1. Renate Reinsve, por Valor Sentimental185 PONTOS
  2. Mikey Madison, por Anora175 PONTOS
  3. Jennifer Lawrence, por Morra, Amor125 PONTOS
  4. Emma Stone, por Bugonia107 PONTOS
  5. Eva Victor, por Sorry, Baby104 PONTOS

Amaury Filho

  1. Nicole Kidman, por Babygirl
  2. Mikey Madison, por Anora
  3. Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
  4. Karla Sofía Gascón, por Emília Pérez
  5. Emma Stone, por Bugonia
  6. Cynthia Erivo, por Wicked: For Good
  7. Angelina Jolie, por Maria
  8. Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
  9. Julia Roberts, por Depois da Caçada
  10. Lea Myren, por A Meia-Irmã Feia

Nicole Kidman é uma joia rara no cinema, e é uma pena que a Academia só a reconheça em performances contidas. Mikey, contida na vida privada, explode na tela e crava seu futuro de sucesso. Cruz brilha como mãe solo, enquanto Stone diverte como alienígena. Julia, Jennifer e Jolie apenas querem outra estatueta, mas não vai ser dessa vez.

Caio Pimenta

  1. Mikey Madison, por Anora
  2. Denise Weinberg, por O Último Azul
  3. Renate Reinsve, por Valor Sentimental
  4. Eva Victor, por Sorry,Baby
  5. Tessa Thompson, por Hedda
  6. Emma Stone, por Bugonia
  7. Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra
  8. Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
  9. Nicole Kidman, por Babygirl
  10. Jennifer Lawrence, por Morra, Amor

Claro que a nossa torcida era toda por Fernanda Torres no Oscar 2025, mas, não faça a blasfêmia de comparar Mikey Madison com Gwyneth Paltrow. Atuar vai muito além de expressar alegria ou tristeza com intensidade ou comedimento; há uma entrega física absurda por trás de certos trabalhos. Foram o que provaram tanto Jennifer Lawrence e Shirley Cruz de modos mais histriônicos como Denise Weinberg subindo e descendo, indo de um lado para o outro em uma Amazônia acolhedora e hostil. Eva Victor opera no vazio do trauma, Emma Stone se diverte de novo com Lanthimos, Infiniti segura a barra de estrear nos cinemas sob o comando de Paul Thomas Anderson e ao lado de gigantes do cinema americano, Kidman arrasa morrendo de tesão.

Danilo Areosa

  1. Renate Reinsve, por Valor Sentimental
  2. Mikey Madison, por Anora
  3. Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
  4. Emma Stone, por Bugonia
  5. Leandra Leal, por Os Enforcados
  6. Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra
  7. Nykiya Adams, por Bird
  8. Eva Victor, por Sorry, Baby
  9. Ella Øverbye, por Dreams
  10. Jamile Correa, por Manas

 Menções Honrosas: Denise Weinberg, O Último Azul; Lea Myren, Meia-irmã Feia; Julia Garner, A Hora do Mal; Shirley Cruz, A Melhor Mãe do Mundo

Renate Reinsve, Mikey Madison e Jennifer Lawrence retrataram mulheres intensas, fortes e marcantes nas telas, daquelas que ficaríamos horas e horas assistindo para conhecer ainda mais um pouco de suas personalidades. Emma Stone e Leandra Leal nos conquistaram com as interpretações dúbias de suas antagonistas. A juventude comandada por Nykiya Adams, Chase Infiniti e Jamile Correa reluziram em tela e demonstraram serem gratas revelações. Já Ella Øverbye e Eva Victor souberam personificar as dúvidas, inquietações e doçura de suas protagonistas.

Fábio Reis

  1. Mikey Madison, em Anora
  2. Rose Byrne, em Se Eu Tivesse Pernas, Te Chutaria
  3. Julia Roberts, em Depois da Caçada
  4. Ana de Armas, em Eden
  5. Vanessa Kirby, em Eden
  6. Sydney Sweeney, em Eden
  7. Emma Stone, em Bugonia
  8. Jennifer Lawrence, em Morra, Amor
  9. Tessa Thompson, em Hedda
  10. Keira Knightley, em A Mulher na Cabine 10

Knightley entrega demais nesse thriller intrigante. Thompson em grande estilo, carregando o filme. Lawrence e Byrne em um experimento social bizarro que também são o melhor de seus filmes. Emma Stone querendo seu terceiro Oscar com louvor. Eden tem três interpretações femininas formidáveis, cada uma com enfoques muito específicos e magnéticos. Julia Roberts, apesar de esnobada, em um papel intimista único em sua trajetória. Mikey Madison, uma força da natureza em forma de mulher, aprendeu russo e dança sensual, além de ir de um extremo emocional a outro como poucas atrizes, ainda tão jovem. Merecido seu Oscar. Sobre os haters brasileiros, que bom que ela não tem redes sociais.

