- Koji Yakusho, por “Dias Perfeitos” – 124 PONTOS
- Paul Giamatti, por “Os Rejeitados” – 114 PONTOS
- Sebastian Stan, por “Um Homem Diferente” e “O Aprendiz“ – 99 PONTOS
- Nicholas Hoult, por “Jurado Número 2” – 71 PONTOS
- Glen Powell, por “Assassino por Acaso”, “Twisters” e “Todos Menos Você” – 56 PONTOS
CAIO PIMENTA
- Glen Powell, por “Assassino por Acaso”, “Twisters” e “Todos Menos Você”
- Koji Yakusho, por “Dias Perfeitos”
- Paul Giamatti, por “Os Rejeitados”
- Nicholas Hoult, por “Jurado Número 2”
- Josh O’Connor, por “La Chimera“
- Josh Hartnett, por “Armadilha”
- Sebastian Stan, por “Um Homem Diferente” e “O Aprendiz”
- Demick Lopes, por “A Filha do Palhaço”
- Jesse Plemons, por “Tipos de Gentileza“
- Jeffrey Wright, por “Ficção Americana“
Glen Powell foi o cara de Hollywood em 2024: da comédia romântica ao filme de ação, ele personificou o galã, mas, foi na excelente comédia de Richard Linklater que mostrou versatilidade em um papel que deveria ter mais reconhecimento na temporada de premiações. Não estou no grupo dos fãs de “Dias Perfeitos”, mas, admito que Koji Yakusho realmente é sublime. Paul Giamatti tinha que ter vencido Melhor Ator no Oscar e Nicholas Hoult se revela uma grata surpresa após tantas papéis irregulares. Se O´Connor é a alma do belo filme italiano, Harnett se mostra sagaz e bem à vontade nas artimanhas de Shyamalan. Stan deixou o Capitão Invernal definitivamente para trás, Lopes é um ator que merece maior reconhecimentos da cinefilia brasileira, Plemons permanece como um dos atores mais confiáveis do cinema americano e Wright confere a acidez perfeita de um filme que não entrega tudo o que merece.
DANILO AREOSA
- Paul Giamatti, por “Os Rejeitados”
- Koji Yakusho, por “Dias Perfeitos”
- Sebastian Stan, por “Um Homem Comum”
- Nicholas Hoult, por “Jurado N.2”
- Renato Novaes, por “O Dia que Te Conheci“
- Teo Yoo, por “Vidas Passadas“
- Andrew Scott, por “Todos Nós Desconhecidos“
- Nanni Moretti, por “O Melhor Está Por Vir”
- Glen Powell, por “Assassino Por Acaso”
- Josh Hartnett, por “Armadilha”
Menções Honrosas: Adam Driver, Ferrari; David Dastmalchian, Entrevista com o Demônio; Jesse Plemons, Tipos de Gentileza.
Paul Giamatti combina muito bem com o cinema de Alexander Payne, por isso foi a melhor atuação do ano por captar toda essência chata e humana de um professor ranzinza. Koji Yakusho, Teo Yoo e Nicholas Hoult se mostraram virtuosos na intepretação de personagens intimistas e cheios de imperfeições. Não sou grande fã dos filmes, mas reconheço as belas atuações de Sebastian Stan e Andrew Scott neles. Por sua vez, Renato Novaes, Nanni Moretti e Glen Powell transbordaram humanidade, carisma e cativaram o público com suas performances. Já o sumido Josh Hartnett deu as caras com um delicioso (e assustador) assassino em série.
