“Anora” ganhou o PGA, o prêmio do Sindicato dos Produtores dos EUA. O PGA tem uma taxa grande de acerto com o Oscar de Melhor Filme: em 35 edições, os vencedores do Sindicato dos Produtores levou o prêmio máximo da Academia em 25 ocasiões, incluindo, as últimas quatros vezes com “Nomadland”, “Coda”, “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” e “Oppenheimer”.

Além disso, Sean Baker levou o DGA, prêmio do Sindicato dos Diretores dos EUA.

A conquista coloca Baker na dianteira da corrida de Melhor Diretor no Oscar: nos 74 anos do DGA, o vencedor no sindicato levou o prêmio na Academia em 66 ocasiões. Neste século, somente Ang Lee (“O Tigre e o Dragão”), Ben Affleck (“Argo”), Sam Mendes (“1917”) não fizeram a dobradinha.

“Anora” cresce na temporada no momento exato: o filme da Neon venceu o Critics Choice de Melhor Filme no dia anterior. Vale lembrar que a produção busca repetir os feitos de “Marty” e “Parasita”, os únicos ganhadores da Palma de Ouro do Festival de Cannes a também conquistarem o Oscar máximo.

Entre os diretores estreantes em longas-metragens de ficção, RaMell Ross ganhou por “Nickel Boys”. Por “Porcelain War”, Brendan Bellomo & Slava Leontyev venceram entre os documentários.

Desta forma, dá para afirmar que “Anora” se consolida como o favorito ao Oscar 2025 justo na semana de início da votação dos vencedores do prêmio da Academia.