- Wagner Moura, por O Agente Secreto – 291 PONTOS
- Michael B. Jordan, por Pecadores – 160 PONTOS
- Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra – 148 PONTOS
- Ralph Fiennes, por Conclave – 96 PONTOS
- Jesuíta Barbosa, por Homem com H – 71 PONTOS
Amaury Filho
- Wagner Moura, por O Agente Secreto
- Jesuíta Barbosa, por Homem com H
- Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra
- Ralph Fiennes, por Conclave
- Michael B. Jordan, por Pecadores
- Dwayne Johnson, por Coração de Lutador
- Ethan Hawke, por Blue Moon
- Joel Edgerton, por Sonhos de Trem
- George Clooney, por Jay Kelly
- Lee Byung-hun, por A Única Saída
Wagner e Jesuíta são excepcionais, enquanto os outros fazem um bom trabalho em tentar agradar à Academia.
Caio Pimenta
- Wagner Moura, por O Agente Secreto
- Colman Domingo, por Sing Sing
- Jesuíta Barbosa, por Homem com H
- Ralph Fiennes, por Conclave
- Josh O’Connor, por The Mastermind
- João Pedro Mariano, por Baby
- Isaac Amendoim, por Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa
- Masaki Suda, por Cloud
- Michael B. Jordan, por Pecadores
- Benicio Del Toro, por O Esquema Fenício
A gentileza e generosidade de Domingo em cena fazem Sing Sing sair do marasmo; as dúvidas angustiantes do cardeal Lawrence expressadas com brilhantismo por Fiennes são a razão de ser de Conclave; Connor coroa o grande com um malandro anti-herói, enquanto Suda é o covarde metido a esperto lá no Oriente. Michael B. Jordan brilha em seu papel duplo, Del Toro sabe como poucos explorar as ironias dos roteiros de Wes Anderrson, Pedro Mariano, Jesuíta e Amendoim mostram como o cinema brasileiro está mais do que bem servido para os próximos anos, pois, atualmente, não tem para ninguém: Wagner Moura é o cara dos caras.
Danilo Areosa
- Wagner Moura, por O Agente Secreto
- Irandhir Santos, por Os Enforcados
- Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra
- Michael B. Jordan, por Pecadores
- Joel Edgerton, por Sonhos de Trem
- Josh ‘O Connor, por The Mastermind
- Jesse Plemons, por Bugonia
- Channing Tatum, por O Bom Bandido
- Jesuíta Barbosa, por Homem com H
- Jeremy Allan White, por Springsteen: Salve-Me do Desconhecido
Menções Honrosas: Harry Dickinson, BabyGirl; John Magaro, Setembro 5; Timothée Chalamet, Um Perfeito Desconhecido; Ângelo Antônio, Oeste Outra Vez.
Wagner Moura e sua versatilidade combinam muito bem com o cinema inquietante de Kleber Mendonça e não à toa, que o ator, o diretor e o filme se destacaram em 2026. Irandhir Santos, Michael B. Jordan, Channing Tatum, Jesuíta Barbosa e Jesse Plemons se mostraram virtuosos na intepretação de personagens explosivos e cheios de imperfeições. Não sou grande fã dos filmes, mas reconheço as belas atuações de Joel Edgerton, Jeremy Allen White e Josh O´Connor neles. Por fim, Leonardo DiCaprio daquele seu jeito carismático consegue dar nuances a um personagem tão trágico quanto engraçado nas suas inquietações.
Fábio Reis
- George Clooney, em Jay Kelly
- Jesse Plemons, em Bugonia
- Leonardo DiCaprio, em Uma Batalha Após a Outra
- Wagner Moura, em O Agente Secreto
- Jeremy Allen White, em Springsteen: Salve-me do Desconhecido
- Ethan Hawke, em Blue Moon
- Noah Wyle, em The Pitt
- Billy Zane, em Waltzing with Brando
- Daniel Day-Lewis, em Anemone
- Oscar Isaac, em Frankenstein
Com uma atuação muito competente, mas sem tantas nuances, nosso querido Oscar só não merece seu xará dourado. Day-Lewis retorna mais contido, mas interessante. Billy Zane foi a uma sessão espírita se contactar com Marlon Brando e deu muito certo. Noah Wyle, que bom te ver de novo como Dr. Carter… digo, Dr. Robby! Hawke, vê se respira entre uma fala e outra, homi! Mas tu tá bem que só. Jeremy, continue assim. Wagner numa performance minimalista única. DiCaprio continua mostrando que é incapaz de atuar mal. Jesse Plemons encontrou aqui o papel que ele precisava pra mostrar de vez seu talento. George Clooney, realmente aqui você se superou e mostra que nunca foi apenas um rosto bonito em Hollywood. Temos aqui uma experiência conceitual similar a de Michael Keaton em Birdman.
