O Teatro Amazonas volta a abrir as portas para o cinema amazonense neste mês de junho. Após a exibição do documentário “O Rio Negro São as Pessoas”, agora, é a vez da ficção com “A Terra Negra dos Kawa“. A exibição gratuita começa a partir das 20h. A produção é o terceiro longa-metragem da carreira de Sérgio Andrade – “A Floresta de Jonathas” e “Antes o Tempo Não Acabava“.

A produção se passa na região metropolitana de Manaus. Os anciãos Uçana e Turyná são os principais responsáveis pelo comando das principais terras locais. Pertencentes à etnia Kawa, eles tornam-se motivo de interesse para cientistas escavadores que descobrem grandes poderes energéticos e sensoriais naquelas que são chamadas de “terras pretas”. O elenco conta com atores indígenas da mesma família – o pajé Severiano Kedassare, a esposa dele, Emerlinda Yepario, e os filhos Kaya Sara e Anderson Kary-Bayá – e intérpretes nacionais como Mariana Lima (“Quem é Primavera das Neves?”), Marat Descartes (“Quando Eu Era Vivo“) e Felipe Rocha (“Como Nossos Pais“).

As primeiras exibições de “A Terra Negra dos Kawa” aconteceram na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e no Festival do Rio. O longa também foi o filme de abertura do Festival Olhar do Norte deste ano. 

CONFIRA O TRAILER DE “A TERRA NEGRA DOS KAWA”

 

‘3×4’: na simplicidade, a imensidão dos sentimentos

“3×4” marca ótima estreia de Juliana Tizatto na direção e roteiro a partir de grandes atuações de Andira Angeli e Isabela Catão.

‘Tarde Dentro da Tarde’: um rio de lugares comuns

Já que o rio sempre teve especial destaque nos filmes de Rafael Ramos, Tarde Dentro da Tarde talvez seja apenas um caso de leve maré baixa.

‘Jamary’: fantasia amazônica perdida em sucessão de problemas

Do básico do plano-contraplano a uma história sem rumo, Jamary, de Begê Muniz, se mostra uma grande confusão.

“A Terra das Estrelas Distantes”: a eterna busca do que é ser amazônida

“A Terra das Estrelas Distantes” parece querer nos lembrar, que a verdade do nosso passado também permanece escondida de nós mesmos.

‘Flores Secas’: melodrama de Arnaldo Barreto cai na maior armadilha dos curtas-metragens

Com tantos personagens e pretensões temáticas, Flores Secas, de Arnaldo Barreto, não consegue dar conta de praticamente nada que aspira.

Crítica | ‘As Versões que você fez de mim’, de Roger Barbosa

“As versões que você fez de mim” tenta ser intimista e reflexivo, mas a construção do protagonista se distancia desses dois aspectos.

‘Antes de Hoje’: curta carece de densidade ao abordar juventude marcada pela pandemia

Curta de James Bentes, ‘Antes de Ontem’ peca com superficialidade e sem contundência para tratar de jovens na pandemia.

‘Sete Cores da Amazônia’: longa amazonense experimenta altos e baixos extremos

Dirigido por Ana Lígia Pimentel, “Sete Cores da Amazônia” se atrapalha em trama urbana, enquanto cresce ao partir para a floresta.

‘Obeso Mórbido’: conto cru sobre obsessão, corpo e identidade

Obeso Mórbido é um forte conto sobre um indivíduo e suas lutas obsessivas e o vazio interminável do homem e seus (des)prazeres.

‘Márcia Antonelli – Das Palavras à Sobrevivência’: cinema de luta, memória e identidade

Mariellen Kuma entrega um curta metragem que usa as palavras para dar o tom ao seu cinema e mostrar como a jornada, quando reconhecida, entrelaça afetos.