1. Luca Guadagnino, por “Rivais” e “Queer” – 145 PONTOS
  2. Coralie Fargeat, por “A Substância” – 85 PONTOS
  3. Walter Salles, por “Ainda Estou Aqui” – 77 PONTOS
  4. Jonathan Glazer, por “Zona de Interesse“ – 62 PONTOS
  5. Yorgos Lanthimos, por “Pobres Criaturas” e “Tipos de Gentileza” – 56 PONTOS

CAIO PIMENTA

  1. Luca Guadagnino, por “Rivais” e “Queer”
  2. Coralie Fargeat, por “A Substância”
  3. Leonardo Mouramateus, por “Greice”
  4. Jonathan Glazer, por “Zona de Interesse”
  5. Mati Diop, por “Dahomey”
  6. Celine Song, por “Vidas Passadas” 
  7. Alice Rohrwacher, por “La Chimera“
  8. Todd Haynes, por “Segredos de um Escândalo“
  9. André Novais Oliveira, por “O Dia que Te Conheci“
  10. Clint Eastwood, por “Jurado Número 2”

Um ano em que você faz um grandioso filme como “Rivais” e outro muito bom como “Queer” e não ganhar Melhor Direção é praticamente impossível. Não desafio a lógica e fico com Guadagnino. A contundência do terror de Fargeat está no mesmo grau da ironia dela em “A Substância”. Mouramateus e Oliveira trouxeram os melhores trabalhos de direção de um ano inesquecível do cinema brasileiro. Não dá para ser indiferente a “Zona de Interesse” e isso ocorre pela direção provocativa de Glazer. Diop traduz o que é um cinema decolonial, enquanto Rohrwacher vai certeira na melancolia e depressão europeia e Song reflete sobre imigração a partir de um romance cheio de personalidade. Clint volta à boa forma ao renovar os dramas de tribunal. E ninguém filma uma geladeira abrindo como Haynes.

DANILO AREOSA

  1. Luca Guadagnino, por “Rivais”
  2. Walter Salles, por “Ainda Estou Aqui”
  3. Clint Eastwood, por “Jurado N.2”
  4. Celine Song, por “Vidas Passadas”
  5. Alexander Payne, por “Os Rejeitados”
  6. Ryusuke Hamaguchi, por “O Mal Não Existe”
  7. Jonathan Glazer, por “Zona de Interesse”
  8. Todd Haynes, por “Segredos de um Escândalo”
  9. Coralie Fargeat, por “A Substância”
  10. Yorgos Lanthimos, por “Pobres Criaturas”

Menções Honrosas: Richard Linklater, Assassino Por Acaso; Nanni Moretti, O Melhor Está Por Vir; André Novais Oliveira, O Dia Depois que Te Conheci; Pedro Almodóvar, O Quarto ao Lado; Wim Wenders, Dias Perfeitos.

2025 foi um grande ano para direção e com certeza daria para fazer um top 20. Luca Guadagnino liderou a lista por fazer o filme mais virtuoso do ano. Por sua vez, Walter Salles Jr com o seu cinema humanista concebeu o poder da resiliência e o filme necessário de 2025. Clint Eastwood no modo tadala cinematográfico continua a todo vapor no seu cinema clássico moral. Celine Song e Alexander Payne exploraram a vertente do cinema intimista das relações humanas para analisarem seus personagens. Ryusuke Hamaguchi, Jonathan Glazer, Todd Haynes e Yorgos Lanthimos mergulharam fundo em obras inusitadas sobre a natureza humana. Já Coralie Fargeat realizou uma das obras mais empoderadas do cinema de gênero com um olhar provocativo e ácido em relação a indústria cinematográfica.

GUSTAVO JORDAN

  1. Ryusuke Hamaguchi, por “O Mal Não Existe”
  2. Kiyoshi Kurosawa, por “Chime”
  3. Clint Eastwood, por “Jurado Nº 2”
  4. Michael Mann, por “Ferrari”
  5. Todd Haynes, por “Segredos de um Escândalo”
  6. Alexander Payne, por “Os Rejeitados”
  7. Francis Ford Coppola, por “Megalópolis“
  8. Luca Guadagnino, por “Rivais”
  9. M. Night Shyamalan, por “Armadilha”
  10. Aaron Schimberg, por “Um Homem Diferente“

Depois de Drive My Car e Wheel of Fortune and Fantasy, eu já considerava Ryusuke Hamaguchi um dos grandes nomes do cinema contemporâneo. No entanto, O Mal Não Existe me tocou de uma forma completamente diferente. Aliás, não acredito que outro diretor seria capaz de criar algo tão único quanto ele fez aqui, em parceria com Eiko Ishibashi, responsável pela trilha sonora. A música, de certa forma, molda o filme, mas é no silêncio e nas elipses que ele encontra seus momentos mais poderosos.