Ivanildo Pereira
- Wagner Moura, por O Agente Secreto
- Michael B. Jordan, por Pecadores
- Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
- Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra
- Joel Edgerton, por Sonhos de Trem
- Ethan Hawke, por Blue Moon
- Josh O’Connor, por Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
- Jesse Plemons, por Bugonia
- Robert Pattinson, por Mickey 17
- Tim Robinson, por Amizade Tóxica
Menções honrosas: Jesuíta Barbosa, por Homem com H; Guillaume Marbeck, por Nouvelle Vague.
Vimos grandes desempenhos masculinos em 2025, e esses foram meus favoritos. Alguns foram sutis e intrincados, como Skarsgård, Hawke e Edgerton. Outros chutaram o proverbial pau da barraca, como DiCaprio, Pattinson e Plemons. Robinson foi o perfeito casamento entre personagem disfuncional e ator em estado de graça, e O’Connor conquistou com humanidade e humor. Jordan apresentou talvez o trabalho mais complexo e difícil do ano, e por isso merece muitos aplausos. Mas acima deles, para mim, esteve Moura, com uma atuação inteligente, carismática e complexa, que representou a cara do cinema em 2025. Todos os elogios para estes fantásticos atores ainda serão pouco.
Leonardo Barbosa
- Wagner Moura, por O Agente Secreto
- Ethan Hawke, por Blue Moon
- Ralph Fiennes, por Conclave
- Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra
- Jesuíta Barbosa, por Homem com H
- Lee Byung-hun, por A Única Saída
- Josh O’Connor, por Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
- Rodrigo Santoro, por O Filho de Mil Homens
- Michael B. Jordan, por Pecadores
- Isaac Amendoim, por Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa
Wagner cumpre uma atuação cheia de nuances e sentimentos reprimidos ou deixados de lado pela realidade em que vive, nada lhe oferece tranquilidade, é um ser preso às memórias. Hawke cria um personagem sagaz e divertido que usa da mesa do bar para nos revelar e mostrar um pouco mais de seu encanto. Fiennes entre olhares poderosos, sustenta o papel de um Cardeal com tamanha responsabilidade e seus tormentos, uma síntese de grande atuação. Um DiCaprio mais ácido aqui domina os lugares, mesmo com o drama de seu personagem a ser levado, a perspicaz arte de transitar emerge o seu diferencial. Jesuíta evoca, é uma luz interminável a brilhar por todo aquele espaço, com o seu Ney Matogrosso sólido e artístico a controlar todas as direções. Byung-Hun se enobrece ao conduzir bem a jornada de um homem ciente das dificuldades e a querer o sobreviver para si e para os seus. O’ Connor tem no Padre Jud uma verdade latente que percorre toda a narrativa, o que faz sermos integrantes juntos de seus passos. Santoro e seu Crisóstomo nos mostram como reluzir mesmo em cenários solitários, a construção de sua persona muito se passa pela também pela delicadeza se encontrar-se antes de abraçar o outro. Michael B. Jordan aqui como duas figuras, impressiona pela habilidade e versatilidade não só de encenar gêmeos, bem como a capacidade de se engrandecer quando o texto pede. Issac Amendoim transporta um Chico Bento real e crível, não só pelos trejeitos e detalhes, como pelo carisma e inocência irresistíveis.
Leonardo Veloso
- Wagner Moura, por O Agente Secreto
- Michael B. Jordan, por Pecadores
- Rodrigo Santoro, por O Último Azul e O Filho de Mil Homens
- Adrien Brody, por O Brutalista
- Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra
- Jesse Plemons, por Bugonia
- Ralph Fiennes, por Conclave
- Ian McKellen, por O Crítico
- Mason Thames, por Como Treinar o Seu Dragão
- Colin Farrell, por A Grande Viagem da Sua Vida
Waguinho mereceu o ouro aqui no pódio por interpretar de forma tão sólida e carismática dois personagens marcantes em “O Agente Secreto”. E por falar em interpretação dupla: temos aqui Michael B. Jordan que também dominou as telas em 2025 personificando de forma magnética os irmãos Stack e Smoke no aclamado “Pecadores”. Por fim, é válido ressaltar que Wagner Moura não foi o único brasileiro com atuação de destaque ano passado, o seu conterrâneo, Rodrigo Santoro também merece um lugar na mesa por entregar atuações singelas e sensíveis de forma cativante em seus dois personagens antissociais nos longas “O Último Azul” e “O Filho de Mil Homens”.
