- Fernanda Torres, por “Ainda Estou Aqui” – 168 PONTOS
- Demi Moore, por “A Substância” – 92 PONTOS
- Emma Stone, por “Pobres Criaturas” e “Tipos de Gentileza” – 85 PONTOS
- Zendaya, por “Rivais” – 49 PONTOS
- Yara de Novaes, por “Malu” – 45 PONTOS
CAIO PIMENTA
Num ano de grandes desempenhos femininos, tivemos as revelações de Arjona e Scott, os trabalhos sensíveis de Swinton e Gladstone, a engraçada e tocante Squibb, e as atuações fenomenais de Stone e Zendaya. Confesso que nunca achei Moore lá essas coisas como atriz, mas este foi, sim, o ano e o papel da sua vida e ela correspondeu. Dunst é uma fortaleza e Torres se mostrou fabulosa no tipo de atuação que é mais difícil, a meu ver, aquela que é internalizada e sutil. Todas são merecedoras da atenção e do carinho dos espectadores.
LEONARDO VELOSO
- Emma Stone, por “Pobres Criaturas” e “Tipos de Gentileza”
- Fernanda Torres, por “Ainda Estou Aqui”
- Demi Moore, por “A Substância”
- Cynthia Erivo, por “Wicked”
- Florence Pugh, por “Todo Tempo que Temos”
- Natalie Portman, por “Segredos de Um Escândalo”
- Tilda Swinton, por “O Quarto ao Lado”
- Anya Taylor-Joy, por “Furiosa: Uma Saga Mad Max”
- Greta Lee, por “Vidas Passadas”
- Julianne Moore, por “Segredos de Um Escândalo”
Emma Stone firmou uma grande parceria com Yorgos Lanthimos e conseguiu mostrar toda sua versatilidade e facetas em “Pobres Criaturas” e “Tipos de Gentileza” e se consolidou como uma das maiores atrizes de hollywood de sua geração. Fernanda Torres nos arrebatou como Eunice Paiva, com sua atuação contida e cheia de nuances no drama adaptado “Ainda Estou Aqui”. Demi Moore teve seu grande “comeback” com a comédia body-horror “A Substância” e se provou que é uma atriz que vai além (como ela mesma disse) de filmes pipoca.
- Fernanda Torres, por “Ainda Estou Aqui”
- Yara de Moraes, por “Malu”
- Emma Stone, por “Pobres Criaturas” e “Tipos de Gentileza”
- Eka Chavleishvili, por “Blackbird Blackbird Blackberry”
- Demi Moore, por “A Substância”
- June Squibb, por “Thelma”
- Julianne Moore, por “Segredos de Um Escândalo”
- Natalie Portman, por “Segredos de Um Escândalo”
- Greta Lee, por “Vidas Passadas”
- Zendaya, por “Rivais”
Menção Honrosa: Kristen Stewart “O Amor Sangra”.
Mais uma vez as mulheres no comando! Que ano de performances históricas. Ainda sinto o nó na garganta pela atuação avassaladora de Fernanda Torres, um Globo de Ouro é pouco. Yara de Moraes completamente entregue em uma personagem que é um sonho de qualquer atriz. Emma Stone brilhando em dois filmes do mesmo diretor e com performances completamente distintas, provando por A+B que é a melhor de sua geração. A georgeana Eka Chavleishvili me fez querer proteger e guardá-la em um potinho dos males do mundo dos homens. Demi Moore no auge da sua segurança cênica e absurda no papel. June Squibb no alto dos seus 95 anos mostrando que o etarismo não pode ser tolerado e o talento se sobressai às limitações. A dupla Moore e Portman assombrosas em personagens difíceis que só duas atrizes talentosas e inteligentes como elas poderiam entregar. Por fim, Zendaya, toda manipuladora e amadurecendo enquanto atriz. Go, girls!
LUCAS PISTILLI
- Fernanda Torres, por “Ainda Estou Aqui”
- Demi Moore, por “A Substância”
- Mzia Arabuli, por “Caminhos Cruzados”
- Sandra Hüller, por “Zona de Interesse“
- Danielle Deadwyler, por “Piano de Família”
- Emma Stone, por “Pobres Criaturas”
- Zendaya, por “Rivais”
- Florence Pugh, por “Todo Tempo Que Temos”
- Ayomi Domenica Dias, por “Levante”
- Maika Monroe, por “Longlegs”
Fernanda Torres se destacou esse ano em um papel delicado e contido que lhe deu a chance de mostrar um lado de sua atuação não tão conhecido do público. Ela não foi a única: 2024 não teve escassez de atuações femininas de peso. Demi Moore entregou seu melhor trabalho até hoje com “A Substância”, Mzia Arabuli encantou o público em “Caminhos Cruzados” e Sandra Hüller manteve seu histórico impecável em “Zona de Interesse”.
MARCOS FARIA
- Julianne Moore, por “Segredos de um Escândalo”
- Grace Passô, por “O Dia Que Te Conheci”
- Julianne Moore, por “O Quarto Ao Lado”
- Renate Reinsve, por “Um Homem Diferente”
- Tilda Swinton, por “O Quarto Ao Lado”
- Naomi Scott, por “Sorria 2”
- Anya Taylor-Joy, por “Furiosa”
- Natalie Portman, por “Segredos de um Escândalo”
- Nataly Rocha, por “Motel Destino“
- Mel Lisboa, por “Foram os Sussurros Que Me Mataram”
Se “Red Rooms” tivesse sido distribuído no Brasil, podem ter certeza que Juliette Gariépy, e não Julianne Moore, estaria no topo desta lista. “Motel Destino”, com seu enfadonho protagonista, tem um grande buraco negro em seu centro; sorte que Fábio Assunção e Nataly Rocha colocam lenha na fogueira. É difícil sustentar o tom cheio de poses empregado por Arthur Tuoto, mas Mel Lisboa se sai bem.
PÂMELA EURÍDICE
- Fernanda Torres, por “Ainda Estou Aqui”
- Penélope Cruz, por “Ferrari”
- Demi Moore, por “A Substância”
- Zendaya, por “Rivais”
- Katy O’Brian, por “O Amor Sangra”
- Alicia Vikander, por “O Jogo da Rainha”
- Sandra Hüller, por “Zona de Interesse”
- Julianne Moore, por “Segredos de um Escândalo”
- Greta Lee, por “Vidas Passadas”
- Grace Passô, por “O Dia que Te Conheci”
Esse foi um ano de atuações femininas sutis e robustas. O cinema nos apresentou mulheres fortes, mesmo em meio às suas fragilidades, e intérpretes que conseguiram transpassar essa potencialidade por meio da força bruta, dos jogos políticos e da crueldade com os outros e consigo.
COMO FUNCIONA O SISTEMA DE PONTUAÇÃO DO CINE SET:
Cada um dos críticos do Cine SET elege o seu ‘TOP 10’. Critério leva em conta filmes lançados nos cinemas, streaming ou televisão no Brasil entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2024.
Para cada lista, fizemos a pontuação:
1º lugar – 25 pontos
2º lugar – 18 pontos
3º lugar – 15 pontos
4º lugar – 12 pontos
5º lugar – 10 pontos
6º lugar – 8 pontos
7º lugar – 6 pontos
8º lugar – 4 pontos
9º lugar – 2 pontos
10º lugar – 1 ponto
Depois, tudo é somado e chegamos ao resultado final!




















