O Matapi – Mercado Audiovisual das Amazônias realiza sua 9ª edição de 24 a 27 de novembro, em Manaus, com uma programação voltada ao desenvolvimento de projetos, à formação profissional e à ampliação das conexões entre o audiovisual amazônico e o mercado internacional. Às vésperas de completar 10 anos, o evento terá mesas de debate, minicursos, rodadas de negócios, pitchings e encontros entre profissionais e representantes de empresas e instituições do setor.
Uma das novidades de 2026 é o Lab Norte Narrativo, laboratório voltado ao desenvolvimento de cinco projetos de curta ou longa-metragem de ficção da região Norte. A iniciativa oferecerá mentorias sobre narrativa, preparação para apresentações a potenciais parceiros e estratégias de financiamento e internacionalização.
Segundo Carlos Barbosa, coordenador do Matapi, o retorno a Manaus reforça a proposta de consolidar o evento como espaço de desenvolvimento e articulação do mercado audiovisual. A programação também busca aproximar realizadores da região de festivais, fundos de financiamento, produtoras, distribuidoras, canais e plataformas internacionais.
Entre as articulações previstas para esta edição estão a aproximação com o setor de indústria do Locarno Film Festival e a participação de representantes do Festival Internacional de Cine en Guadalajara (FICG). A proposta é ampliar as possibilidades de coprodução, financiamento e circulação das obras produzidas na região, com atenção especial às relações com o mercado latino-americano.
Para Clemilson Farias, também coordenador do evento, a internacionalização deve ampliar as oportunidades profissionais sem afastar os realizadores de seus territórios e referências culturais. A iniciativa pretende fortalecer a presença das narrativas amazônicas em outros mercados, valorizando os profissionais e as formas de produção desenvolvidas na região.
Lab Norte Narrativo
Proposto pela roteirista Lúcia Tupiassú, o Lab Norte Narrativo combina atividades online e presenciais entre 9 e 27 de novembro. A etapa virtual ocorre de 9 a 20 de novembro, seguida de encontros presenciais em Manaus nos dias 23 e 24. As atividades finais serão integradas à programação do Matapi, de 24 a 27 de novembro.
Os participantes terão acesso a mentorias especializadas, preparação para pitching e orientações sobre financiamento e internacionalização. A produção do evento custeará a participação presencial em Manaus de um representante de cada projeto selecionado.
A proposta é aproximar a formação profissional das oportunidades de mercado desde as etapas iniciais de desenvolvimento dos filmes, conectando os realizadores a profissionais com experiência nacional e internacional.
Programação
A programação começa em 24 de novembro, com debates sobre produções amazônicas que alcançaram outros mercados e políticas públicas e cooperação audiovisual entre Brasil e América Latina.
No dia 25, os encontros abordam internacionalização, estratégias de audiência, circulação de obras e o papel das Film Commissions no desenvolvimento territorial. Já em 26 de novembro, o foco será distribuição e negócios, com estudo de caso e rodadas entre produtores e agentes do mercado.
O encerramento, em 27 de novembro, terá debates sobre mercados internacionais, apresentações dos projetos participantes do Lab Norte Narrativo e cerimônia de premiação, seguida da festa de encerramento.
Audiovisual amazônico em primeira pessoa
Outro eixo do Matapi 2026 é o protagonismo dos profissionais que vivem e trabalham na Amazônia. A proposta é tratar os territórios não apenas como cenários ou temas para produções audiovisuais, mas como espaços de criação, conhecimento e produção cultural.
Para Karla Martins, coordenadora do evento, a 9ª edição representa a continuidade de um trabalho de fortalecimento do audiovisual nas Amazônias e a preparação para a celebração dos dez anos do mercado, em 2027.
Realizado pela Leão do Norte Produções e pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, o Matapi tem patrocínio da Eneva e VEJA, correalização da Casa Ninja Amazônia e do Instituto Audiovisual em Todos os Eixos e apoio do Projeto Paradiso.
Criado em 2018, o evento chega à nona edição após atividades realizadas entre 2018 e 2025, com iniciativas de formação, articulação de mercado, conexões internacionais e debates sobre audiovisual e clima.
com informações de assessoria














