Quando surge uma pergunta auspiciosa, de supetão, não se deve pensar muito na resposta. Como na inesperada surpresa do questionamento, a resposta transborda pela boca ou formiga entre os dedos. Aqui, surge o questionamento: quem são os sete atores/atrizes brasileiros que podem repetir os feitos de Wagner Moura e Fernanda Torres no Oscar?

Pensei rapidamente. Diversos nomes na cabeça. Corta aqui, tira ali e surgem estes nomes em um pensamento rápido, sem criar expectativas de uma lista coesa e óbvia. Afinal, como eu sempre falo, Hollywood pode ter as maiores estrelas, mas nós temos os melhores atores e a história comprova. De Helena Ignez à Valentina Herszage, de Othon Bastos à Ricardo Teodoro, passando por Wilkers, Pêras, Farias, Zezés, Ruths, Léas, Otelos, Zózimos, Miltons, Marietas, Fischers, Joãos Migueis, Hermilias, Seltons e Pitangas. A lista é extensa e tão, tão forte e potente que deixa até um pequeno lastro de dor em não citar um ou aqueles nomes.

E não custa nada relembrar que, antes de Fernanda e Wagner chegarem celebrados ao maior evento do cinema, ela veio antes. A toda poderosa das artes cênicas do país, Fernanda Montenegro, ao ser indicada ao Oscar de melhor atriz por “Central do Brasil” em 1999.

Segue a lista:

Leandra Leal

Foi o primeiro nome que surgiu. A atriz tem um histórico no cinema brasileiro de deixar qualquer “foreign actress” a ver navios. Performances como em “Nome Próprio”, “Éden” e sua assombrosa parceira com Fernando Coimbra nos rendendo “O Lobo Atrás da Porta” e “Os Enforcados”, coloca o seu nome não somente como um nome possível, mas uma certeza de estar no radar quando O filme surgir.

Alice Carvalho

Ela chegou de mansinho junto com seu imensos e expressivos olhos e talento idem. Não me surpreenderia vê-la futuramente indicada. A potiguar encantou até o diretor estadunidense Ryan Coogler. Quem sabe essa vindoura indicação não venha pelas mãos dele?

Irandhir Santos

A meu ver, hoje, não há ator em atividade no cinema brasileiro mais importante que ele. Sua intensidade e facilidade para criar tipos, dando-lhes certa dignidade mesmo em personagens de caráter duvidoso é o seu abre alas. Sua performance ano passado por “Os Enforcados”, não deve em nada entre os atores celebrados (e esnobados) na corrida ao careca dourado de 2026.

Lázaro Ramos

Multifacetado e sempre aprendendo, como ele sabiamente diz, Lazinho é daqueles atores que seja no drama ou na comédia nos emociona. Excelente no campo da atuação, direção e escrita, quando o projeto certo chegar, com toda certeza mais um integrante da Linha Cristal (entendedores entenderão!) irá brilhar em Los Angeles. E será que está logo aí? Seu novo filme, “Feito Pipa” venceu dois prêmios no Festival de Berlim mês passado e tem tudo para ser o queridinho nacional do ano e um forte candidato do Brasil ao Oscar 2027. 

Andréa Beltrão

Veterana e não menos celebrada, com uma extensa carreira na tevê, teatro e cinema. Transitando como poucas na comédia e drama, Beltrão é uma das poucas atrizes que pode se orgulhar de uma filmografia praticamente impecável. Seus desempenhos por “A Partilha”, “Verônica” “Salve Geral” e mais recentemente “Hebe: A Estrela do Brasil”, “Verlust” e “Ela e Eu”, autenticam um legado de atuações sempre acima da média. Estamos falando de elite, meus caros! Então, certamente, a Sueli pode fazer coro junto à Fátima nessa “caminhada dourada”.

Gabriel Leone

É o grande nome da geração dele. O que o diferencia dos demais de sua geração é sua paixão e respeito pelo ofício. E isso fica nítido na tela. Ele estuda, ele cria e se preocupa como comunicar de uma maneira sem soar artificial. Um espetáculo de ator que vai crescer cada vez mais. Só assistir “O Agente Secreto”, “Meu Álbum de Amores”, “Piedade”, “O Rio do Desejo” para citar alguns. Fora que, depois de sua participação em “Ferrari”, dirigido por Michael Mann, o caminho está se mostrando livre para ovacioná-lo além mar.

Dira Paes

Não dá para falar de cinema brasileiro na atualidade, sem falar na contribuição e importância de Dira Paes. Ela não é apenas uma atriz ou uma diretora. Ela é uma marca. Uma marca poderosa, consistente e cheia de nuances na expressividade do seu corpo e de suas emoções. Sua performance em “Baixio das Bestas” e “Divino Amor”, para citar apenas duas de muitas não deixam dúvidas da imensa atriz é, assim como o Rio Maratauíra que a banhou e a consagrou. E depois de sua interação com os astros Sean Penn e Julia Roberts na campanha para “Manas”, o seu nome, certamente, acendeu um alerta em potencial. A ver.