Dirigido por Diego Bauer e Ricardo Manjaro, “Obeso Mórbido” está colecionando presença nos principais festivais brasileiros de cinema. Desta vez, o filme conseguiu ser selecionado para a 19ª Goiânia Mostra Curtas, prevista para acontecer entre os dias 8 a 13 de outubro. O projeto está dentro da Mostra Brasil ao lado de 36 curtas de ficção, 20 animações e 13 documentários, vinda de 15 Estados e do Distrito Federal.

“O processo de seleção foi árduo e os curadores tiveram trabalho na definição dos escolhidos, diante da qualidade das obras que chegaram até nós”, ressalta a diretora-geral do Goiânia Mostra Curtas, Maria Abdalla. Ao todo, foram inscritas 555 produções de ficção, 264 documentários, 123 experimentais e 61 animações, somando um total de 1.003 filmes. As maiores participações foram de São Paulo, Rio de Janeiro, Goiás, Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Não houve inscrições apenas do Acre, Amapá e Rondônia.

“Obeso Mórbido” mostra o processo emagrecimento de Diego Bauer. Ao longo de quase dois anos, ele perdeu mais de 40kg ao fazer reeducação alimentar e adotar uma rotina de exercícios físicos. Com 15 minutos de duração, a produção amazonense mostra como a questão do peso se tornou uma obsessão para ele, trazendo também abordagens quanto ao culto do corpo, redes sociais e incomunicabilidade.

O curta-metragem também está selecionado para o tradicional Cine PE, previsto para ocorrer entre os dias 29 de julho a 4 de agosto, e para o Festival de Vitória em setembro. O filme amazonense já rendeu o prêmio de Melhor Ator do Festival Maranhão na Tela para Diego Bauer. “Obeso Mórbido” também foi selecionado para a Mostra de Tiradentes, outro evento de peso do calendário do cinema nacional.

‘3×4’: na simplicidade, a imensidão dos sentimentos

“3×4” marca ótima estreia de Juliana Tizatto na direção e roteiro a partir de grandes atuações de Andira Angeli e Isabela Catão.

‘Tarde Dentro da Tarde’: um rio de lugares comuns

Já que o rio sempre teve especial destaque nos filmes de Rafael Ramos, Tarde Dentro da Tarde talvez seja apenas um caso de leve maré baixa.

‘Jamary’: fantasia amazônica perdida em sucessão de problemas

Do básico do plano-contraplano a uma história sem rumo, Jamary, de Begê Muniz, se mostra uma grande confusão.

“A Terra das Estrelas Distantes”: a eterna busca do que é ser amazônida

“A Terra das Estrelas Distantes” parece querer nos lembrar, que a verdade do nosso passado também permanece escondida de nós mesmos.

‘Flores Secas’: melodrama de Arnaldo Barreto cai na maior armadilha dos curtas-metragens

Com tantos personagens e pretensões temáticas, Flores Secas, de Arnaldo Barreto, não consegue dar conta de praticamente nada que aspira.

Crítica | ‘As Versões que você fez de mim’, de Roger Barbosa

“As versões que você fez de mim” tenta ser intimista e reflexivo, mas a construção do protagonista se distancia desses dois aspectos.

‘Antes de Hoje’: curta carece de densidade ao abordar juventude marcada pela pandemia

Curta de James Bentes, ‘Antes de Ontem’ peca com superficialidade e sem contundência para tratar de jovens na pandemia.

‘Sete Cores da Amazônia’: longa amazonense experimenta altos e baixos extremos

Dirigido por Ana Lígia Pimentel, “Sete Cores da Amazônia” se atrapalha em trama urbana, enquanto cresce ao partir para a floresta.

‘Obeso Mórbido’: conto cru sobre obsessão, corpo e identidade

Obeso Mórbido é um forte conto sobre um indivíduo e suas lutas obsessivas e o vazio interminável do homem e seus (des)prazeres.

‘Márcia Antonelli – Das Palavras à Sobrevivência’: cinema de luta, memória e identidade

Mariellen Kuma entrega um curta metragem que usa as palavras para dar o tom ao seu cinema e mostrar como a jornada, quando reconhecida, entrelaça afetos.