O Oscar 2025 de Melhor Ator é o mais previsível entre as categorias de atuação. Quatro vagas estão praticamente definidas, embora não haja um único favorito.
Já a briga pela indicação final está concentrada em poucos nomes.
Neste novo vídeo do Cine Set, apresento um panorama da categoria.
POUCAS CHANCES
Por Sniper Americano, Bradley Cooper foi o único ator nos últimos 10 anos a ter sido esnobado tanto no Globo de Ouro quanto no Critics Choice Awards e não ter vencido nada nos principais prêmios da crítica dos EUA, mas ainda assim foi indicado ao Oscar na categoria.
De todos esses primeiros precursores, o Globo de Ouro tem a maior taxa de acertos: em 70% das vezes, previu todos os indicados. Claro que isso é favorecido pelo fato de indicar entre 10 e 12 atores, devido à divisão entre comédia e drama. O Critics, por outro lado, tem conciliado com a Academia nos dois últimos anos. Logo, estar entre os finalistas ajuda bastante.
Por isso, Nicholas Hoult, de Jurado Número 2, John David Washington, de Piano de Família, Paul Mescal, por Gladiador 2, e Timothée Chalamet, de Duna 2, estão praticamente descartados. Além do Globo de Ouro e Critics, eles também não venceram nem o National Board of Review nem os críticos de Nova York e Los Angeles.
OS FAVORITOS
Seis atores conseguiram emplacar indicações no Globo de Ouro e no Critics Choice.
Foram os casos de Timothée Chalamet, por Um Completo Desconhecido; Adrien Brody, por O Brutalista; Colman Domingo, de Sing Sing; Ralph Fiennes, por Conclave; Daniel Craig, por Queer; e Hugh Grant, de Herege.
Aqui, não há muitas dúvidas de que Chalamet, Brody, Domingo e Fiennes irão aparecer. O astro de Um Completo Desconhecido dificilmente ficará de fora, devido ao ano excelente e por interpretar uma lenda da história da cultura pop dos EUA.
Fiennes tem a narrativa de que chegou a hora dele ganhar e está em um filme que deve agradar em cheio à Academia. Brody também é um candidato com chances, tanto pelo filme quanto pelo fato de retornar após um período de baixa.
Por fim, Colman Domingo está prestigiado em Hollywood a ponto de ser a única indicação de Sing Sing. Entre os quatro, ele é quem mais corre risco, mas as chances de ele ficar de fora são mínimas.
A ÚLTIMA VAGA
Pela quinta vaga, vejo três nomes com possibilidades reais.
E um deles não é Hugh Grant: apesar das indicações ao Critics’ e ao Globo de Ouro, considero improvável a sua presença no Oscar. Aqui, pesa a concorrência interna na A24: o astro de Herege é do mesmo estúdio de Adrien Brody, Colman Domingo e Daniel Craig. Dificilmente a A24 emplacará quatro indicados.
Falando em Daniel Craig, ele ganhou o prêmio da categoria do National Board of Review. Nos últimos 10 anos, nove dos vencedores dessa premiação foram indicados ao Oscar. Além disso, o fato de Craig encarar cenas tórridas, deixando para trás qualquer resquício de sua época como James Bond, favorece sua candidatura. Por outro lado, a lisergia do longa pode afastar muita gente.
Sebastian Stan também está de olho na indicação. O eterno Soldado Invernal vive a melhor fase da carreira com Um Homem Diferente e O Aprendiz. Para além da possível divisão de votos, há o fato de ambos os filmes estarem distantes do radar das principais categorias – no máximo, a cinebiografia de Donald Trump pode resultar em uma indicação de Jeremy Strong como Ator Coadjuvante.
Por fim, há Jesse Eisenberg: A Verdadeira Dor é um candidato em alta nesta temporada, com grandes chances de aparecer em Melhor Filme, como favorito em Ator Coadjuvante e com a vaga praticamente garantida em Roteiro Original. Nesse embalo, não me surpreenderia vê-lo aqui também; seria o retorno à categoria após 14 anos, e em um momento mais maduro.
O Globo de Ouro, aliás, pode ajudar um pouco nesse caminho: Eisenberg e Stan duelam em Melhor Ator de Comédia/Musical. Quem vencer sairá ligeiramente na frente. Se ambos perderem para Jesse Plemons ou até Hugh Grant, podem jogar a toalha.
Se as indicações ao Oscar 2025 de Melhor Ator fossem hoje, os finalistas seriam:
- Adrien Brody, por O Brutalista
- Colman Domingo, por Sing Sing
- Daniel Craig, por Queer
- Ralph Fiennes, por Conclave
- Timothée Chalamet, por Um Completo Desconhecido


















