- Renate Reinsve, por Valor Sentimental – 185 PONTOS
- Mikey Madison, por Anora – 175 PONTOS
- Jennifer Lawrence, por Morra, Amor – 125 PONTOS
- Emma Stone, por Bugonia – 107 PONTOS
- Eva Victor, por Sorry, Baby – 104 PONTOS
Amaury Filho
- Nicole Kidman, por Babygirl
- Mikey Madison, por Anora
- Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
- Karla Sofía Gascón, por Emília Pérez
- Emma Stone, por Bugonia
- Cynthia Erivo, por Wicked: For Good
- Angelina Jolie, por Maria
- Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
- Julia Roberts, por Depois da Caçada
- Lea Myren, por A Meia-Irmã Feia
Nicole Kidman é uma joia rara no cinema, e é uma pena que a Academia só a reconheça em performances contidas. Mikey, contida na vida privada, explode na tela e crava seu futuro de sucesso. Cruz brilha como mãe solo, enquanto Stone diverte como alienígena. Julia, Jennifer e Jolie apenas querem outra estatueta, mas não vai ser dessa vez.
Caio Pimenta
- Mikey Madison, por Anora
- Denise Weinberg, por O Último Azul
- Renate Reinsve, por Valor Sentimental
- Eva Victor, por Sorry,Baby
- Tessa Thompson, por Hedda
-
Emma Stone, por Bugonia
-
Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra
-
Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
-
Nicole Kidman, por Babygirl
-
Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
Claro que a nossa torcida era toda por Fernanda Torres no Oscar 2025, mas, não faça a blasfêmia de comparar Mikey Madison com Gwyneth Paltrow. Atuar vai muito além de expressar alegria ou tristeza com intensidade ou comedimento; há uma entrega física absurda por trás de certos trabalhos. Foram o que provaram tanto Jennifer Lawrence e Shirley Cruz de modos mais histriônicos como Denise Weinberg subindo e descendo, indo de um lado para o outro em uma Amazônia acolhedora e hostil. Eva Victor opera no vazio do trauma, Emma Stone se diverte de novo com Lanthimos, Infiniti segura a barra de estrear nos cinemas sob o comando de Paul Thomas Anderson e ao lado de gigantes do cinema americano, Kidman arrasa morrendo de tesão.
Danilo Areosa
- Renate Reinsve, por Valor Sentimental
- Mikey Madison, por Anora
- Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
- Emma Stone, por Bugonia
- Leandra Leal, por Os Enforcados
- Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra
- Nykiya Adams, por Bird
- Eva Victor, por Sorry, Baby
- Ella Øverbye, por Dreams
- Jamile Correa, por Manas
Menções Honrosas: Denise Weinberg, O Último Azul; Lea Myren, Meia-irmã Feia; Julia Garner, A Hora do Mal; Shirley Cruz, A Melhor Mãe do Mundo
Renate Reinsve, Mikey Madison e Jennifer Lawrence retrataram mulheres intensas, fortes e marcantes nas telas, daquelas que ficaríamos horas e horas assistindo para conhecer ainda mais um pouco de suas personalidades. Emma Stone e Leandra Leal nos conquistaram com as interpretações dúbias de suas antagonistas. A juventude comandada por Nykiya Adams, Chase Infiniti e Jamile Correa reluziram em tela e demonstraram serem gratas revelações. Já Ella Øverbye e Eva Victor souberam personificar as dúvidas, inquietações e doçura de suas protagonistas.
Fábio Reis
- Mikey Madison, em Anora
- Rose Byrne, em Se Eu Tivesse Pernas, Te Chutaria
- Julia Roberts, em Depois da Caçada
- Ana de Armas, em Eden
- Vanessa Kirby, em Eden
- Sydney Sweeney, em Eden
- Emma Stone, em Bugonia
- Jennifer Lawrence, em Morra, Amor
- Tessa Thompson, em Hedda
- Keira Knightley, em A Mulher na Cabine 10
Knightley entrega demais nesse thriller intrigante. Thompson em grande estilo, carregando o filme. Lawrence e Byrne em um experimento social bizarro que também são o melhor de seus filmes. Emma Stone querendo seu terceiro Oscar com louvor. Eden tem três interpretações femininas formidáveis, cada uma com enfoques muito específicos e magnéticos. Julia Roberts, apesar de esnobada, em um papel intimista único em sua trajetória. Mikey Madison, uma força da natureza em forma de mulher, aprendeu russo e dança sensual, além de ir de um extremo emocional a outro como poucas atrizes, ainda tão jovem. Merecido seu Oscar. Sobre os haters brasileiros, que bom que ela não tem redes sociais.
