Em menos de 10 anos, Emma Stone conquistou quatro indicações ao Oscar e duas estatuetas de Melhor Atriz. Para efeito de comparação, esses números são superiores aos de estrelas como Nicole Kidman e Kate Winslet, que são apontadas como algumas das melhores da atual geração.
Isso dá uma dimensão da relevância da atriz de 35 anos, que se destacou em filmes de diretores prestigiados como Damien Chazelle, Alejandro González Iñárritu e Yorgos Lanthimos. Aproveitando a chegada de “Tipos de Gentileza” aos cinemas brasileiros, vou apresentar o ranking da pior à melhor atuação de Emma Stone no Oscar, além da maior esnobada.
4. BIRDMAN
A quarta posição do ranking não poderia ser outra senão “Birdman”.
Emma Stone aproveita o estilo escandaloso e verborrágico da comédia de Iñárritu para criar uma relação tensa com o protagonista Michael Keaton. O choque frequente entre pai e filha atinge o auge em uma pesada discussão entre os dois, com ambos brilhando em cena.
“Birdman” foi fundamental para Emma Stone consolidar a transformação em sua carreira: junto com “Magia ao Luar”, de Woody Allen, a estrela passou de comédias leves para papéis ousados e escolhas fora da caixa. Embora não tenha levado o Oscar de Atriz Coadjuvante em 2015, que foi para Patricia Arquette, de “Boyhood”, a indicação foi uma boa estreia.
3. A FAVORITA
Manipuladora, cínica e inteligente: esses são bons adjetivos para caracterizar a personagem de Emma Stone em “A Favorita”. A primeira parceria com Yorgos Lanthimos traz a atriz em um duelo eletrizante com Rachel Weisz e um jogo sedutor com Olivia Colman. O desempenho é tão bom que colocá-la como protagonista não é nada exagerado.
A inclusão de Emma Stone na lista de indicadas a Atriz Coadjuvante no Oscar 2019 foi mais do que justa. Ainda assim, prefiro a vitória de Regina King, de “Se a Rua Beale Falasse”, por tudo o que representa, além, claro, da excelente atuação dela.
2. LA LA LAND
A primeira vitória de Emma Stone como Melhor Atriz fica com a medalha de prata. Em “La La Land”, a estrela usa e abusa do carisma para interpretar uma protagonista apaixonante e cheia de vida.
Mandando bem tanto no humor quanto no drama, cantando muito bem em um momento-chave e ao lado do parceiro Ryan Gosling, com quem tem uma combinação perfeita, a atriz está excelente, e Damien Chazelle reconhece isso: o close final mostra quem realmente domina o musical.
Se você quer saber o que penso sobre a corrida de Melhor Atriz em 2019, deixo o link na descrição sobre a minha favorita daquela temporada.
1. POBRES CRIATURAS
A medalha de ouro não poderia ser outra: Emma Stone está inacreditável como Bella Baxter em “Pobres Criaturas”. O desafio do trabalho corporal ao interpretar um bebê, uma criança no corpo de um adulto, as expressões de espanto e descobertas a cada nova situação e o ganho de consciência são apresentados de forma preciosa pela estrela.
É um trabalho que elimina qualquer dúvida sobre o talento de Emma Stone. Claro que muita gente pode até preferir Lily Gladstone ou Sandra Hüller, mas jamais se pode considerar uma vitória absurda. “Pobres Criaturas” definitivamente elevou seu patamar na indústria.
A MAIOR ESNOBADA
Definir a maior esnobada de Emma Stone no Oscar é difícil pelo simples fato de que os principais trabalhos da carreira dela conseguiram indicações. As parcerias com Woody Allen, por exemplo, estão bem abaixo dos melhores momentos do diretor nova-iorquino. “A Mentira” é a comédia mais interessante que ela fez, mas não a ponto de ser indicada ao Oscar, e ela é o elo mais fraco de “Histórias Cruzadas”.
Para não ficar em cima do muro, opto por “Cruella”: a estrela exala uma energia punk com rebeldia e muito estilo. Nota-se uma Emma Stone cheia de personalidade, capaz de sustentar a superprodução com tranquilidade. É um trabalho tão bom que a gente deseja mais assim que o filme acaba.
O problema ali era a concorrência: o Oscar 2022 de Melhor Atriz foi um dos melhores dos últimos anos – embora a vencedora, Jessica Chastain, não tenha sido a escolha mais acertada. Não vejo nenhuma das cinco finalistas dando espaço para Emma Stone, o que não diminui em nada a atuação dela.















