Grande evento de mercado do cinema brasileiro, o Brasil CineMundi terminou neste domingo (28) com final feliz para o audiovisual amazonense. “Omágua Kambeba” conquistou dois prêmios no evento realizado em Belo Horizonte: o projeto de Adanilo e Ítalo Bruce recebeu o Prêmio Principal do coletivo Filmes de Plástico e também o prêmio do Mecas, o festival de cinema de Las Palmas das Ilhas Canárias.
O anúncio em Belo Horizonte contou com uma justificativa forte da Filmes de Plástico: “decidimos dar o Prêmio Principal para o projeto que nos parece o mais ambicioso e, consequentemente, um dos que mais se valeria de investimento e tempo nesta fase atual de desenvolvimento – algo que foi muito bem defendido no pitching. Além disso, é um projeto arriscado, ousado e que pode significar uma renovação potente para a cinematografia brasileira. Por todos esses motivos, e muitos mais, decidimos dar o Prêmio Principal Filmes de Plástico para OMÁGUA KAMBEBA”.
“Omágua Kambeba” acompanha a trajetória de uma família Omágua, etnia indígena que habita a região amazônica e ficou popularmente conhecida por Kambeba (em Nhengatu, “cabeça chata”), apelido oriundo da particularidade de terem crânios achatados.
O filme é dividido em três momentos: o primeiro, em 1542, retrata uma grande celebração na Aldeia Omágua Arim Ocoa, às vésperas da invasão espanhola; o segundo, nos séculos XIX e XX, mostra as migrações de Valdomiro e Ascenciona pelo Rio Amazonas em busca de terra e da preservação de seus modos de vida; e o terceiro, no século XXI, traz a história de Inha Kambeba, bisneto da família, primeiro indígena brasileiro a disputar um mundial de Tiro com Arco, revelado ainda jovem como promessa para as Olimpíadas, vivendo hoje na Aldeia Três Unidos, no Rio Cuieiras.










