Aventura baseada nas lendas e mitos amazônicos, “Zana – O Filho da Mata” vem se destacando no cenário do audiovisual local como uma das produções mais premiadas dos últimos anos. O curta-metragem dirigido por Augustto Gomes recebeu 12 prêmios ao longo de 2019 e, neste ano, deve circular ainda mais festivais.

A trajetória bem-sucedida começou em Manaus mesmo quando “Zana” venceu seis prêmios no Festival Olhar do Norte, em abril do ano passado: Melhor Filme pelo Júri Popular, Direção, Ator para Remi Sampaio, Direção de Arte, Montagem e Som. Em Pernambuco, o curta amazonense faturou três prêmios no FestCine Indígena de Águas Belas: Ator novamente com Remi Sampaio, Ator Coadjuvante com Irê Sampaio e Figurino com Oberdan Nogueira e ErIca Contente.

A lista fica completa com o prêmio de Melhor Filme no festival de Alter do Chão, no interior do Pará, e Melhor Figurino no festival de Palmas, em Tocantins. “Zana” ainda obteve uma menção honrosa no Cine.Ema – Festival de Cinema Ambiental e Sustentável, no Espírito Santo.

OS PRÓXIMOS PASSOS

Para 2020, Augustto Gomes pretende aumentar ainda mais a participação de “Zana” em festivais. O curta já soma 20 seleções em eventos de cinema espalhados pelo Brasil. Em seguida, a expectativa é que seja exibido nas televisões públicas.

“”Zana” terá que ser veiculado em um TV pública. Pretendemos comercializá-lo. Caso não consigamos êxito – por ser um curta metragem e é sempre mais difícil – faremos a doação para uma TV pública em cumprimento ao edital da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) com a Agência Nacional do Cinema (Ancine)”, declara.

Gravado na Vila de Paricatuba, Margens do Rio Negro, e na BR 174, km 10, “Zana” acompanha a história do personagem-título (Remi Sampaio) menino que quase morre afogado após ser ameaçado pelo velho do saco Mamulengo (Gomes de Lima). Salvo por Andí (Aline Cassiano), espírito da Natureza, mãe dos animais e protetora das florestas, ele será encarregado de salvar crianças mantidas prisioneiras pelo Mamulengo e Irene (Lilian Machado). No meio do perigoso caminho, o protagonista se depara com a imprevisibilidade do Curupira (Irê Sampaio).

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