Caio Pimenta traz uma nova lista de candidatos ao Oscar 2026 com foco nos grandes atores de Hollywood.
Jay Kelly (Noah Baumbach)
A parceria entre Noah Baumbach e a Netflix continua firme. Após o bem-sucedido “História de um Casamento” e o decepcionante “Ruído Branco”, o cineasta nova-iorquino retorna com “Jay Kelly”. A trama acompanha dois amigos de meia-idade que se reconectam durante um fim de semana caótico, enfrentando situações hilárias e momentos emocionantes que os forçam a confrontar o passado e o presente.
George Clooney atua ao lado de Adam Sandler. O comediante, aliás, é a grande aposta do streaming para, finalmente, conseguir sua primeira indicação ao Oscar. O elenco ainda conta com Laura Dern, Billy Crudup, Riley Keough, Emily Mortimer, Jim Broadbent e Patrick Wilson.
Candidato forte ao Oscar 2026, desde que, claro, seja bem recebido pela crítica e nos festivais do segundo semestre.
Marty Supreme (Josh Safdie)
Se com Bob Dylan não deu certo, por que não tentar com uma lenda do tênis de mesa?
Timothée Chalamet será o protagonista de “Marty Supreme”, interpretando Marty Reisman, figura excêntrica e lendária do esporte.
Gwyneth Paltrow também está no elenco do filme, que é a produção mais cara da história da A24, com orçamento estimado em US$ 70 milhões.
Chalamet também é produtor do projeto e passou meses treinando com profissionais, além de alterar sua aparência para se aproximar da fisionomia do personagem.
Dirigido por Josh Safdie (de “Joias Brutas“), este é o primeiro longa do diretor sem o irmão Benny em mais de uma década.
The Smashing Machine (Benny Safdie)
Benny Safdie, por sua vez, lança “The Smashing Machine”, previsto para outubro.
O filme retrata a história de Mark Kerr, campeão do UFC, interpretado por Dwayne Johnson.
A narrativa foca no auge da carreira de Kerr, seus vícios em opioides e conflitos pessoais. A produção da A24 também conta com Emily Blunt.
O longa representa uma tentativa clara de reposicionamento de carreira para Johnson, que também estará no próximo filme de Martin Scorsese. As exibições-teste, porém, não empolgaram muito.
F1 (Joseph Kosinski)
Joseph Kosinski, após o sucesso de “Top Gun: Maverick”, retorna com “F1”, estrelado por Brad Pitt.
A produção foi filmada durante corridas reais de Fórmula 1 ao longo de 2024.
Brad Pitt vive um ex-piloto que, a convite do dono de uma equipe pequena (interpretado por Javier Bardem), retorna às pistas para tentar somar um ponto e treinar um novo talento. A produção é da Warner Bros com distribuição via Apple TV+.
O filme tem grande potencial técnico, mas precisará de elogios da crítica e sucesso comercial para ir além.
A Big Bold Beautiful Journey (Kogonada)
Margot Robbie e Colin Farrell estrelam “A Big Bold Beautiful Journey”, sobre dois desconhecidos que se conhecem em um casamento onde só eles comparecem.
Juntos, embarcam em uma jornada romântica e surreal a bordo de um Passat 1996.
Dirigido por Kogonada e com roteiro de Seth Reiss (“O Menu”), o filme teve seu lançamento adiado de maio para setembro, mirando o Festival de Toronto e, consequentemente, a temporada de premiações.
Com elenco forte e roteiro elogiado, é uma aposta promissora.
The Running Man (Edgar Wright)
O remake de “O Sobrevivente”, agora com o título original “The Running Man”, chega pelas mãos de Edgar Wright.
Diferente da versão de 1987, esta promete ser mais fiel à obra de Stephen King.
Glen Powell, injustiçado no Oscar 2025, assume o protagonismo. O elenco inclui Colman Domingo e Josh Brolin.
A Paramount aposta alto no projeto, mas Edgar Wright ainda não conquistou o coração da Academia. Será que desta vez vai?
Klara and the Sun (Taika Waititi)
Taika Waititi dirige “Klara and the Sun”, baseado na obra de Kazuo Ishiguro.
Jenna Ortega interpreta Klara, uma Amiga Artificial comprada por uma mãe (Amy Adams) para ajudar sua filha doente.
A obra explora empatia, inteligência artificial e relações humanas, com elenco talentoso e temática atual.
Pode ser o retorno de Waititi ao radar da Academia após o pouco impactante “Quem Fizer Ganha”.
The Roses (Jay Roach)
“The Roses”, dirigido por Jay Roach, acompanha duas décadas do relacionamento de um casal formado por uma chef em ascensão (Olivia Colman) e um arquiteto em decadência (Benedict Cumberbatch).
O roteiro é assinado por Tony McNamara (“A Favorita” e “Pobres Criaturas”) e a distribuição é da premiada Searchlight Pictures.
Pode ser a redenção de Roach – ou mais uma decepção.
The Ballad of a Small Player (Edward Berger)
Colin Farrell e Tilda Swinton estrelam “The Ballad of a Small Player”, dirigido por Edward Berger (“Nada de Novo no Front” e “Conclave“).
Farrell vive um vigarista que foge para Macau e conhece uma misteriosa mulher que pode mudar sua vida.
Com produção da Netflix, o longa pode chegar com força se for finalizado até o fim do ano, já que Berger busca reconhecimento em Melhor Direção após sucessos ignorados nessa categoria.
Michael (Antoine Fuqua)
“Michael” será uma cinebiografia em duas partes sobre Michael Jackson, com estreia da primeira parte prevista para outubro de 2025.
Dirigido por Antoine Fuqua e produzido por Graham King (“Bohemian Rhapsody”), o filme tem orçamento de US$ 155 milhões.
A narrativa começa com a infância de Jackson e segue até o início da carreira solo. Colman Domingo interpreta Joe Jackson, o pai do astro.
A disputa entre esta produção e a de Bruce Springsteen promete movimentar a temporada.


