GUSTAVO JORDAN
- Nicholas Hoult, por “Jurado 2”
- Sebastian Stan, por “Um Homem Diferente”
- Hitoshi Omika, por “O Mal Não Existe”
- Charles Melton, por “Segredos de um Escândalo“
- Mutsuo Yoshioka, por “Chime”
- Adam Driver, por “Ferrari”
- Paul Giamatti, por “Os Rejeitados”
- Josh Hartnett, por “Armadilha”
- Josh O’Connor, por “Rivais”
- Mike Faist, por “Rivais”
Nicholas Hoult interpreta um homem de família idealizado: trabalhador, pai dedicado, o típico americano branco que aparenta perfeição, mas esconde segredos e um passado sombrio. Seu conflito está em se enxergar como esse modelo de perfeição, alguém que acredita e luta pela justiça, mas que, no fundo, ainda é um covarde, preso às sombras de seus próprios erros. Esse papel é uma oportunidade para Hoult finalmente mostrar todo o seu potencial, após anos relegado a aparições menores, sem a chance de realmente brilhar.
IVANILDO PEREIRA
- Koji Yakusho, por “Dias Perfeitos”
- Paul Giamatti, por “Os Rejeitados”
- Glen Powell, por “Assassino por Acaso”
- Josh O’Connor, por “Rivais”
- Hugh Grant, por “Herege“
- Aaron Pierre, por “Rebel Ridge”
- Chris Hemsworth, por “Furiosa: Uma Saga Mad Max”
- Nicholas Hoult, por “Jurado N.2”
- Nicolas Cage, por “O Homem dos Sonhos”
- David Dastmalchian, por “Entrevista com o Demônio”
Gostei muito dessas dez atuações, algumas pela força e pela presença que comandaram em tela – casos de Hemsworth e Pierre – e outras pela inteligência da caracterização e da performance como um todo, como foram os casos de Dastmalchian, O’Connor, Hoult e Grant. Foi um bom ano para Cage, que aqui quase reviveu seus dias de Adaptação (2002). Mas os maiores destaques foram mesmo o estupendo Giamatti e a revelação de Powell – esse cara vai longe. E a minha preferida, se é que o termo se aplica, foi a sensível e brilhante atuação de Yakusho. Aliás, chamar de atuação é quase um insulto: Ele criou uma figura com a qual eu até gostaria de bater um papo e tomar uma cerveja. Não consigo pensar num elogio maior que esse.
LEONARDO VELOSO
- Sebastian Stan, por “Um Homem Diferente” e “O Aprendiz”
- Paul Giamatti, por “Os Rejeitados”
- Jesse Plemons, por “Tipos de Gentileza”
- Daniel Craig, por “Queer“
- Nicholas Hoult, por “Jurado Nº 2”
- Glen Powell, por “Assassino por Acaso”
- Izaac Wang, por “Dìdi”
- Hugh Grant, por “Herege”
- Koji Yakusho, por “Dias Perfeitos”
- Paul Mescal, por “Gladiador 2”
Se podemos falar em ator do ano, com certeza, temos que citar Sebastian Stan. O ator romeno continua provando que é um profissional de grande calibre e que seu talento vai muito além de filmes de super-heróis, o mesmo entregou grandes atuações em 2024, seja no drama “O Aprendiz” ou na comédia inteligente “Um Homem Diferente”. Paul Giamatti, é um veterano que cotinua consistente e que retratou um personagem a altura de seu brilhantismo em “Os Rejeitados”. Jesse Plemons, nos trouxe uma atuação cômica na medida certa em “Tipos de Gentileza”. E Daniel Craig, o famoso 007, conseguiu se desvincular de toda sua reputação heteronormativa no drama “Queer” com uma atuação digna de prêmios.
LUCAS LOPES AFLITOS
- Koji Yakusho, por “Dias Perfeitos”
- Paul Giamatti, por “Os Rejeitados”
- Andrew Scott, por “Todos Nós Desconhecidos”
- Jeffrey Wright, por “Ficção Americana”
- Manuel Garcia-Rulfo, por “Pedro Páramo“
- Roamir Pineda, por “A Filha do Pescador”
- Mike Faist, por “Rivais”
- Izaac Wang, por “Dìdi”
- Chico Díaz, por “Vermelho Monet”
- Fábio Assunção, por “Motel Destino“
Achei um ano relativamente fraco para os atores, pelo menos dos filmes que tive oportunidade de assistir. Porém, acho essa minha lista muito simpática e diversificada. E, mesmo achando “Motel Destino” muito abaixo do esperado, simpatizei com a presença do Fábio Assunção em cena.
