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Caio Pimenta analisa as principais surpresas e esnobadas do Actors Awards 2026, incluindo, a ausência de Wagner Moura em Melhor Ator.

WAGNER MOURA FORA

O Actors Awards, antigo SAG, anunciou a lista de indicados ao prêmio sem a presença de Wagner Moura em Melhor Ator. Cá entre nós, nenhuma novidade: o evento do sindicato dos atores dos EUA é feito para consagrar as estrelas do país.  

Logo, salvo raríssimas exceções como “Parasita” ganhar Melhor Elenco e Karla Sofía Gascón concorrer a Melhor Atriz, produções de língua-inglesa, por melhor que sejam, quase sempre ficam de fora. 

Portanto não fiquem tristes, achando que a vaga do Wagner está ameaçada e que ele pode ficar de fora do Oscar 2026. Neste sentido, o Actors Awards não é parâmetro para a estrela de “O Agente Secreto”

SURPRESAS

De qualquer modo, tivemos sim surpresas e esnobadas na lista. 

Da turma que se destacou, a Odessa A´zion superou a concorrência interna com a Gwyneth Paltrow e conseguiu a vaga de Melhor Atriz Coadjuvante por “Marty Supreme”.

Mostra a força tanto de uma atriz em ascensão em Hollywood quanto o carinho do sindicato com o longa do Josh Safdie: o filme da A24 apareceu em três categorias, incluindo, Melhor Ator com Timothée Chalamet e Melhor Elenco. 

Esnobada no Globo de Ouro, a Wunmi Mosaku voltou a crescer com a indicação também a Atriz Coadjuvante. Vai no embalo de “Pecadores” que disputa quatro categorias.

Outra boa novidade do longa do Ryan Coogler foi o Miles Caton surgindo em Ator Coadjuvante.

Falando de filmes de terror, não chega a ser uma surpresa, mas, Amy Madigan mostra força na temporada e deve ser finalista do Oscar por “A Hora do Mal”

 

Jesse Plemons aproveitou a ausência do Wagner Moura para figurar em Melhor Ator por “Bugonia”.

A dramédia do Yorgos Lanthimos, aliás, se aproveitou das ausências dos candidatos internacionais ao emplacar os dois protagonistas em suas respectivas categorias. 

Como já havia alertado aqui no canal, Kate Hudson está em processo de subida por “Song Sung Blue” e conseguiu a vaga em Melhor Atriz.

A estrela ainda luta contra um filme que não pegou na temporada, mas, o desempenho dela é daqueles que os votantes da Academia amam indicar. 

Por fim, “Frankenstein” segue em grande fase e conseguiu a indicação a Melhor Elenco. 

Com o bom desempenho no Critics Choice e uma possibilidade enorme de domínio nas categorias técnicas, o terror do Guillermo del Toro tem tudo para uma manhã de indicações forte no Oscar 2026. 

as ESNOBADAS

Esnobadas, claro, sempre aparecem em mais peso porque envolvem mais candidatos. O Actors Awards 2026 teve sua cota para dar e vender.

Além do Wagner Moura, “Valor Sentimental” também foi prejudicado por esta rejeição do sindicato a obras de língua não-inglesa.

Nem mesmo ter um elenco com Stellan Skarsgard, Renate Reinsve e Elle Fanning, figuras conhecidas de Hollywood, foi suficiente para quebrar resistências. Não vejo as indicações certas deles arriscadas no Oscar. 

“Coração de Lutador”, definitivamente, não conquistou o sindicato dos atores. Nem Emily Blunt muito menos Dwayne Johnson foram lembrados. Com isso, fica praticamente impossível pensar na ida dos dois ao Oscar.

Também parece fim da linha para “Jay Kelly”: o drama do Noah Baumbach simplesmente foi esquecido mesmo com estrelas do porte de George Clooney e Adam Sandler com chances de indicação.

Em menor escala, “Vivo ou Morto” com Josh O´Connor e Glenn Close segue pelo mesmo caminho. 

Em Melhor Atriz, Amanda Seyfried ficou pelo caminho por “O Testamento de Ann Lee”. Apesar da entrega corporal e do canto, a estrela sofre com um musical fora da caixinha e que não empolgou muito ao longo da temporada. Levando em consideração que o Oscar deve indicar Renate Reinsve, agora, Seyfried está posição para lá de delicada.

Cynthia Erivo e Jennifer Lawrence praticamente ficaram sem chances alguma. 

Joel Edgerton quer esquecer o Actors Awards pela esnobada de “Sonhos de Trem”. Era um prêmio importante para se consolidar na disputa pela última vaga de Melhor Ator no Oscar e ele acabou não conseguindo. Mostra também a fragilidade do drama da Netflix, ausente total do prêmio do Sindicato dos Atores. 

Autor

  • Editor-chefe do Cine Set. Exerce o cargo de diretor de programas na TV Ufam. Formado em jornalismo pela Universidade Federal do Amazonas com curso de pós-graduação na Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo.

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