Caio Pimenta analisa o que esperar do Critics Choice 2025 e como ele pode ajudar “Emilia Pérez” a amenizar a rejeição.
SALVAÇÃO PARA EMILIA PÉREZ?
O Critics Choice estava previsto para acontecer no dia 12 de janeiro, uma semana após o histórico Globo de Ouro. Logo, a festa estava toda pronta antes de ser adiada devido ao incêndio em Los Angeles. Inicialmente, o evento foi transferido para o dia 26 de janeiro, mas a destruição provocou um novo atraso. Daí, chegamos ao dia 7 de fevereiro.
Uma coisa, entretanto, não mudou: o prazo para o envio dos votos para a escolha dos vencedores. Todos os participantes da entidade precisavam enviar os seus favoritos até o dia 10 de janeiro.
Logo, os principais impactos e mudanças vistos nas últimas semanas dificilmente serão sentidos no Critics’ Choice.
Com isso, prepare-se para ver “Emilia Pérez” ganhando muitos prêmios: o musical de Jacques Audiard é favorito, pelo menos, para Atriz Coadjuvante com Zoe Saldaña, Canção Original e, infelizmente, Filme Internacional, superando “Ainda Estou Aqui”. Se há ótimas chances de levar Melhor Filme, a produção francesa deve protagonizar a maior torta de climão da noite com a provável conquista de Melhor Elenco. Como não citar Karla Sofia Gascón?
O Critics Choice, porém, pode servir para “Emilia Pérez” ganhar um novo fôlego, especialmente se aqueles que subirem ao palco conseguirem reverter minimamente a grande rejeição que o longa ganhou nas últimas semanas. Um discurso bem ajustado de Zoe Saldaña, por exemplo, puxando para algo mais emocional, pode contribuir para essa missão.
BRODY, MOORE, CULKIN, CORBET
Quanto às demais categorias, vale observar todas as principais do Critics’ Choice.
Melhor Animação será importante para ver se “Flow” confirma a onda favorável desde a vitória no Globo de Ouro. Uma segunda conquista mostra que será um candidato bastante competitivo contra “Robô Selvagem” e “Divertida Mente 2”. A produção da DreamWorks Animation, entretanto, chega como favorita.
Nas atuações masculinas, Kieran Culkin busca consolidar a sensação de que será imbatível. O Critics Choice não captou o bom momento de “Um Completo Desconhecido”, o que poderia favorecer Edward Norton – a cinebiografia de Bob Dylan teve apenas quatro indicações. A surpresa, se ocorrer, tende a ser Yura Borisov, de “Anora”.
Em Atuação Principal, Adrien Brody busca fazer o mesmo após levar o Globo de Ouro. Timothée Chalamet e Ralph Fiennes estão no páreo.
Já em Melhor Atriz, Demi Moore é a franca favorita, embora Mikey Madison surja como uma potencial surpresa.
Mas, não duvido que, dependendo do grau de exaltação a “Emilia Pérez”, Karla Sofia Gascón possa vencer. Considero improvável, mas não nego que seria muito interessante. Um resultado que passaria de inclusivo e histórico para constrangedor.
Por fim, em Melhor Direção, creio que Brady Corbet consolide a dianteira sem maiores dificuldades. Sean Baker e Jacques Audiard, entretanto, estão na briga e podem vencer.
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Agora, sendo bem sincero, nunca olhei para o Critics’ Choice com tanta atenção ao longo da temporada de premiações. Considero-o um evento inchado, com muitas categorias para abranger o maior número possível de vencedores e indicados. Fora que compete com o Globo de Ouro, o qual, mesmo com todas as suas falhas, consegue chamar mais a atenção, tanto por ser sempre o primeiro do ano quanto por ser mais tradicional.
Neste fim de semana, estou muito mais de olho no Annie Awards e nas premiações do Sindicato dos Diretores e Produtores do que no Critics Choice.

















