Com a exibição de filmes de 10 Estados do Brasil, a terceira edição da Mostra Sesc de Manaus chega a Manaus a partir de quinta-feira (28). As sessões gratuitas serão realizadas no Teatro Gebes Medeiros, localizado no fim da Avenida Eduardo Ribeiro, próximo à Praça do Congresso, das 18h30 às 21h.

O principal destaque a programação fica por conta da exibição dos filmes amazonenses, muitos deles, ainda inéditos em Manaus como “Príncipe da Encantaria”, de Izis Negreiros, e o documentário “O Céu dos Índios Desâna e Tuiuca”, de Flávia Abtibol e Chicco Moreira. Ganhador do Festival Olhar do Norte 2019, “Zana – Filho da Mata”, de Augustto Gomes, e “No Rio das Borboletas”, de Zeudi Souza também serão exibidos.

Crítico do Cine Set e facilitar do curso ‘Teoria e Prática do Roteiro’, Ivanildo Pereira será o mediador dos debates. A Mostra Sesc de Cinema visa “a difusão do circuito cinematográfico brasileiro, sendo uma iniciativa de valorização da produção audiovisual no país.  Lançada em 2017, conta com representantes de todas as regiões, procurando ampliar o acesso da população a uma filmografia que expresse a diversidade da produção contemporânea”.

Confira abaixo a programação:

‘3×4’: na simplicidade, a imensidão dos sentimentos

“3×4” marca ótima estreia de Juliana Tizatto na direção e roteiro a partir de grandes atuações de Andira Angeli e Isabela Catão.

‘Tarde Dentro da Tarde’: um rio de lugares comuns

Já que o rio sempre teve especial destaque nos filmes de Rafael Ramos, Tarde Dentro da Tarde talvez seja apenas um caso de leve maré baixa.

‘Jamary’: fantasia amazônica perdida em sucessão de problemas

Do básico do plano-contraplano a uma história sem rumo, Jamary, de Begê Muniz, se mostra uma grande confusão.

“A Terra das Estrelas Distantes”: a eterna busca do que é ser amazônida

“A Terra das Estrelas Distantes” parece querer nos lembrar, que a verdade do nosso passado também permanece escondida de nós mesmos.

‘Flores Secas’: melodrama de Arnaldo Barreto cai na maior armadilha dos curtas-metragens

Com tantos personagens e pretensões temáticas, Flores Secas, de Arnaldo Barreto, não consegue dar conta de praticamente nada que aspira.

Crítica | ‘As Versões que você fez de mim’, de Roger Barbosa

“As versões que você fez de mim” tenta ser intimista e reflexivo, mas a construção do protagonista se distancia desses dois aspectos.

‘Antes de Hoje’: curta carece de densidade ao abordar juventude marcada pela pandemia

Curta de James Bentes, ‘Antes de Ontem’ peca com superficialidade e sem contundência para tratar de jovens na pandemia.

‘Sete Cores da Amazônia’: longa amazonense experimenta altos e baixos extremos

Dirigido por Ana Lígia Pimentel, “Sete Cores da Amazônia” se atrapalha em trama urbana, enquanto cresce ao partir para a floresta.

‘Obeso Mórbido’: conto cru sobre obsessão, corpo e identidade

Obeso Mórbido é um forte conto sobre um indivíduo e suas lutas obsessivas e o vazio interminável do homem e seus (des)prazeres.

‘Márcia Antonelli – Das Palavras à Sobrevivência’: cinema de luta, memória e identidade

Mariellen Kuma entrega um curta metragem que usa as palavras para dar o tom ao seu cinema e mostrar como a jornada, quando reconhecida, entrelaça afetos.