Lucas Aflitos
- Irandhir Santos, por Os Enforcados
- Wagner Moura, por O Agente Secreto
- Ralph Fiennes, por Conclave
- Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra
- Stellan Skarsgård, por Valor Sentimental
- Rodrigo Santoro, por O Filho de Mil Homens
- Michael B. Jordan, por Pecadores
- Jesuíta Barbosa, por Homem com H
- Ângelo Antônio, por Oeste Outra Vez
- Marco Adamo, por Adeus Garoto
MENÇÃO HONROSA: Isaac Amendoim por Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa.
Um ano espetacular para os atores em atuações distintas e corajosas. Desde o olhar perdido do jovem Marco Adamo, à explosão de Irandhir Santos dominando a cena, passando pela performance do corpo de Jesuíta Barbosa e o poder de síntese de Wagner Moura e Ângelo Antônio.
Lucas Pistilli
- Michael B. Jordan, por Pecadores
- Wagner Moura, por O Agente Secreto
- Adrien Brody, por O Brutalista
- Jacob Elordi, por Apostas & Segredos
- Jesse Plemons, por Bugonia
- Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra
- Ralph Fiennes, por Conclave
- George Clooney, por Jay Kelly
- Jesse Eisenberg, por A Verdadeira Dor
- Daniel Craig, por Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
“Pecadores” entendeu que a única coisa melhor que um filme com um Michael B. Jordan é um filme com dois Michael B. Jordan – e a performance dupla do ator como os gêmeos Moore foi incrível ao ponto de merecer ser estudada. Não foi só ele quem encantou plateias esse ano: Adrien Brody (mesmo com a controvérsia sobre o uso de inteligência artificial em seu sotaque) foi magnético no centro do épico “O Brutalista” e Jacob Elordi entregou uma de suas atuações mais contidas (no bom sentido) até hoje em “Apostas & Segredos”.
Lucas Souza
- Wagner Moura, por O Agente Secreto
- Jesuíta Barbosa, por Homem com H
- Josh O’Connor, por The Mastermind
- Michael B. Jordan, por Pecadores
- Andrew Garfield, por Depois da Caçada
- Ethan Hawke, por O Telefone Preto 2
- Irandhir Santos, por Os Enforcados
- Fabio Testi, por O Brilho do Diamante Secreto
- Austin Butler, por Ladrões
- Jai Courtney, por Animais Perigosos
Em um ano marcado majoritariamente por olhares e vivências femininas, dentro e fora das telas, as atuações masculinas não poderiam surgir senão em estado de resposta -menos como centro absoluto e mais como corpos atravessados por contextos, tensões e transformações. Não à toa, as performances que rankeei dialogam com personagens em crise, em deslocamento ou em confronto direto com sistemas maiores do que eles.
Marcos Faria
- Ângelo Antônio, por Oeste Outra Vez
- Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra
- Josh O’Connor, por Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out
- Joel Edgerton, por Sonhos de Trem
- Bill Skarsgård, por Nosferatu
- Caio Macedo, por Ruas da Glória
- Benicio del Toro, por O Esquema Fenício
- Robert Pattinson, por Mickey 17
- Tom Cruise, por Missão: Impossível – Acerto de Contas – Parte 2
- Vahid Mobasseri, por Foi Apenas um Acidente
“Kasa Branca” é um filme super simpático, super bacana, super bem intencionado — motivos pelos quais não tive interesse algum em assisti-lo até o final. Se tivesse assistido, certamente colocaria Big Jaum nesta lista; na verdade, sua presença é quase forte o bastante para que eu o inclua aqui de qualquer jeito. Quase. E se Rodger Rogério é o coadjuvante do ano, então Ângelo Antônio, pelo mesmo filme, é muito provavelmente o protagonista do ano. Ele vive um bêbado ressentido de voz mansa cujos olhos de labaredas entregam o quão quebrada é sua masculinidade.
