Um milagre pode acontecer no Oscar 2025: Diane Warren chega com chances reais de ganhar Melhor Canção Original após 16 indicações.

Neste novo vídeo do Cine Set, eu explico como a compositora pode sair consagrada no dia 2 de março.

A HISTÓRIA DE WARREN NO OSCAR

Para quem não sabe, Diane Warren virou uma lenda do Oscar. E não é à toa: a compositora acumula 16 indicações ao prêmio da Academia nas últimas cinco décadas.

Para se ter uma ideia, atualmente, Meryl Streep é a única mulher viva com mais nomeações do que ela.

A primeira vez que Diane Warren concorreu foi em 1988 com “Nothing’s Gonna Stop Us Now”, do filme “Manequim”.

Nos anos 1990, Warren brilhou com clássicos pop como “Because You Loved Me”, de “Íntimo e Pessoal”, interpretada por Celine Dion, e “I Don’t Want to Miss a Thing”, de “Armageddon”, executada pelo Aerosmith. Ambas, infelizmente, perderam.

Em 2002, ela tentou uma fórmula parecida com “My Heart Will Go On”, de “Titanic”, para ganhar o Oscar com “There You’ll Be”, de “Pearl Harbor”, mas novamente não teve sorte.

A partir de 2015, Warren começou a ser indicada por filmes em que apenas a música dela se destacava.

Foi assim com “Grateful”, de “Nos Bastidores da Fama”, “Til It Happens to You”, de “The Hunting Ground”, ao lado de Lady Gaga, e “I’m Standing With You”, de “Superação: O Milagre da Fé”.

Essas últimas indicações ajudaram a consolidar a imagem de Diane Warren como uma presença certa em Canção Original, independentemente do filme. Com a nomeação deste ano, ela aparece na categoria pela oitava vez consecutiva. A série de derrotas só contribuiu para que a Academia a reconhecesse.

Em 2022, Diane Warren recebeu das mãos de Cher um Oscar honorário, fato inédito para uma compositora ainda viva. Na ocasião, ela brincou dizendo que finalmente poderia dizer que agradecia à Academia.

A INDICAÇÃO DO OSCAR 2025

Nesta temporada, a californiana concorre com “The Journey”, de “Batalhão 6888”. Trata-se de mais um exemplo de como Warren consegue milagres por filmes que ninguém presta atenção durante a temporada.

Disponível na Netflix, o drama de Tyler Perry acompanha um batalhão de mulheres negras do exército norte-americano com uma missão praticamente impossível durante a Segunda Guerra Mundial. Warren conta com a performance de H.E.R., ganhadora do Oscar por “Fight for You”, de “Judas e o Messias Negro”, para impulsionar “The Journey”.

A INFLUÊNCIA DA RUÍNA DE ‘EMILIA PÉREZ’

Na disputa deste ano, a princípio, Melhor Canção Original parecia definida para “Emília Pérez”.

“El Mal” é o ápice dos momentos musicais de Jacques Audiard. Com uma movimentação de câmera frenética e uma coreografia que envolve dezenas de pessoas, a canção expõe as hipocrisias da sociedade mexicana e como a corrupção e a violência estão entranhadas nas mais diversas camadas da população. Representa ainda a sequência que deve confirmar a vitória de Zoe Saldaña em Atriz Coadjuvante.

Tudo muito bonito, mas a queda vertiginosa de “Emília Pérez” pode afetar uma conquista que parecia certa. “El Mal” vai além de Zoe Saldaña e traz também Karla Sofia Gascón nos vocais. Com a protagonista em desgraça, acredito que muitos votantes da Academia resistam em premiar a música.

Para piorar, a abordagem extremamente contestada do musical em relação ao México pode gerar desconfianças sobre se essa canção seria, de fato, a mais adequada para ser premiada.

E Diane Warren sentiu que pode sim vencer o Oscar: uma reportagem da Variety, na última semana, dedicou um bom espaço para a compositora. Na matéria, ela afirma com todas as letras que gostaria de quebrar a escrita e finalmente ganhar a estatueta.

É aquela famosa história do ditado “onde há fumaça, há fogo”. Há uma brecha dada por “Emília Pérez”, e Diane Warren está pronta para aproveitá-la.