Ivanildo Pereira

  1. Renate Reinsve, por Valor Sentimental
  2. Eva Victor, por Sorry, Baby
  3. Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
  4. Tessa Thompson, por Hedda
  5. Ella Øverbye, por Dreams
  6. Jamilli Correa, por Manas
  7. Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
  8. Emma Stone, por Bugonia
  9. Denise Weinberg, por O Último Azul
  10. Lea Myren, por A Meia-Irmã Feia

Coragem foi o termo que definiu os melhores desempenhos femininos do ano: temos aqui desempenhos destemidos, tanto de nomes experientes das telas como Stone, Lawrence e Thompson, quanto de jovens revelações como Correa, Øverbye e Myren. Cruz e Weinberg iluminaram seus filmes em belos momentos do cinema nacional, e Victor surpreendeu com a façanha de dirigir a si mesma em Sorry Baby. Já Reinsve foi a minha favorita numa atuação forte, inteligente, altamente emocional e também corajosa.

Leonardo Barbosa

  1. Renate Reinsve, por Valor Sentimental
  2. Denise Weinberg, por O Último Azul
  3. Mikey Madison, por Anora
  4. Victoria Carmen Sonne, por A Garota da Agulha
  5. Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra
  6. Jamilli Correa, por Manas
  7. Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
  8. Leandra Leal, por Os Enforcados
  9. Julia Garner, por A Hora do Mal
  10. Elizabeth Olsen, por Eternidade

Reinsve personifica a solidão, uma tristeza advinda de lugares próximos mas com grande desejo de ser e estar presente. A Teresa, de Weinberg busca se levantar em meio a tanta negligência e descaso, pois sabe e sente que não será mais protegida por ser quem é. Madison preenche cada cantinho de Anora com coragem e sensatez ao reconhecer a natureza confusa de sua personagem, e a potencializa. Carmen Sonne evidencia o calvário diário de sua personagem e com ações irreparáveis. Infinite em seu início de carreira, já mostra o potencial de atuação ao dar à sua Willa caminhos interessantes de se tomar. Jamille Correa assimila o cenário sensível da história e se guia por uma condução natural sem estremecimentos. Lawrence transmite bem o conflito de uma mulher embriagada pela dor e culpa. Leandra se destaca pela imponência e a maneira que toma pra si qualquer vestígio do filme. Garner é grande ao entender como lidar com situações específicas da personagem. E Olsen estáa muito bem sabendo dosar comédia e drama perfeitamente.

Leonardo Veloso

  1. Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
  2. Danielle Deadwyler, por A Mulher no Jardim
  3. Mikey Madison, por Anora
  4. Renate Reinsve, por Valor Sentimental
  5. Emma Stone, por Bugonia
  6. Eva Victor, por Sorry, Baby
  7. Dakota Johnson, por Amores Materialistas e Amores à Parte
  8. Felicity Jones, por O Brutalista
  9. Rachel Zegler, por Branca de Neve
  10. Fernanda Montenegro, por Vitória

Rachel Zegler mereceu uma vaga nesta lista por conseguir salvar apenas com seu talento e carisma a fábula da Disney que foi um fracasso em tantos aspectos. Dakota se consagrou como uma atriz feita para comédias românticas e eu mal posso esperar para assisti-la em futuras produções. Danielle merecia mais destaque nas premiações pela sua excelente desenvoltura no suspense psicológico “A Mulher no Jardim”. E se Wagner não tivesse ganhado a palma de ouro de melhor ator em Cannes ano passado, arrisco dizer que esse prêmio poderia ser de JLaw, por dar vida a uma mãe com depressão pós-parto à beira de um ataque de nervos. Nunca conseguimos saber o próximo passo da personagem e Lawrence conseguiu executar isso com maestria em “Morra, Amor”.