IVANILDO PEREIRA

Walter Salles

  1. Walter Salles, por “Ainda Estou Aqui”
  2. Wim Wenders, por “Dias Perfeitos”
  3. Yorgos Lanthimos, por “Pobres Criaturas”
  4. Alexander Payne, por “Os Rejeitados”
  5. Coralie Fargeat, por “A Substância”
  6. Luca Guadagnino, por “Rivais”
  7. Jonathan Glazer, por “Zona de Interesse”
  8. Clint Eastwood, por “Jurado Nº 2”
  9. George Miller, por “Furiosa: Uma Saga Mad Max”
  10. Ryusuke Hamaguchi, por “O Mal Não Existe”

No meu ranking de melhores trabalhos de direção de 2024, temos veteranos que ainda são capazes de enxergar mais longe do que muitos cineastas com sangue novo – casos de Wenders, Payne, Eastwood e Miller. Hanaguchi voltou com mais um trabalho delicado, Lanthimos se sobressaiu com uma visão grandiosa, e Fargeat caprichou no surrealismo e na maluquice para criar uma experiência inusitada. Glazer veio com um olhar quase alienígena – Kubrick ficaria feliz – e Guadagnino explorou de forma magistral as tensões do seu roteiro e entre seus atores. Já Salles criou a experiência mais emocional do ano, curiosamente num filme contido, mas que afeta muito.

LEONARDO VELOSO

     

  1. Luca Guadagnino, por “Rivais”
  2. Coralie Fargeat, por “A Substância”
  3. Yorgos Lanthimos, por “Pobres Criaturas” e “Tipos de Gentileza”
  4. Kiyoshi Kurosawa, por “Chime”
  5. George Miller, por “Furiosa: Uma Saga Mad Max”
  6. Jonathan Glazer, por “Zona de Interesse”
  7. Walter Salles, por “Ainda Estou Aqui”
  8. Aaron Schimberg, por “Um Homem Diferente”
  9. Karim Ainouz, por “Motel Destino“
  10. Celine Song, por “Vidas Passadas”

Na minha opinião, Luca Guadagnino segue sendo o grande diretor do ano por seu trabalho em “Rivais”. Seu jogo de câmera e a capacidade de nos inserir em uma quadra de tênis como se os espectadores fossem realmente jogadores e, ao mesmo tempo, trazer toda uma ambientação sexual, é um trabalho bastante original que não vi em anos. Já a francesa Coralie Fargeat merece destaque pelo seu filme de body horror, “A Substância”. Outro europeu que vem se consagrando na indústria americana é o grego Yorgos Lanthimos. Em 2024, o mesmo lançou “Pobres Criaturas” e “Tipos de Gentileza”, dois filmes que continuam trazendo sua personalidade por trás das câmeras, assim como sua insanidade, sem contar sua capacidade de comunicar, através de seus personagens, temas atuais e profundos. Contudo, o japonês Kiyoshi Kurosawa nos surpreendeu com seu terror psicológico, “Chime”. O média-metragem traz uma direção estática que te congela os nervos, além de conseguir te aterrorizar sem nenhum artifício barato.

LUCAS LOPES AFLITOS

  1. Yorgos Lanthimos, por “Pobres Criaturas”
  2. Walter Salles, por “Ainda Estou Aqui”
  3. Luca Guadagnino, por “Rivais”
  4. Jonathan Glazer, por “Zona de Interesse”
  5. Coralie Fargeat, por “A Substância”
  6. Wim Wenders, por “Dias Perfeitos”
  7. Todd Haynes, por “Segredos de um Escândalo”
  8. Rodrigo Prieto, por “Pedro Páramo“
  9. Elene Naveriani, por “Bla”
  10. Pedro Freire, por “Malu“

Dois já clássicos cinco estrelas estão no topo desta minha lista. Se o grego Lanthimos nos leva para a sua fábula da liberdade e descoberta, o brasileiro Salles volta no tempo, quando a liberdade não era uma escolha e se pagava muito caro: com a vida. O assombro do mal também permeou as direções seguras e imperativas de Glazer, Fargeat e Prieto. Pedro Freire faz de “Malu” um dos grandes momentos do cinema brasileiro em 2024, enquanto Haynes joga as cartas na mesa de um caso grotesco e Naveriani mostra sua ótica do patriarcado e repressão ao corpo da mulher. O sopro de alívio vem da Ásia com Wim Wenders no encantador “Dias Perfeitos”. E que premiações são essas que deixam Luca Guadagnino e o frenético “Rivais” de fora, gente?

Menção honrosa: Alexander Payne (“Os Rejeitados”); Celine Song (“Vidas Passadas”); Andrew Haigh (“Todos Nós Desconhecidos”); Rose Glass (“O Amor Sangra”) e Cord Jefferson (“Ficção Americana”).

