BERNARDO ABINADER EM CANNES
Depois de Adanilo e Isabela Catão, foi a vez de Bernardo Abinader representar o cinema do Amazonas no maior evento do planeta. Ao lado da cineasta franco-egípcia Sharon Hakim, ele lançou “Como Ler o Vento”, curta-metragem do projeto “La Factory des Cinéastes”, do Festival de Cannes que busca revelar novos talentos do cinema ao redor do planeta. O Cine Set acompanhou de perto a exibição do filme e entrevistou Bernardo neste momento histórico para o audiovisual local.
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PRÊMIOS DE ‘ENQUANTO O CÉU NÃO ME ESPERA’
Nenhuma produção amazonense conquistou tanto destaque em festivais de cinema Brasil e mundo afora do que “Enquanto o Céu não me Espera”. A produção comandada por Christiane Garcia acumulou prêmios durante 2025, incluindo, no 11º Santos Film Fest, FESTin Lisboa 2025, Agenda Brasil em Milão, Labrff Orlando 2025 e Festival de Cinema de Rondônia. O longa ainda teve uma exibição no Teatro Amazonas no Festival Olhar do Norte. Para 2026, a expectativa é pela estreia comercial sem data prevista para acontecer.
‘OS AVÓS’ EM GRAMADO
Teve longa-metragem do Amazonas no festival de cinema mais tradicional do Brasil. “Os Avós”, dirigido por Ana Lígia Pimentel, foi selecionado para a categoria nacional de documentários. A obra coloca em evidência uma realidade pouco retratada no cinema nacional: avôs e avós com idades entre 30 e 35 anos, em meio a desafios que mesclam juventude e maturidade forçada pelas circunstâncias sociais e familiares. Igual “Enquanto o Céu não me Espera”, “Os Avós” deve chegar ao circuito comercial brasileiro em 2026.
O SUCESSO DE ‘O ÚLTIMO AZUL’
Manaus, Nova Airão e Manacapuru ganharam as telas de cinema do planeta inteiro com “O Último Azul”. Com as presenças de Adanilo e Rosa Malagueta, o drama dirigido por Gabriel Mascaro venceu o Urso de Prata do Festival de Berlim. Durante todo 2025, a produção circulou em festivais e colecionou prêmios e foi um dos principais candidatos à vaga do Brasil no Oscar. Na capital amazonense, o elenco local pode viver uma pré-estreia com as presenças de Mascaro e da atriz Denise Weinberg.
MANAUS EM ‘APOCALIPSE NOS TRÓPICOS’
Documentário dirigido por Petra Costa disponível na Netflix, “Apocalipse nos Trópicos” contou com uma equipe local fundamental para a realização do documentário. O time amazonense trazia nomes como o fotógrafo Tadeu Rocha, a produtora Mariana Filizola, os operadores de câmera Fernando Crispim e Orlando Júnior, a jornalista Rosiene Carvalho, o consultor de conteúdo Jorge Eduardo Dantas e a pesquisadora Carolina Fernandes.
‘BOIUNA’ DOMINA O OLHAR DO NORTE
Não teve para ninguém: “Boiuna” conquistou o Festival de Cinema da Amazônia – Olhar do Norte 2025. O grande filme de Adriana de Faria ganhou Melhor Filme do Júri Oficial, Melhor Atuação com Jhanyffer Santos, Melhor Direção de Fotografia com Thiago Pelaes, Melhor Som com Lucas Coelho na Mostra Amazônia, e o Prêmio Itaú Cultural Play, além de uma menção honrosa do Júri Jovem. A diretora paraense já havia vencido a edição da pandemia do evento com “Ari y Yo”. O documentário amazonense “DaSilva Daselva” também fez bonito ao levar três prêmios: Melhor Atuação para Moacyr Freitas, Roteiro e Prêmio Especial do Júri.