Lucas Aflitos

  1. Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
  2. Leandra Leal, por Os Enforcados
  3. Denise Fraga, por Sonhar com Leões
  4. Denise Weinberg, por O Último Azul
  5. Paulina García, por Querido Trópico
  6. Sally Hawkins, por Faça Ela Voltar
  7. Jenny Navarrete, por Querido Trópico
  8. Kathleen Chalfant, por Toque Familiar
  9. Mikey Madison, por Anora
  10. Hélène Vincent, por Quando Chega o Outono

MENÇÃO HONROSA: Renate Reinsve (Valor Sentimental); Sinara Teles (Suçuarana) e Diana Mattos (Betânia).

O dito e o não dito, a ação, a causa e o efeito, a memória e maternidade permeiam a vida dessas atrizes que deram vida à mulheres complexas e com o peso sobre os ombros. Mas não poderia ser diferente Shirley Cruz no topo da lista, só a cena inicial do filme já se justifica por si só. Destaque também para Paulina Garcia e Kathleen Chalfant interpretando grandes matriarcas que sofrem com a chegada da demência e Sally Hawkins assombrosa em um dos melhores terror do ano. A parceria de Fernando Coimbra e Leandra Leal é ouro e ele consegue extrair sempre o melhor de uma atriz que nunca está abaixo do excelente. Em resumo, mais um excelente ano para elas que nunca nos decepcionam.

Lucas Pistilli

  1. Renate Reinsve, por Valor Sentimental
  2. Nykiya Adams, por Bird
  3. Pamela Anderson, por A Última Showgirl
  4. Daisy Edgar-Jones, por Apostas & Segredos
  5. Emma Stone, por Bugonia
  6. Nicole Kidman, por Babygirl
  7. Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra
  8. Julia Roberts, por Depois da Caçada
  9. Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
  10. Sandra Hüller, por O Grande Golpe do Leste

Foi animador ver atrizes de várias nacionalidades e em diferentes estágios da carreira brilhando esse ano. Dentre as minhas, foi a lista mais diversificada nesse sentido. Tivemos tanto atrizes consistentemente brilhantes mantendo suas boas fases (Emma Stone e Jennifer Lawrence) quanto grandes retornos (Pamela Anderson e Julia Roberts) e estreias memoráveis (Nykiya Adams e Chase Infiniti). No entanto, não teve jeito: a Nora de Renate Reinsve foi a performance feminina mais memorável dos últimos anos e com a qual foi impossível não se emocionar.

Lucas Souza

  1. Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
  2. Leandra Leal, por Os Enforcados
  3. Eva Victor, por Sorry, Baby
  4. Julia Roberts, por Depois da Caçada
  5. Sally Hawkins, por Faça Ela Voltar
  6. Adria Arjona, por Amores à Parte
  7. Hassie Harrison, por Animais Perigosos
  8. Jodie Comer, por Extermínio: A Evolução
  9. Emma Stone, por Bugonia
  10. Molly Gordon, por Oi, Sumido!

Em um ano de filmes majoritariamente de olhares e vivências femininas, as atuações não poderiam ter uma força maior do que as que rankei. Recentemente com a campanha de Marty Supreme foi levantado uma pauta interessante de que mulheres não podem entrar em método, pois há uma vida posterior após o trabalho. Pauta interessante em um ano forte de vozes femininas no cinema na frente ou atrás das câmeras.

Marcos Faria

  1. Mikey Madison, por Anora
  2. Lily-Rose Depp, por Nosferatu
  3. Robin Wright, por Aqui
  4. Isabelle Huppert, por As Aventuras de uma Francesa
  5. Sally Hawkins, por Faça Ela Voltar
  6. Eva Victor, por Sorry, Baby
  7. Laura Brandão, por A Natureza das Coisas Invisíveis
  8. Ella Øverbye, por Dreams
  9. Mia Threapleton, por O Esquema Fenício
  10. Britt Lower, por Conselhos de um Serial Killer

Lily Rose-Depp está espetacular em “Nosferatu”, primeiro filme de Robert Eggers que eu tolero desde “A Bruxa”. Robin Wright, sob aquela maquiagem de deep fake horrorosa, é a alma de “Aqui”, um filme estranhíssimo sobre o gosto amargo de vidas desperdiçadas. O close na cara de Isabelle Huppert perto do fim de “As Aventuras de uma Francesa na Coreia” não deixou minha mente desde que vi o filme.