LUCAS PISTILLI

  1. Andrew Haigh, por “Todos Nós Desconhecidos“
  2. Luca Guadagnino, por “Rivais”
  3. Coralie Fargeat, por “A Substância”
  4. Jonathan Glazer, por “Zona de Interesse”
  5. Walter Salles, por “Ainda Estou Aqui”
  6. Ali Abbasi, por “O Aprendiz“
  7. Alexander Payne, por “Os Rejeitados”
  8. Denis Villeneuve, por “Duna: Parte 2″
  9. Levan Akin, por “Caminhos Cruzados”
  10. Alice Rohrwacher, por “La Chimera”

Em 2024, os grandes nomes na cadeira de diretor vieram de fora dos Estados Unidos, trazendo uma multiplicidade de visões para a telona. Entre projetos ultrapessoais (Todos Nós Desconhecidos, Caminhos Cruzados), grandes filmes de gênero (A Substância, Duna – Parte 2) e passeios por períodos sombrios da história (Zona de Interesse, Ainda Estou Aqui), estes cineastas mostraram que o cinema continua muito plural (e internacional), obrigado.

MARCOS FARIA

  1. André Novais Oliveira, de “O Dia que te Conheci”
  2. Kiyoshi Kurosawa, por “Chime”
  3. Ryusuke Hamaguchi, por “O Mal Não Existe”
  4. Clint Eastwood, por “Jurado Número 2”
  5. M. Night Shyamalan, por “Armadilha”
  6. Wim Wenders, por “Dias Perfeitos”
  7. George Miller, por “Furiosa”
  8. Aaron Schimberg, por “Um Homem Diferente”
  9. Todd Haynes, por “Segredos de um Escândalo”
  10. William Friedkin, por “The Caine Mutiny Court-Martial“

Os títulos desta lista também aparecem na de melhores filmes, se bem que em ordem diferente (não me perguntem o porquê; às vezes é preciso seguir o coração) e com uma importante substituição: Todd Haynes no lugar de Petrus Cariry. O motivo é simples: não gostei tanto de seu “Segredos de um Escândalo”, mas ele cruzou meu pensamento mais vezes em 2024 do que “Mais Pesado É O Céu”, de Cariry.

PÂMELA EURÍDICE

  1. Luca Guadagnino, por “Rivais”
  2. Jonathan Glazer, por “Zona de Interesse”
  3. Celine Song, por “Vidas Passadas”
  4. Coralie Fargeat, por “A Substância”
  5. Karim Ainouz, por “Motel Destino” e “O Jogo da Rainha”
  6. Alice Rohrwacher, por “La Chimera”
  7. Clint Eastwood, por “Jurado Número 2”
  8. André Novais Oliveira, por “O Dia que te Conheci”
  9. George Miller, por “Furiosa”
  10. Zöe Kravitz, por “Pisque Duas Vezes”

Em sua estreia na direção cinematográfica, Kravitz traz uma denúncia em forma de sátira. Arrisco dizer que seja o “Corra!” versão feminina. Nessa esteira, Fargeat também utiliza o mesmo mecanismo para apontar o quão cruel a indústria é conosco, mulheres, e o quanto nós mesmas somos com nosso corpo. Miller mostra como alimentar uma saga, trazendo um novo gás que dialoga com seu público cativo ao mesmo tempo em que conquista as novas gerações. De forma semelhante, Eastwood oferece uma roupagem nova para uma história já vista tantas vezes no cinema. Entre tantos cenários bucólicos e a paixão pela sua terra, Rohrwacher mostra uma Itália viva, decadente e que tem muita história em suas entranhas. André Novais e Celine Song bebem do cotidiano, do afeto, de encontros e despedidas para contar narrativas altamente identificáveis, enquanto o relato mineiro dá um quentinho no coração e algumas gargalhadas. Song nos leva a refletir sobre nossas escolhas e os caminhos que tomamos. De 0 a 100, é como posso chamar a versatilidade do cearense Ainouz, por isso seu lugar carimbado nessa lista. Por fim, a edição de som e as escolhas de falar sobre o Holocausto de forma a ostentar a banalidade do mal evidenciam o apuro técnico de Glazer. “Absolute cinema” é o que Guadagnino fez em “Rivais” – o desejo, os corpos, a ambição são apenas alguns dos tópicos que tornam este trabalho ímpar.

COMO FUNCIONA O SISTEMA DE PONTUAÇÃO DO CINE SET:

Cada um dos críticos do Cine SET elege o seu ‘TOP 10’. Critério leva em conta filmes lançados nos cinemas, streaming ou televisão no Brasil entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2024.

Para cada lista, fizemos a pontuação:

1º lugar – 25 pontos

2º lugar – 18 pontos

3º lugar – 15 pontos

4º lugar – 12 pontos

5º lugar – 10 pontos

6º lugar – 8 pontos

7º lugar – 6 pontos

8º lugar – 4 pontos

9º lugar – 2 pontos

10º lugar – 1 ponto

Depois, tudo é somado e chegamos ao resultado final!