Com uma premiada carreira em curtas-metragens e prestes a lançar o primeiro longa, Cristiane Garcia representa o Amazonas no ’70 Olhares sobre os Direitos Humanos’. O projeto organizado pelo Ministério da Cidadania, com a produção do Instituto Cultura em Movimento – ICEM, traz 70 filmes com um minuto de duração feitos por dez diretores convidados, entre eles Tizuka Yamasaki, e 60 estudantes selecionados por meio de edital.

Neste momento, o projeto está em fase de distribuição destas obras. Para tanto, o ICEM está com inscrições abertas, até o dia 31 de maio, para instituições culturais e educacionais de todo o Brasil interessadas em receber e exibir os filmes. Serão distribuídos gratuitamente 150 kits que incluem os 70 filmes e material pedagógico para apoio às sessões seguidas de debates. O material de apoio traz noções básicas sobre a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o contexto de seu surgimento e sua aplicação no Brasil, além de sugestões de atividades para promover o debate a partir da exibição dos filmes.

Podem receber o material universidades, escolas, institutos e organizações da sociedade civil, que disponham de recursos técnicos para a realização de exibições gratuitas. O regulamento completo para as instituições interessadas em receber os kits está disponível no site do projeto: www.70olhares.org. 

DESTAQUES DO PROJETO

Os 70 filmes produzidos abordam temáticas variadas, como direito à educação, racismo, refugiados e imigrantes, população indígena, Direito LGBT, religião, intolerância, desigualdade social, liberdade de expressão, meio ambiente, ditadura, mobilidade urbana, entre outros temas presentes na DUDH.

As obras foram realizadas em diferentes formatos: 43 ficções, 12 documentários, 7 animações e 8 filmes experimentais. O cineasta Victor Lopes, por exemplo, assina uma obra experimental com imagens e vozes de artistas e cientistas para falar sobre o direito à cultura.  Tizuka Yamasaki usa a ficção para abordar os Direitos da pessoa idosa. Takumã Kaiukuro, outro cineasta convidado, fala sobre os direitos da população indígena no filme O Sal do Xingu. Já a cineasta Cristiane Garcia, de Manaus – AM, usa a Malhação de Judas para falar sobre direito à Justiça.

SOBRE CRISTIANE GARCIA

Cristiane Garcia traz uma premiada carreira comandando curtas-metragens. A adaptaçãod do conto do escritor amazonense Milton Hatoum, “Nas Asas do Condor”, foi o primeiro filme em 35mm do Amazonas em mais de três décadas. O projeto ganhador do prêmio Daycoval no Amazonas Film Festival de 2006 circulou por mais de 30 mostras e festivais, sendo exibido no Festival Internacional de Cinema Infantil – FICI. Já “Abóbora” se sagrou vencedor do Prêmio do Público e do Júri da Mostra de Curtas-Metragens Digital – Amazonas AFF. Por fim, “Aquário” integrou a primeira edição da Mostra do Cinema Amazonense.

Em 2019, a diretora gravou “Enquanto o Céu não me Espera”, primeiro longa-metragem da carreira. O projeto da produtora local Olha Já Filmes conta no elenco principal com Irandhir Santos, Priscila Vilela, Maycon Douglas, Jully Fabielly, Ágatha Dinelli e Cauãn. A história traz Irandhir Santos como Vicente, um agricultor, morador do beiradão de rio, herdeiro de uma cultura que seu pai iniciou e que garantiu o sustento de toda a família por um bom tempo. “Com as mudanças climáticas, sobreviver da agricultura de várzea ficou muito difícil. O “tempo” mudou. A enchente vem mais intensa, mais bruta. A seca racha ainda mais o solo. Vicente não desiste; persiste até a exaustão por dias melhores e noites tranquilas”, explicou a diretora em postagem feita nas redes sociais.

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