Mariana Goulão

  1. Renate Reinsve, por Valor Sentimental
  2. Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
  3. Emma Stone, por Bugonia
  4. Julia Roberts, por Depois da Caçada
  5. Cynthia Erivo, por Wicked: Parte 2
  6. Mikey Madison, por Anora
  7. Eva Victor, por Sorry, Baby
  8. Lea Myren, por A Meia-Irmã Feia
  9. Lily-Rose Depp, por Nosferatu
  10. Angelina Jolie, por Maria

As atuações femininas de 2025 se destacam pelo rigor no controle emocional e pela disposição ao risco. São protagonistas que sustentam seus filmes pelo corpo, pela fala e, muitas vezes, pelo silêncio, articulando colapso, contenção e ambiguidade moral como motores narrativos. De trabalhos marcados pela introspecção (Valor Sentimental) a performances em estado de instabilidade contínua (Die, My Love, Anora), o ano reafirma o protagonismo feminino como espaço de tensão, conflito e construção formal.

Pâmela Eurídice

  1. Renate Reinsve, por Valor Sentimental
  2. Emma Stone, por Bugonia
  3. Denise Weinberg, por O Último Azul
  4. Leandra Leal, por Os Enforcados
  5. Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
  6. Eva Victor, por Sorry, Baby
  7. Mikey Madison, por Anora
  8. Soheila Golestani, por A Semente do Fruto Sagrado
  9. Pamela Anderson, por The Last Showgirl
  10. Victoria Carmen Sonne, por A Garota da Agulha

Três fatores se destacam na minha escolha: presença, risco e sensibilidade. Todas entram no primeiro quesito, afinal seus respectivos filmes crescem toda vez que elas aparecem em tela. Por outro lado, há aquelas que se destacam pelo risco da entrega e de explorar novos ângulos para as narrativas, é o caso de Leandra Leal, Jennifer Lawrence, Eva Victor, Mikey Madison e Vic Carmem Sonne. Já a sensibilidade, em suas variadas facetas, é o que põe nessa lista personalidade como minha xará Pâmela Anderson, ao interpretar uma mulher que não consegue dizer adeus ao show que fez parte de toda a sua vida; Soheila Golestani e o desafio de guiar sua família em um ambiente patriarcal e hostil; Denise Weinberg e as aventuras do corpo idoso que quer viver, se permitir, experimentar coisas novas, Emma Stone e a busca pela sobrevivência. No entanto, é na metalinguagem de Valor Sentimental e nos conflitos enfrentados por Nora que se abriga a grande interpretação feminina dos filmes lançados em 2025.

Vitor Polessi

  1. Eva Victor, por Sorry, Baby
  2. Mikey Madison, por Anora
  3. Denise Weinberg, por O Último Azul
  4. Emma Stone, por Bugonia
  5. Lea Myren, por A Meia-Irmã Feia
  6. Renate Reinsve, por Valor Sentimental
  7. Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra
  8. Sophie Thatcher, por Acompanhante Perfeita
  9. Leandra Leal, por Os Enforcados
  10. Vanessa Kirby, por Quarteto Fantástico: Primeiros Passos

Em sua estreia, Eva Victor já impressiona com seu trabalho carregado de sensibilidade e personalidade. Mikey Madison dá humanidade, charme e ímpeto à sua Ani. Mais uma vez, Emma Stone entrega um ótimo trabalho em mais uma parceria com Yorgos. No terror, Lea Myren e Sophie Thatcher foram dois destaques pouco comentados, mas que entregam performances sólidas. Renate Reinsve mais uma vez convence com os conflitos e dilemas internos de sua personagem. Chase Infinite é o contraponto mais sóbrio de Uma Batalha após a Outra. Na parte dos Blockbusters, Vanessa Kirby é o coração de Quarteto Fantástico. Na ala Brazuca, Denise Weinberg conquista com sua determinação inspiradora e Leandra Leal mostra mais uma vez seu talento magnético em tela.

COMO FUNCIONA O SISTEMA DE PONTUAÇÃO DO CINE SET:

Cada um dos críticos do Cine SET elege o seu ‘TOP 10’. Critério leva em conta filmes lançados nos cinemas, streaming ou televisão no Brasil entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2025.

Para cada lista, fizemos a pontuação:

1º lugar – 25 pontos

2º lugar – 18 pontos

3º lugar – 15 pontos

4º lugar – 12 pontos

5º lugar – 10 pontos

6º lugar – 8 pontos

7º lugar – 6 pontos

8º lugar – 4 pontos

9º lugar – 2 pontos

10º lugar – 1 ponto

Depois, tudo é somado e chegamos ao resultado final!

Autor

  • Editor-chefe do Cine Set. Exerce o cargo de diretor de programas na TV Ufam. Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas com curso de pós-graduação na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.

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