Caio Pimenta defende a escolha e as razões de “O Agente Secreto” como o representante do Brasil para o Oscar 2026.
O Brasil está prestes a jogar a possibilidade de participar pela sexta vez do Oscar de Melhor Filme Internacional. A pressão pela escolha de “Manas” cresce a cada instante em vez de “O Agente Secreto“, o candidato óbvio da vaga.
Aqui, não se trata de uma questão de qual é o melhor ou pior filme ou qual possui a mensagem ou temática mais importante. Uma disputa de vaga no Oscar trata sobre a viabilidade de chegar lá. “O Agente Secreto” tem todos os caminhos para isso – visibilidade e prêmios em Cannes, distribuição da Neon nos EUA (a mesma de “Parasita“, “Anatomia de uma Queda” e “Anora“), a força de Wagner Moura, as possibilidades de indicações em outras categorias, trajetória impecável nos festivais do segundo semestre fundamentais para se credenciar.
“Manas” e “O Último Azul”, principais adversários de “O Agente Secreto”, não possuem isso ainda – e pensar que o farão até dezembro, quando será a divulgada a shortlist da categoria, é utópico. Para piorar, estamos diante da maior corrida de Melhor Filme Internacional das últimas décadas com a possibilidade de vermos até três produções chegando a Melhor Filme geral. Logo, pensar que os longas de Marianna Brennand e Gabriel Mascaro conseguirão isso nesta altura do campeonato é atestar que nada foi aprendido da experiência de “Ainda Estou Aqui”.
Repito: não se trata de quem é melhor ou pior, mas, sim de estratégia.