Ivanildo Pereira
- Renate Reinsve, por Valor Sentimental
- Eva Victor, por Sorry, Baby
- Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
- Tessa Thompson, por Hedda
- Ella Øverbye, por Dreams
- Jamilli Correa, por Manas
- Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
- Emma Stone, por Bugonia
- Denise Weinberg, por O Último Azul
- Lea Myren, por A Meia-Irmã Feia
Coragem foi o termo que definiu os melhores desempenhos femininos do ano: temos aqui desempenhos destemidos, tanto de nomes experientes das telas como Stone, Lawrence e Thompson, quanto de jovens revelações como Correa, Øverbye e Myren. Cruz e Weinberg iluminaram seus filmes em belos momentos do cinema nacional, e Victor surpreendeu com a façanha de dirigir a si mesma em Sorry Baby. Já Reinsve foi a minha favorita numa atuação forte, inteligente, altamente emocional e também corajosa.
Leonardo Barbosa
- Renate Reinsve, por Valor Sentimental
- Denise Weinberg, por O Último Azul
- Mikey Madison, por Anora
- Victoria Carmen Sonne, por A Garota da Agulha
- Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra
- Jamilli Correa, por Manas
- Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
- Leandra Leal, por Os Enforcados
- Julia Garner, por A Hora do Mal
- Elizabeth Olsen, por Eternidade
Reinsve personifica a solidão, uma tristeza advinda de lugares próximos mas com grande desejo de ser e estar presente. A Teresa, de Weinberg busca se levantar em meio a tanta negligência e descaso, pois sabe e sente que não será mais protegida por ser quem é. Madison preenche cada cantinho de Anora com coragem e sensatez ao reconhecer a natureza confusa de sua personagem, e a potencializa. Carmen Sonne evidencia o calvário diário de sua personagem e com ações irreparáveis. Infinite em seu início de carreira, já mostra o potencial de atuação ao dar à sua Willa caminhos interessantes de se tomar. Jamille Correa assimila o cenário sensível da história e se guia por uma condução natural sem estremecimentos. Lawrence transmite bem o conflito de uma mulher embriagada pela dor e culpa. Leandra se destaca pela imponência e a maneira que toma pra si qualquer vestígio do filme. Garner é grande ao entender como lidar com situações específicas da personagem. E Olsen estáa muito bem sabendo dosar comédia e drama perfeitamente.
Leonardo Veloso
- Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
- Danielle Deadwyler, por A Mulher no Jardim
- Mikey Madison, por Anora
- Renate Reinsve, por Valor Sentimental
- Emma Stone, por Bugonia
- Eva Victor, por Sorry, Baby
- Dakota Johnson, por Amores Materialistas e Amores à Parte
- Felicity Jones, por O Brutalista
- Rachel Zegler, por Branca de Neve
- Fernanda Montenegro, por Vitória
Rachel Zegler mereceu uma vaga nesta lista por conseguir salvar apenas com seu talento e carisma a fábula da Disney que foi um fracasso em tantos aspectos. Dakota se consagrou como uma atriz feita para comédias românticas e eu mal posso esperar para assisti-la em futuras produções. Danielle merecia mais destaque nas premiações pela sua excelente desenvoltura no suspense psicológico “A Mulher no Jardim”. E se Wagner não tivesse ganhado a palma de ouro de melhor ator em Cannes ano passado, arrisco dizer que esse prêmio poderia ser de JLaw, por dar vida a uma mãe com depressão pós-parto à beira de um ataque de nervos. Nunca conseguimos saber o próximo passo da personagem e Lawrence conseguiu executar isso com maestria em “Morra, Amor”.
Lucas Aflitos
- Shirley Cruz, por A Melhor Mãe do Mundo
- Leandra Leal, por Os Enforcados
- Denise Fraga, por Sonhar com Leões
- Denise Weinberg, por O Último Azul
- Paulina García, por Querido Trópico
- Sally Hawkins, por Faça Ela Voltar
- Jenny Navarrete, por Querido Trópico
- Kathleen Chalfant, por Toque Familiar
- Mikey Madison, por Anora
- Hélène Vincent, por Quando Chega o Outono
MENÇÃO HONROSA: Renate Reinsve (Valor Sentimental); Sinara Teles (Suçuarana) e Diana Mattos (Betânia).