A DESPEDIDA DE KAHANE
Nome fundamental da geração cineclubista de 1960, Roberto Kahane morreu em 3 de outubro, o dia mais triste do cinema amazonense em 2025. Em 1966 para o I Festival de Cinema Amador do Amazonas, realizou três curtas-metragens: “Plástica e movimento” com Felipe Lindoso, Raimundo Feitosa e Aldísio Filgueiras, “Um Pintor Amazonense” (1966) e “Igual a Mim… Igual a Ti” (1966) realizados ao lado de Felipe Lindoso. Três anos depois, participou do I Festival Norte do Cinema Brasileiro sendo premiado com “A Coisa Mais Bela que Existe ou a trajetória de um seringueiro”. Também nos anos 1960 enveredou pela crítica jornalística com textos no jornal A Crítica e na revista Cinéfilo de José Gaspar. A partir dos anos 1980 e 1990, Roberto Kahane dedicou grande espaço ao trabalho na publicidade e na televisão amazonense ao lado da esposa Norma Araújo. No cinema, realizou um fundamental documentário sobre a história do Teatro Amazonas e ainda preservou o acervo de Silvino Santos.
ANO DELICADO PARA SÉRGIO ANDRADE
Diretor responsável por três longas-metragens amazonenses somente na última década, Sérgio Andrade enfrentou um duro 2025. Com um grave problema de saúde, o cineasta não participou do lançamento de “Itacoatiaras” no Festival do Rio e na Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. Patrícia Gouvea, co-diretora do longa, esteve nos dois eventos representando a equipe. No segundo semestre, Sérgio contou com o apoio dos amigos Flávia Abtibol e Zeudi Souza para tirar do papel “Iluminação”, drama de época protagonizado por Amaury Lorenzo. Por fim, o Festival Olhar do Norte prestou uma bonita homenagem ao diretor em um Teatro Amazonas lotado.
‘OMÁGUA KAMBEBA’ EM BELO HORIZONTE
Olhando para o futuro do cinema amazonense, boas notícias vieram das Minas Gerais: “Omágua Kambeba” venceu duas categorias no Brasil CineMundi ao receber o Prêmio Principal do coletivo Filmes de Plástico e também o prêmio do Mecas, o festival de cinema de Las Palmas das Ilhas Canárias. Projeto encabeçado por Adanilo e Ítalo Bruce acompanha a trajetória de uma família Omágua, etnia indígena que habita a região amazônica e ficou popularmente conhecida por Kambeba (em Nhengatu, “cabeça chata”), apelido oriundo da particularidade de terem crânios achatados. O filme é dividido em três momentos: o primeiro, em 1542, retrata uma grande celebração na Aldeia Omágua Arim Ocoa, às vésperas da invasão espanhola; o segundo, nos séculos XIX e XX, mostra as migrações de Valdomiro e Ascenciona pelo Rio Amazonas em busca de terra e da preservação de seus modos de vida; e o terceiro, no século XXI, traz a história de Inha Kambeba, bisneto da família, primeiro indígena brasileiro a disputar um mundial de Tiro com Arco, revelado ainda jovem como promessa para as Olimpíadas, vivendo hoje na Aldeia Três Unidos, no Rio Cuieiras.
SUSTO SOLUCIONADO
Falando em futuro, os produtores audiovisual de Manaus tomaram um grande susto em novembro: Manaus ficou do fora resultado preliminar do edital Edital do Ministério da Cultura para Arranjos Regionais com investimento complementar do Fundo Setorial do Audiovisual. Com isso, o setor perderia R$ 6 milhões em investimentos. Com atuação decisiva de Dominique Jaci, titular da cadeira de audiovisual do Conselho Municipal de Cultural, um recurso pela parte do município foi feito e aceito pelo MinC.
NOVA TURMA NA UEA
Com todos os altos e baixos dos últimos anos, o curso de audiovisual da Universidade do Estado do Amazonas teve boas notícias em 2025. Primeiro foi o processo seletivo para professores fixos na Escola Superior de Artes e Turismo. No fim do ano, o vestibular trouxe uma nova leva de estudantes para a segunda turma do curso ainda oferecido em caráter especial.
AMAZONAS NA WARNER
O Amazonas esteve representado no Black Brazil Unspoken – Narrativas Negras Não Contadas: Aline Fidelix foi uma das 10 selecionadas para a iniciativa da Warner Bros. Discovery por meio da plataforma WBD Access, em parceria com a WIP Ventures. O programa tem o objetivo de capacitar e impulsionar cineastas negros no segmento de curtas-documentários não roteirizados, oferecendo um ciclo intensivo de formação, mentorias e a possibilidade de produção dos projetos desenvolvidos.























