson, de O Esquema Fenício
- Eva Victor, de Sorry, Baby
Como na lista dos diretores, a presença de “Dreams” representa toda a trilogia que Dag Johan Haugerud lançou em 2025. Wes Anderson nos entregou seu melhor filme desde “O Grande Hotel Budapeste”, com Benício del Toro no centro de uma nova trama sobre paternidade tóxica. Não fosse o embasbacante “Oeste Outra Vez”, “Aqui” seria o filme do ano: Tom Hanks e Robin Wright, presos em uma mesma casa por toda a vida, veem seus sonhos sendo esmagados um a um enquanto o tempo avança impiedosamente. Que o filme venha travestido de melodrama açucarado tipicamente zemeckiano torna tudo ainda mais doloroso. Já “Eros” é bastante tesudo.
Mariana Goulão
- Ryan Coogler, de Pecadores
- Kleber Mendonça Filho, de O Agente Secreto
- Clint Bentley, de Sonhos de Trem
- Joachim Trier, de Valor Sentimental
- Edward Berger, de Conclave
- Jafar Panahi, de Foi Apenas um Acidente
- Paul Thomas Anderson, de Uma Batalha Após a Outra
- Zach Cregger, de A Hora do Mal
- Guillermo del Toro, de Frankenstein
- Park Chan-wook, de A Única Saída
A direção em 2025 se destacou pela confiança no gesto cinematográfico e no controle do tempo. Cineastas como Ryan Coogler e Kleber Mendonça Filho conduziram seus filmes a partir do corpo, do silêncio e da duração, transformando experiência sensorial e política em uma mesma linguagem. Em registros distintos, trabalhos como os de Clint Bentley, Joachim Trier e Edward Berger apostaram na contenção, na montagem e no espaço como motores dramáticos, enquanto autores mais expansivos como Paul Thomas Anderson, Guillermo del Toro e Park Chan-wook reafirmaram o rigor formal como ferramenta de tensão e significado. Em comum, essas direções recusam o excesso explicativo e reafirmam o cinema como construção de tempo, espaço e olhar.
Pâmela Eurídice
- Kleber Mendonça Filho, por O Agente Secreto
- Ryan Coogler, por Pecadores
- Jafar Panahi, por Foi Apenas um Acidente
- Rafaela Camelo, por A Natureza das Coisas Invisíveis
- Joachim Trier, por Valor Sentimental
- Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
- Gabriel Mascaro, por O Último Azul
- Andrea Arnold, por Bird
- Erico Rassi, por Oeste Outra Vez
- Eva Victor, por Sorry, Baby
Todos os diretores que me chamaram atenção esse ano tem como principal característica sua marca autoral. A partir dessa identidade tão intensa em sua filmografia, eles conseguem ter uma unidade que se apresenta no ritmo como em Uma Batalha Após a outra e Valor Sentimental, na direção de atores com destaque para Bird e A natureza das coisas invisíveis, mas principalmente no subtexto e simbolismo que é o que Mascaro e Eva Victor fazem. Mas o pódio dessa categoria consegue elencar tudo isso e carregar uma potência imagética que se acentua pela memória e as camadas coletivas que estes diretores carregam e trazem nos seus filmes.
Vítor Polessi
- Paul Thomas Anderson, por Uma Batalha Após a Outra
- Jafar Panahi, por Foi Apenas um Acidente
- Ryan Coogler, por Pecadores
- Rian Johnson, por Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
- Joseph Kosinski, por F1
- Eva Victor, por Sorry, Baby
- Fernando Coimbra, por Os Enforcados
- Erico Rassi, por Oeste Outra Vez
- Ben Leonberg, por Bom Menino
- James Cameron, por Avatar: Fogo e Cinzas
Paul Thomas Anderson mais uma vez impressiona com sua direção ambiciosa e intensa em Uma Batalha após a Outra. Panahi faz um manifesto em forma de filme e Ryan reverencia a cultura da música negra, além de desconstruir o gênero de vampiro com tamanha competência. Ryan Johnson reinventa dentro de sua própria franquia, conduzindo brilhantemente mais um mistério. Joseph Kosinski e James Cameron elevam seus filmes com uma direção escapista impecável. Em direções estreantes, Eva Victor traz toda uma sutileza excepcional enquanto Ben Leonberg impacta ao dirigir o cachorro Indy. No cinema nacional, Fernando Coimbra e Érico Rassi se destacam em um suspense cheio de nuances e um western sobre solidão e masculinidade.
COMO FUNCIONA O SISTEMA DE PONTUAÇÃO DO CINE SET:
Cada um dos críticos do Cine SET elege o seu ‘TOP 10’. Critério leva em conta filmes lançados nos cinemas, streaming ou televisão no Brasil entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2025.
Para cada lista, fizemos a pontuação:
1º lugar – 25 pontos
2º lugar – 18 pontos
3º lugar – 15 pontos
4º lugar – 12 pontos
5º lugar – 10 pontos
6º lugar – 8 pontos
7º lugar – 6 pontos
8º lugar – 4 pontos
9º lugar – 2 pontos
10º lugar – 1 ponto
Depois, tudo é somado e chegamos ao resultado final!

