O dito e o não dito, a ação, a causa e o efeito, a memória e maternidade permeiam a vida dessas atrizes que deram vida à mulheres complexas e com o peso sobre os ombros. Mas não poderia ser diferente Shirley Cruz no topo da lista, só a cena inicial do filme já se justifica por si só. Destaque também para Paulina Garcia e Kathleen Chalfant interpretando grandes matriarcas que sofrem com a chegada da demência e Sally Hawkins assombrosa em um dos melhores terror do ano. A parceria de Fernando Coimbra e Leandra Leal é ouro e ele consegue extrair sempre o melhor de uma atriz que nunca está abaixo do excelente. Em resumo, mais um excelente ano para elas que nunca nos decepcionam.
Lucas Pistilli
- Renate Reinsve, por Valor Sentimental
- Nykiya Adams, por Bird
- Pamela Anderson, por A Última Showgirl
- Daisy Edgar-Jones, por Apostas & Segredos
- Emma Stone, por Bugonia
- Nicole Kidman, por Babygirl
- Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra
- Julia Roberts, por Depois da Caçada
- Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
- Sandra Hüller, por O Grande Golpe do Leste
Foi animador ver atrizes de várias nacionalidades e em diferentes estágios da carreira brilhando esse ano. Dentre as minhas, foi a lista mais diversificada nesse sentido. Tivemos tanto atrizes consistentemente brilhantes mantendo suas boas fases (Emma Stone e Jennifer Lawrence) quanto grandes retornos (Pamela Anderson e Julia Roberts) e estreias memoráveis (Nykiya Adams e Chase Infiniti). No entanto, não teve jeito: a Nora de Renate Reinsve foi a performance feminina mais memorável dos últimos anos e com a qual foi impossível não se emocionar.
Lucas Souza
- Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
- Leandra Leal, por Os Enforcados
- Eva Victor, por Sorry, Baby
- Julia Roberts, por Depois da Caçada
- Sally Hawkins, por Faça Ela Voltar
- Adria Arjona, por Amores à Parte
- Hassie Harrison, por Animais Perigosos
- Jodie Comer, por Extermínio: A Evolução
- Emma Stone, por Bugonia
- Molly Gordon, por Oi, Sumido!
Em um ano de filmes majoritariamente de olhares e vivências femininas, as atuações não poderiam ter uma força maior do que as que rankei. Recentemente com a campanha de Marty Supreme foi levantado uma pauta interessante de que mulheres não podem entrar em método, pois há uma vida posterior após o trabalho. Pauta interessante em um ano forte de vozes femininas no cinema na frente ou atrás das câmeras.
Marcos Faria
- Mikey Madison, por Anora
- Lily-Rose Depp, por Nosferatu
- Robin Wright, por Aqui
- Isabelle Huppert, por As Aventuras de uma Francesa
- Sally Hawkins, por Faça Ela Voltar
- Eva Victor, por Sorry, Baby
- Laura Brandão, por A Natureza das Coisas Invisíveis
- Ella Øverbye, por Dreams
- Mia Threapleton, por O Esquema Fenício
- Britt Lower, por Conselhos de um Serial Killer
Lily Rose-Depp está espetacular em “Nosferatu”, primeiro filme de Robert Eggers que eu tolero desde “A Bruxa”. Robin Wright, sob aquela maquiagem de deep fake horrorosa, é a alma de “Aqui”, um filme estranhíssimo sobre o gosto amargo de vidas desperdiçadas. O close na cara de Isabelle Huppert perto do fim de “As Aventuras de uma Francesa na Coreia” não deixou minha mente desde que vi o filme.
