Caio Pimenta imagina a categoria de Melhor Direção de Casting entre as edições do Oscar de 2020 a 2025.

Oscar 2020: A Consagração de “Parasita”

No Oscar 2020, seria impossível não premiar o grande campeão daquele ano.

Apesar de não ter recebido indicações nas categorias de atuação, “Parasita” possui uma de suas maiores forças justamente na unidade do elenco. As três famílias retratadas no suspense de Bong Joon-ho criam uma teia de fácil identificação com o público e elevam a qualidade do filme. Impossível que não saísse vitorioso.

Claro que haveria uma competição pesada com “Era uma vez em Hollywood”, que reuniu três das maiores estrelas de Hollywood, além de lendas como Al Pacino e uma nova geração talentosa, incluindo Austin Butler, Margaret Qualley e Mikey Madison.

Em linha semelhante, “Adoráveis Mulheres” e sua veia feminista estariam entre os indicados, assim como “Jojo Rabbit” e a surpresa “Entre Facas e Segredos“, um suspense que aposta no elenco eclético como um de seus maiores atrativos.

Isso faria “O Irlandês” ficar de fora. A ausência de Robert De Niro entre os indicados a Melhor Ator indicava a resistência da Academia em relação ao filme e seu elenco. Além disso, o longa de Martin Scorsese se concentrava demais no trio de protagonistas, diferentemente das outras produções, que conseguiam distribuir melhor o protagonismo entre seus atores.

Oscar 2021: Entre Pandemia e Renovação

Na temporada marcada pela pandemia, o Oscar de Direção de Casting seria uma disputa acirrada entre “Os Sete de Chicago” e “Minari”, com seus elencos coesos e diversificados.

“A Voz Suprema do Blues” e “Uma Noite em Miami” também se destacariam, apoiados pelas atuações poderosas de Chadwick Boseman, Viola Davis, Kingsley Ben-Adir e Leslie Odom Jr.

A última vaga seria disputada entre “Mank” e “Judas e o Messias Negro”, com a sorte sorrindo para o filme de David Fincher.

O prêmio, no entanto, iria para “Minari”, compensando a derrota no SAG Awards e garantindo a estatueta para Julia Kim.

Oscar 2022: O Ano da Inclusão

“Coda” sairia com quatro Oscars em 2022 se existisse a categoria de Melhor Direção de Casting, graças ao trabalho impressionante de inclusão e à escolha precisa do elenco.

O Oscar também corrigiria equívocos do SAG, premiando os elencos de “Ataque dos Cães“ e “Amor, Sublime Amor“, e indicaria ainda o tradicional “Belfast”.

A última vaga seria um embate intenso entre “Não Olhe Para Cima”, “Duna”, “Licorice Pizza” e “Drive My Car“.

Apostaria no elenco de “Licorice Pizza”, que soube equilibrar nomes desconhecidos, como Alana Haim e Cooper Hoffman, com astros consagrados como Sean Penn e Bradley Cooper, todos em papéis surpreendentes.

Oscar 2023: Domínio de “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo”

Em 2023, “Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo” seria o vencedor absoluto. As três conquistas nas categorias de atuação evidenciam o favoritismo da produção.

“Os Banshees de Inisherin“, “Os Fabelmans“ e “Entre Mulheres” completariam o grupo de finalistas.

A última vaga estaria entre “O Triângulo da Tristeza” e “Top Gun: Maverick“, com o blockbuster estrelado por Tom Cruise prevalecendo pela combinação de nostalgia e renovação no elenco.

Oscar 2024: Disputa de Gigantes

“Barbie“, “Pobres Criaturas”, “Ficção Americana“, “Os Rejeitados“, “Assassinos da Lua das Flores“ e “A Cor Púrpura” travariam uma batalha intensa por quatro vagas.

A lista final manteria os filmes estrelados por Margot Robbie, Leonardo DiCaprio e Jeffrey Wright. O musical “A Cor Púrpura” cederia espaço para “[Pobres Criaturas]”, impulsionado pela vitória de Emma Stone.

De qualquer forma, o prêmio de Direção de Casting iria para John Papsidera, por “Oppenheimer“, reconhecendo sua habilidade em reunir um elenco repleto de estrelas e ainda assim construir uma narrativa coesa.

Oscar 2025: A Nova Era de Sean Baker

Em 2025, “Anora” conquistaria mais um feito histórico para Sean Baker, com o diretor se tornando o maior vencedor de uma única edição do Oscar.

O grande mérito estaria na escolha da talentosa Mikey Madison para um papel que promete ser o ponto alto de sua carreira.

“Emilia Pérez”, celebrado pela força feminina e pela diversidade, seria indicado ao lado de “Conclave” e “Wicked”.

A última vaga ficaria com “Um Completo Desconhecido“, embora “O Brutalista”, “Sing Sing” e “Setembro 5” também estivessem na disputa.