LUCAS PISTILLI
- Sebastian Stan, por “O Aprendiz”
- Andrew Scott, por “Todos Nós Desconhecidos”
- Daniel Craig, por “Queer”
- Mike Faist, por “Rivais”
- Josh O’Connor, por “La Chimera”
- Paul Giamatti, por “Os Rejeitados”
- Jesse Plemons, por “Tipos de Gentileza”
- Andrew Garfield, por “Todo Tempo Que Temos”
- Timothée Chalamet, por “Duna: Parte 2″
- Christian Friedel, por “Zona de Interesse“
Todo o meu respeito para Sebastian Stan: ele conseguiu entregar um retrato (quase) empático de uma figura divisiva em um cenário de grande polarização social. Sua performance conseguiu se destacar dentre outras que também foram devidamente aclamadas, como a dos gays solitários interpretados por Andrew Scott e Daniel Craig e a do professor linha dura que Paul Giamatti retratou com maestria.
MARCOS FARIA
- Renato Novaes, por “O Dia Que Te Conheci”
- Koji Yakusho, por “Dias Perfeitos”
- Hitoshi Omika, por “O Mal Não Existe”
- Josh Hartnett, por “Armadilha”
- Sebastian Stan, por “Um Homem Diferente”
- Nicholas Hoult, por “Jurado No. 2”
- Glen Powell, por “Hit Man”
- Jason Clarke, por “The Caine Mutiny Court-Martial“
- Matheus Nachtergaele, por “Mais Pesado É o Céu”
- Justice Smith, por “Eu Vi o Brilho da TV”
Simplesmente não dá pra negar que o ano foi de Renato Novaes. Jason Clarke está excelente no último longa de Friedkin: é a primeira vez que me lembro de conseguir tolerar sua fuça em cena. Se “Mais Pesado É o Céu” não cai de vez no miserabilismo cinematográfico, isso se deve em boa parte a Nachtergaele. “Eu Vi o Brilho da TV” é soterrado pelo peso da própria alegoria, mas a vulnerabilidade de Smith impressiona.
PÂMELA EURÍDICE
- Jesse Plemons, por “Tipos de Gentileza”
- Koji Yakusho, por “Dias Perfeitos”
- Adam Driver, por “Ferrari”
- Josh O’Connor, por “La Chimera” e “Rivais”
- Hugh Grant, por “Herege”
- Andrew Scott, por “Todos Nós Desconhecidos”
- Paul Giamatti, por “Os Rejeitados”
- Zac Efron, por “Garra de Ferro”
- Nicolas Cage, por “Longlegs”
- Fábio Assunção, por “Motel Destino”
O que me chama atenção nessas interpretações é a vivacidade e a diferenciação que esses atores tomam de todos os papeis que interpretaram anteriormente. Seja por meio do olhar, entonação de voz e até mesmo do trabalho corporal. As vezes só uma lágrima enquanto se ouve uma música dirigindo ao pôr-do-sol ou uma risada imperceptível quando se faz a tacada certa.
COMO FUNCIONA O SISTEMA DE PONTUAÇÃO DO CINE SET:
Cada um dos críticos do Cine SET elege o seu ‘TOP 10’. Critério leva em conta filmes lançados nos cinemas, streaming ou televisão no Brasil entre 1 de Janeiro e 31 de Dezembro de 2023.
Para cada lista, fizemos a pontuação:
1º lugar – 25 pontos
2º lugar – 18 pontos
3º lugar – 15 pontos
4º lugar – 12 pontos
5º lugar – 10 pontos
6º lugar – 8 pontos
7º lugar – 6 pontos
8º lugar – 4 pontos
9º lugar – 2 pontos
10º lugar – 1 ponto
Depois, tudo é somado e chegamos ao resultado final!




