Mariana Goulão
- Renate Reinsve, por Valor Sentimental
- Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
- Emma Stone, por Bugonia
- Julia Roberts, por Depois da Caçada
- Cynthia Erivo, por Wicked: Parte 2
- Mikey Madison, por Anora
- Eva Victor, por Sorry, Baby
- Lea Myren, por A Meia-Irmã Feia
- Lily-Rose Depp, por Nosferatu
- Angelina Jolie, por Maria
As atuações femininas de 2025 se destacam pelo rigor no controle emocional e pela disposição ao risco. São protagonistas que sustentam seus filmes pelo corpo, pela fala e, muitas vezes, pelo silêncio, articulando colapso, contenção e ambiguidade moral como motores narrativos. De trabalhos marcados pela introspecção (Valor Sentimental) a performances em estado de instabilidade contínua (Die, My Love, Anora), o ano reafirma o protagonismo feminino como espaço de tensão, conflito e construção formal.
Pâmela Eurídice
- Renate Reinsve, por Valor Sentimental
- Emma Stone, por Bugonia
- Denise Weinberg, por O Último Azul
- Leandra Leal, por Os Enforcados
- Jennifer Lawrence, por Morra, Amor
- Eva Victor, por Sorry, Baby
- Mikey Madison, por Anora
- Soheila Golestani, por A Semente do Fruto Sagrado
- Pamela Anderson, por The Last Showgirl
- Victoria Carmen Sonne, por A Garota da Agulha
Três fatores se destacam na minha escolha: presença, risco e sensibilidade. Todas entram no primeiro quesito, afinal seus respectivos filmes crescem toda vez que elas aparecem em tela. Por outro lado, há aquelas que se destacam pelo risco da entrega e de explorar novos ângulos para as narrativas, é o caso de Leandra Leal, Jennifer Lawrence, Eva Victor, Mikey Madison e Vic Carmem Sonne. Já a sensibilidade, em suas variadas facetas, é o que põe nessa lista personalidade como minha xará Pâmela Anderson, ao interpretar uma mulher que não consegue dizer adeus ao show que fez parte de toda a sua vida; Soheila Golestani e o desafio de guiar sua família em um ambiente patriarcal e hostil; Denise Weinberg e as aventuras do corpo idoso que quer viver, se permitir, experimentar coisas novas, Emma Stone e a busca pela sobrevivência. No entanto, é na metalinguagem de Valor Sentimental e nos conflitos enfrentados por Nora que se abriga a grande interpretação feminina dos filmes lançados em 2025.
Vitor Polessi
- Eva Victor, por Sorry, Baby
- Mikey Madison, por Anora
- Denise Weinberg, por O Último Azul
- Emma Stone, por Bugonia
- Lea Myren, por A Meia-Irmã Feia
- Renate Reinsve, por Valor Sentimental
- Chase Infiniti, por Uma Batalha Após a Outra
- Sophie Thatcher, por Acompanhante Perfeita
- Leandra Leal, por Os Enforcados
- Vanessa Kirby, por Quarteto Fantástico: Primeiros Passos
Em sua estreia, Eva Victor já impressiona com seu trabalho carregado de sensibilidade e personalidade. Mikey Madison dá humanidade, charme e ímpeto à sua Ani. Mais uma vez, Emma Stone entrega um ótimo trabalho em mais uma parceria com Yorgos. No terror, Lea Myren e Sophie Thatcher foram dois destaques pouco comentados, mas que entregam performances sólidas. Renate Reinsve mais uma vez convence com os conflitos e dilemas internos de sua personagem. Chase Infinite é o contraponto mais sóbrio de Uma Batalha após a Outra. Na parte dos Blockbusters, Vanessa Kirby é o coração de Quarteto Fantástico. Na ala Brazuca, Denise Weinberg conquista com sua determinação inspiradora e Leandra Leal mostra mais uma vez seu talento magnético em tela.
COMO FUNCIONA O SISTEMA DE PONTUAÇÃO DO CINE SET:
Cada um dos críticos do Cine SET elege o seu ‘TOP 10’. Critério leva em conta filmes lançados nos cinemas, streaming ou televisão no Brasil entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2025.
Para cada lista, fizemos a pontuação:
1º lugar – 25 pontos
2º lugar – 18 pontos
3º lugar – 15 pontos
4º lugar – 12 pontos
5º lugar – 10 pontos
6º lugar – 8 pontos
7º lugar – 6 pontos
8º lugar – 4 pontos
9º lugar – 2 pontos
10º lugar – 1 ponto
Depois, tudo é somado e chegamos ao resultado final!


