Mariana Goulão
- Michael B. Jordan, por Pecadores
- Wagner Moura, por O Agente Secreto
- Joel Edgerton, por Sonhos de Trem
- Ralph Fiennes, por Conclave
- Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra
- Oscar Isaac, por Frankenstein
- Dwayne Johnson, por Coração de Lutador
- Jeremy Allen White, por Springsteen
- Lee Byung-hun, por A Única Saída
As atuações masculinas de 2025 se destacam pelo trabalho de corpo, contenção e desgaste ao longo do tempo. São protagonistas que sustentam seus filmes menos pelo excesso dramático e mais pela presença contínua, seja na fisicalidade intensa de Sinners, no silêncio político de O Agente Secreto ou na observação melancólica de Train Dreams. Em comum, essas performances entendem o personagem como espaço de conflito histórico, moral ou emocional, fazendo do ator o verdadeiro eixo de sustentação narrativa.
Pâmela Eurídice
- Wagner Moura, por O Agente Secreto
- Michael B. Jordan, por Pecadores
- Ethan Hawke, por Blue Moon
- Colman Domingo, por Sing Sing
- Josh O’Connor, por The Mastermind
- Jesse Plemons, por Bugonia
- Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra
- Jeremy Allen White, por Springsteen: Deliver Me from Nowhere
- Austin Butler, por Ladrões
- Kieran Culkin, por A Verdadeira Dor
Kieran está na categoria que deveria ter concorrido desde o início. Há uma confusão e dor que seu personagem carrega que muito se diferencia do que o ator já fizera. Camaleônico também é Austin Butler em seus filmes de ação e aventura dos últimos três anos, assim como Jeremy Allen com o peso de ser Bruce Springsteen. Leo DiCaprio é sempre um fenômeno em tela, além de ser meio cômico vê-lo em tela sendo pai. Plemmons é o grande nome de Bugonia, suas loucuras conspiratórias dão o tom do filme; tal como Josh O’Connor que parece incorporar o universo de Kelly Reichardt em The Mastermind. Já está na hora de Colman Domingo ser realmente valorizado, embora sinta que Sing Sing é o filme mais proeminente que ele fez nos últimos anos — e não, Wicked: For Good não conta. O pódio não podia ser diferente. Ethan Hawke pela primeira vez longe das sombras de Jesse e esbanjando vergonha alheia, Michael B. Jordan em dose dupla e ainda assim muito diferente e Wagner Moura no papel mais comentado da sua carreira. Eles tem o molho, não dá pra negar.
Vitor Polessi
- Wagner Moura, por O Agente Secreto
- Ralph Fiennes, por Conclave
- Leonardo DiCaprio, por Uma Batalha Após a Outra
- Michael B. Jordan, por Pecadores
- Jesse Plemons, por Bugonia
- Isaac Amendoim, por Chico Bento e a Goiabeira Maraviosa
- Joel Edgerton, por Sonhos de Trem
- Jesuíta Barbosa, por Homem com H
- Dwayne Johnson, por Coração de Lutador
- Liam Neeson, por Corra que a Polícia Vem Aí
Foi interessante ver Dwayne Johnson saindo da sua zona de conforto e trazendo uma atuação diferente do que costumava entregar. Nas atuações nacionais Jesuíta Barbosa incorpora a essência performática e original de Ney Matogrosso e Isaac Amendoim surpreende com sua fofura e carisma com seu Chico Bento. Liam Neeson faz uma paródia divertida de si mesmo enquanto Joel Edgerton aposta em um sofrimento internalizado e contemplativo. A intensidade e a fúria de Jesse Plemons são seguras e Michael B Jordan explora sua versatilidade interpretando gêmeos. A energia fervorosa e desastrada de DiCaprio dá um tempero único e Ralph Fiennes brilha com sua atuação milimétrica e comedida. Wagner Moura dá ao Agente Secreto maturidade e um toque genuinamente humano ao longa.
COMO FUNCIONA O SISTEMA DE PONTUAÇÃO DO CINE SET:
Cada um dos críticos do Cine SET elege o seu ‘TOP 10’. Critério leva em conta filmes lançados nos cinemas, streaming ou televisão no Brasil entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2025.
Para cada lista, fizemos a pontuação:
1º lugar – 25 pontos
2º lugar – 18 pontos
3º lugar – 15 pontos
4º lugar – 12 pontos
5º lugar – 10 pontos
6º lugar – 8 pontos
7º lugar – 6 pontos
8º lugar – 4 pontos
9º lugar – 2 pontos
10º lugar – 1 ponto
Depois, tudo é somado e chegamos ao resultado final!


























