O Amazonas estará representado no Black Brazil Unspoken – Narrativas Negras Não Contadas: Aline Fidelix foi uma das 10 selecionadas para a iniciativa da Warner Bros. Discovery por meio da plataforma WBD Access, em parceria com a WIP Ventures. O programa tem o objetivo de capacitar e impulsionar cineastas negros no segmento de curtas-documentários não roteirizados, oferecendo um ciclo intensivo de formação, mentorias e a possibilidade de produção dos projetos desenvolvidos.
Durante dois meses, a fotógrafa e produtora audiovisual amazonense participará de um processo formativo que inclui 14 encontros virtuais e um encontro presencial no Pitch Day, em São Paulo, onde apresentará seu projeto para uma banca especializada. Ao término da primeira etapa, três diretores serão escolhidos para a fase de produção, com seus curtas-documentais desenvolvidos sob a supervisão da Warner Bros. Discovery e uma produtora parceira. A conclusão e entrega dos filmes está prevista para outubro de 2025.
No programa, Aline apresentou a proposta do documentário “Mães da Amazônia”. A obra retrata a jornada de mulheres amazônidas que equilibram a maternidade e o empreendedorismo em um contexto de desafios geográficos, logísticos e sociais. O projeto destaca histórias de mulheres que rompem padrões, enfrentando a sobrecarga materna enquanto constroem seus negócios e garantem autonomia financeira. Além de desconstruir estereótipos, o filme celebra a diversidade cultural da Amazônia e o papel dessas mães na preservação de saberes tradicionais.
“Ser mãe, negra e cineasta na Amazônia me faz enxergar de perto as barreiras que muitas mulheres enfrentam. O desafio vai além do empreendedorismo: é lidar com isolamento, falta de acesso a recursos e preconceitos estruturais. Com este documentário, quero dar visibilidade às histórias dessas mães e ampliar o debate sobre maternidade, autonomia e trabalho na região”, afirma Aline, mãe de duas crianças – uma de dois anos e outra de seis.
“Fazer cinema na Amazônia, especialmente enquanto uma mulher preta e mãe, é um desafio enorme. Participar do Black Brazil Unspoken representa um reconhecimento do meu trabalho e, ao mesmo tempo, uma oportunidade de ampliar o alcance de histórias que precisam ser contadas. Estar nesse espaço de troca com outros cineastas negros reforça a importância de ocuparmos mais espaços na indústria audiovisual, e este programa é um passo fundamental nesse caminho.” completou.
com informações de assessoria










