Robert Redford faleceu nesta terça-feira aos 89 anos, em sua casa em Sundance, Utah, deixando um legado profundo como ator, diretor, produtor e ativista. Ao longo de seis décadas, ele se destacou tanto por sua presença magnética em frente às câmeras quanto por seu compromisso com causas sociais e com o cinema independente. 

Sua trajetória no cinema começou nos anos 60, com papéis que logo o tornaram um símbolo de charme e de masculinidade cinematográfica, mas também de questionamentos políticos e morais — atributos que ele trabalhou enquanto ator, director e produtor. Ele ganhou projeção em filmes como Butch Cassidy, Golpe de Mestre, Todos os Homens do Presidente e Nosso Amor de Ontem

Em 1980, Redford fez sua estreia oficial como diretor com Gente como a Gente, obra pela qual venceu o Oscar de Melhor Diretor e Melhor Filme, consolidando sua habilidade também por trás das câmeras. Além disso, fundou o Sundance Institute e o Festival de Sundance, espaços fundamentais para a renovação do cinema estadunidense, especialmente no circuito independente.

Mesmo em fases mais tardias de sua carreira, Redford escolheu personagens que ressoavam com sua própria honestidade artística: papéis como o de protagonista em Até o Fim, ou seu último filme como ator principal, The Old Man & the Gun (2018), mostraram que ele nunca deixou de buscar intensidade e senso de risco. Ele anunciou sua aposentadoria das telas em 2018, embora seu impacto siga influente e inspirador.

Este texto é uma homenagem, uma forma de celebrar quem foi — e sempre será — um dos grandes nomes do cinema mundial. A seguir, apresentamos uma lista de filmes marcantes de Robert Redford escolhidos pela equipe do Cine Set, para recordar sua arte, seu espírito e seu legado inesquecível.

PÂMELA EURÍDICE – “DESCALÇOS NO PARQUE” 91967)

Nessa comédia romântica, Redford encarna um homem conservador e rígido que precisa lidar com seu oposto: a esposa. Sua interpretação é contida, ao vezes com um ar de descontentamento e a combinação com Jane Fonda faz com que ambos brilhem. Além de estarem no auge de sua beleza.

CAIO PIMENTA – “GOLPE DE MESTRE” (1973)

Divertida produção ganhou Melhor Filme do Oscar 1974 por dois motivos: 1) “Butch Cassidy” não sido o vencedor quatro anos antes; e 2) a dobradinha Newman e Redford ser simplesmente deliciosa de assistir.

IVANILDO PEREIRA – “OS TRÊS DIAS DO CONDOR” (1975)

Nesse suspense emblemático dos anos 1970, e que está aniversariando, Redford aparece como um homem envolvido numa conspiração mortal. E, claro, a gente compra que ele poderia sequestrar a Faye Dunaway e fazê-la se apaixonar por ele, porque era o Redford.

LEONARDO BARBOSA – “TODOS OS HOMENS DO PRESIDENTE” (1976)

Nesse clássico de thriller político, Redford brilha conferindo força e classe à figura do bom jornalista investigativo, onde, ao lado de Dustin Hoffman, forma uma dupla inesquecível do cinema, em um de seus papéis mais inspiradores.

DANILO AREOSA – “O CANDIDATO” (1977)

Sátira política dirigida por Michael Ritchie, Mr. Redford mostra todas as qualidades que o tornaram um ícone de Hollywood: carisma, elegância, naturalidade e versatilidade no papel de Bill McKay, um advogado honesto que é alçado a uma vaga no Senado.

LUCAS SOUZA – “ATÉ O FIM” (2013)

Robert Redford nos prova que o silêncio pode ser tão eloquente quanto qualquer diálogo — um homem, um barco e um ator em estado puro.

Autor

  • Editor-chefe do Cine Set. Exerce o cargo de diretor de programas na TV Ufam. Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas com curso de pós-graduação na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.

    Ver todos os posts