Poucas estrelas simbolizam tanto a Era de Ouro de Hollywood quanto Marilyn Monroe. Mais de seis décadas após sua morte, a atriz segue sendo uma das figuras mais reconhecidas da cultura popular, inspirando filmes, livros, músicas e estudos sobre fama, gênero e celebridade. Embora sua imagem tenha sido frequentemente reduzida ao estereótipo da “loira sensual”, sua filmografia revela uma artista muito mais complexa, capaz de transitar entre comédias sofisticadas, musicais exuberantes e dramas intensos.
Ao longo de uma carreira relativamente curta, Monroe trabalhou com alguns dos maiores diretores de sua época e construiu personagens que marcaram gerações. Para quem deseja conhecer ou revisitar sua trajetória, estes são dez filmes fundamentais.
1. Os Homens Preferem as Loiras (1953)
Se existe uma performance que cristalizou a imagem pública de Monroe, é a de Lorelei Lee neste musical dirigido por Howard Hawks. Além de seu carisma irresistível, o filme apresenta o icônico número musical “Diamonds Are a Girl’s Best Friend”, reproduzido e homenageado inúmeras vezes ao longo das décadas.
2. Como Agarrar um Milionário (1953)
Ao lado de Lauren Bacall e Betty Grable, Monroe demonstra um talento cômico muitas vezes subestimado. Sua personagem míope, que se recusa a usar óculos para parecer mais atraente, rende alguns dos momentos mais engraçados da produção.
3. O Pecado Mora ao Lado (1955)
O vestido branco levantado pela ventilação do metrô tornou-se uma das imagens mais famosas da história do cinema. Dirigido por Billy Wilder, o filme consolidou Monroe como símbolo sexual internacional e permanece como uma das comédias mais populares dos anos 1950.
4. Nunca Fui Santa (1956)
Considerado um dos trabalhos mais completos de sua carreira, o longa permitiu que Monroe demonstrasse habilidades dramáticas raramente exploradas pelos estúdios. Sua interpretação da cantora Cherie foi amplamente elogiada pela crítica e ajudou a transformar a percepção sobre seu talento como atriz.
5. O Príncipe Encantado (1957)
A produção marcou a parceria entre Monroe e Laurence Olivier. Embora os bastidores tenham sido turbulentos, o filme oferece um interessante confronto entre duas escolas de atuação e evidencia a crescente busca da atriz por maior controle sobre sua carreira.
6. Quanto Mais Quente Melhor (1959)
Frequentemente citado entre os melhores filmes de comédia de todos os tempos, o clássico de Billy Wilder reúne Monroe, Tony Curtis e Jack Lemmon em uma trama repleta de confusões e trocas de identidade. A atriz entrega uma performance memorável como Sugar Kane, equilibrando humor, vulnerabilidade e charme.
7. Adorável Pecadora (1960)
Embora não esteja entre seus trabalhos mais celebrados, o filme é importante por mostrar Monroe já no período final de sua carreira. A produção também é lembrada pela presença de Yves Montand e por números musicais que destacam seu magnetismo em cena.
8. Os Desajustados (1961)
Escrito por Arthur Miller e dirigido por John Huston, o filme é considerado por muitos sua obra-prima dramática. A melancolia que atravessa a narrativa dialoga de forma impressionante com o momento pessoal vivido pela atriz, resultando em uma atuação profunda e emocionalmente devastadora.
9. Torrente de Paixão (1954)
Neste western dirigido por Otto Preminger, Monroe divide a tela com Robert Mitchum. O filme destaca uma faceta menos explorada de sua filmografia e demonstra sua versatilidade em gêneros além da comédia romântica.
10. Almas Desesperadas (1952)
Antes de se tornar uma superestrela mundial, Monroe surpreendeu ao interpretar uma jovem emocionalmente perturbada neste suspense psicológico. O longa é frequentemente lembrado como uma das primeiras evidências de seu potencial dramático.
Muito além do mito
A trajetória de Marilyn Monroe costuma ser cercada por narrativas sobre fama, tragédia e bastidores turbulentos. No entanto, revisitar sua filmografia permite compreender por que ela permanece tão influente. Entre números musicais inesquecíveis, personagens cômicas marcantes e interpretações dramáticas surpreendentes, Monroe construiu uma carreira que vai muito além da imagem que a transformou em ícone. Seus melhores filmes continuam sendo uma porta de entrada para um dos capítulos mais fascinantes da história de Hollywood.




















